sexta-feira, 10 de setembro de 2021
SPEECH
quinta-feira, 9 de setembro de 2021
Diretamente dos nossos "Archivos"
O N7001U foi o primeiro dos Boeing 727. Há mais de 30 anos e seis meses este artigo da revista Airliners contou sobre ele ter realizado seu último voo para aquela que seria sua aposentadoria definitiva. Sua última operadora, a United Airlines, repintou-o em suas cores originais, para isso.
Mas este artigo citado não sabia que ainda não seria o último voo.
No dia 13 de janeiro de 1991 o Boeing realizou o voo UA838 entre os aeroportos de San Francisco e Seattle. Abrigado no Centro de Restauração pertencente ao Museum of Flight, e localizado em Paine Field (Everett-WA-EUA) voluntários, ex-funcionários da Boeing, trabalharam para adequá-lo para ficar exposto. A máquina permaneceu por nada menos que 25 anos no mesmo local até seguir voando – isso mesmo, voando! – para seu lar final e repousar no Museum of Flight, em Seattle (WA - EUA), distante cerca de 42 km.
Era o dia 2 de março de 2016. Com o cuidado de sempre com seu próprio passado – inclusive o de suas máquinas e empresas – os norte-americanos publicaram livros e vídeos sobre essa epopeia. Um exemplo que o Brasil deveria seguir e perseguir, embora já contando com alguns historiadores abnegados, com muito mais afinco.
sábado, 4 de setembro de 2021
SPEECH
Sobre leitores que não prestam atenção em quem escreveu o quê (alguns nem procuram saber) e um mico que entrou para os anais do jornalismo especializado de aviação
(por Solange Galante)
Não acontece só comigo. Mas não deveria acontecer com pessoa alguma. Quem escreve, passa para uma publicação sua apuração ou sua opinião. E são produções únicas. Por isso, quem escreve é totalmente responsável pelo que escreveu.
Óbvio que com livros isso acontece menos. Talvez só os de auto-ajuda: o título atrai milhões de leitores mas... quem foi que deu aquela dica mesmo? A não ser que já seja um escritor bem famoso, a autoria pode ser esquecida, com o tempo... Mas até reportagens de TV podem gerar críticas contra as emissoras, não aos repórteres, se não forem os mais conhecidos entre os que seguram um microfone.
Por outro lado, os redatores mais conhecidos acabam pagando o pato dos erros dos menos experientes, talvez por uma associação instantânea e enviesada.
Há algumas semanas participei de uma Live do canal Pandaviation no Youtube. Ninguém era obrigado a gostar ou curtir o que eu falei na Live ou mesmo a ideia de Gianfranco Beting me entrevistar. No entanto, fizeram um comentário totalmente descolado da realidade, que publico aqui sem citar o nome do comentarista, embora ele esteja público lá na própria Live, e com minhas repostas:
Mas, a que caso ele se referia?
Muita gente ainda se lembra. Nem todos, porém. Vamos relembrar? Leia abaixo!
Na época da publicação, em maio de 2002, comentou-se muito que tanto a empresa aérea Rio Sul quanto a fabricante Embraer se pronunciaram duramente contra a reportagem – e eram anunciantes da revista – o que gerou um pânico na redação. O resultado foi a única vez em que vi uma errata como deve ser, imediatamente no site da revista e em página inteira (do tamanho da reportagem) na edição seguinte, de junho de 2002. O texto, em ambos os casos, foi o mesmo. Eis o texto na revista (obs: o trecho em cinza foi a seção de cartas, que ocultei por não ter relação com o nosso assunto aqui):
Iremos apedrejar a jornalista que praticamente "caiu de paraquedas" na edição 32 de Avião Revue? Claro que não! Ela foi mesmo muito mal orientada ao ser escalada para a missão e achou que deveria dar sua opinião pessoal, fazendo um texto claramente opinativo, que não deu margem para os leitores avaliarem por si mesmos o avião a partir de sua narração. O erro foi totalmente da equipe de editores mas eles souberam reconhecer o erro e pedir desculpas. É óbvio que nenhuma errata substitui um estrago, mesmo nos meios eletrônicos, onde pode-se apagar totalmente da tela e dos servidores o que houve de errado mas jamais da mente dos leitores, internautas, telespectadores, ouvintes etc – tanto que o cidadão que atribuiu à minha pessoa a autoria do texto sobre o ERJ-145 esqueceu o nome da redatora mas não esqueceu o texto em si!
