quinta-feira, 18 de agosto de 2022

NOTÍCIAS CAIXA PRETA

 

AINDA NÃO CHEGOU A RESPOSTA CERTA AO QUIZ DO PROGRAMA VOO 123 - DECOLAGEM QUARENTA E DOIS DO

CANAL SOLANGE AIRWAYS ! 


Ei, você que ainda não assistiu ao programa de ontem ainda pode assistir, ver qual é o quiz e mandar a resposta para mim!

Vou até dar um "spoiler": se for o primeiro a acertar ganhará um vinho tinto chileno em sua casa*, totalmente de graça! vai perder essa? Assista e responda ainda na sexta-feira, 19 de agosto!

Link direto para a Decolagem Quarenta e Dois: 


Divulgarei aqui no Blog no sábado, 20 de agosto (depois de amanhã) se alguém acertou! Participe e fique atento!


*válido apenas para remessa a endereço dentro do