Hoje, vemos acontecer o mesmo com "reportagens" de alguns sites especializados ("pero no mucho") cujo conteúdo, à boca pequena ou por grupos de redes sociais constantemente viram motivo de chacota. Sorte deles que a maioria dos leitores se esquece rapidinho de quem escreveu, mas jamais do que foi escrito.
sábado, 28 de agosto de 2021
ESPECIAL - Livros de Aviação
EM PRIMEIRO MÃO,
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domingo, 22 de agosto de 2021
SPEECH
39 anos de um primeiro voo!
(por Solange Galante)
Atualizado em 13 de setembro de 2021
Hoje se completam exatos 39 anos que voei pela primeiríssima vez. Tirar os pés do chão e descobrir os caminhos do céu foi muito especial para mim!
Na época, eu escrevia muito... contos, crônicas, pequenos romances e até alguns poemas. A única coisa que mudou em relação a hoje é que eu era apenas uma adolescente cursando colégio, e minhas "composições"(como eram chamadas as redações escolares, naquela época) eram famosas e faziam grande sucesso. Mas eu escrevia mesmo em casa, sobre tudo, em especial sobre aviação, após me apaixonar pelas aeronaves.
Não deixei de registrar meu primeiríssimo voo, ocorrido no dia 22 de agosto de 1982, que, coincidentemente, também foi em um domingo, como hoje!!! O registro foi datilografado. Como sempre fui "recicladora nata", eu reaproveitava (como até hoje reaproveito) qualquer papel em que pudesse escrever, à mão ou a máquina. E como sempre foi mania não só minha mas de toda criança e adolescente, recortava e colava fotos de revistas em todo canto... até nesses papéis que eu datilografava. Por isso, no texto mais abaixo, daquela época, há tantas fotos que nada tem a ver com o texto. Fotos que hoje são históricas, por sinal.
Mas tenho também algumas poucas fotos desse voo pioneiro. Seguem:
Foto do querido primeiro avião do primeiro voo., o PT-NJS. Quem fez a foto foi o amigo do Lenildo, com um câmera muito melhor que a minha. Sim, não podei para nenhuma foto, infelizmente. Acreditem ou não, eu era uma adolescente muito tímida, que evitava aparecer em fotos, embora gostasse de fotografar. Na foto, logo abaixo da matrícula do avião, em seu lado oposto, são meus pés (havíamos acabado de desembarcar). O avião teria um acidente fatal poucos anos depois, Lenildo faleceu de acidente aéreo em 1993 e nem o prédio ao fundo existe mais, tendo se tornado o Bar Brahma no Aeroclube de São Paulo.
SE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI...
A verdade é essa: sei que muita gente odeia minha maneira "tiete" de gostar de e de curtir a aviação, publicando minhas pequenas e grandes paixões e conquistas etc (e muitos nem ocultam esse ódio). Percebi isso quando certa vez percebi a reação de alguns editores de uma revista de aviação para onde eu trabalhava após eu ter ficado feliz ao receber fotos autografadas presenteadas pelo fotógrafo de aviação norte-americano Paul Bowen.
Nessa época, a revista brasileira em questão tinha um acordo para republicação de artigos e fotos da norte-americana Flying, para a qual Paul Bowen colaborava. Eu já conhecia o trabalho desse verdadeiro artista da fotografia por meio das páginas de outra revista dos EUA, a Aviation International News. E resolvi escrever-lhe parabenizando-o por seu belo trabalho – elogiar profissionais de quem gosto também é hábito meu, igualmente repreendido por quem não entende a importância disso. Minha alegria e tietagem em relação ao Paul Bowen fez os editores me olharem e comentarem entre eles com puro desprezo. Bem, eu sei que eles estavam em uma revista de aviação como estariam em uma revista da indústria de porcas e parafusos, por exemplo...
A má notícia, para todos que não gostam da minha maneira de ser, é que continuarei assim.
Atualizarei este texto com as fotos de Paul Bowen, brevemente! ☺
(Hora de atualizar, enfim, as fotos prometidas, conforme abaixo!)
sábado, 14 de agosto de 2021
NOTÍCIAS CAIXA PRETA
ESQUEÇA AQUELE MONTE DE PAPEL...
LÍDER AVIAÇÃO NOVAMENTE NA VANGUARDA!
O mundo digital avança cada vez mais no mundo da aviação. Sim, pode parecer que não, mas ainda há nichos onde os impressos vem sendo substituídos pela digitalização. E a maior empresa de aviação executiva da América Latina mais uma vez lidera uma iniciativa que promove, entre outras vantagens, a maior segurança na guarda de informações.
O texto abaixo é de responsabilidade da própria empresa. Confira!
A Líder Aviação é a primeira empresa de transporte público brasileira a receber autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para implementação do Diário de Bordo Digital (eDB). Com a autorização, emitida no dia 30/07/21, a empresa poderá implementar sistema que objetiva aprimorar a segurança, reduzir custos, promover o desenvolvimento do setor e a agilidade na inserção de dados.
O eDB foi regulamentado pela Resolução nº 457 e pela Portaria 3220/SPO/SAR), que atualiza os procedimentos para o registro de informações do Diário de Bordo das aeronaves civis brasileiras. Essa atualização da norma possibilita que o operador registre os dados do Diário de Bordo em plataforma digital.
“Estamos felizes em sermos a primeira empresa de transporte aéreo público a aderir a essa iniciativa. A autorização da ANAC para a implantação do eDB reforça nossa busca contínua por modernização, cultura digital, sustentabilidade e uma operação cada vez mais segura para os usuários. A inovação está em nosso DNA, é um dos nossos valores e está presente no nosso incansável trabalho pelo aprimoramento da excelência operacional”, comenta Junia Hermont, superintendente da Líder Aviação.
O aval concedido pela ANAC é registrado nas Especificações Operativas (EO) da empresa – documento do operador que especifica que autorizações ele possui – e permite que o operador não seja mais obrigado a portar o documento impresso “Diário de Bordo”, mas sim o dispositivo eletrônico que hospeda o seu sistema eDB. O processo para concessão da autorização para utilização do eDB inclui, além da análise dos requisitos operacionais e funcionais do sistema, a verificação do atendimento dos requisitos de segurança de informação.
Para a implantação do eDB, a Líder envolveu sua equipe própria de TI para modernizar todo o processo. “A aplicação e utilização dos sistemas de informação da nossa empresa sempre foram um diferencial e, continuamente, estamos aprimorando nosso processo digital. Automatizar o Diário de Bordo traz uma série de ganhos para as empresas do segmento, tais como, organização, velocidade e confiabilidade de dados; automatização de registros; eliminação de papeis; redução da carga de trabalho da tripulação; além de garantir mais segurança em todas as etapas de um voo”, explica a diretora de TI da empresa, Celina Marinho.
“A certificação da ANAC é um reconhecimento de nossa expertise e aderência aos padrões de segurança de referência. Sabemos traduzir o conhecimento da operação em tecnologia, transformando-a em uma forte aliado na melhoria contínua e na nossa excelência operacional”, complementa Jonathan Kaneko, diretor de operações e manutenção de Helicópteros na Lider.
































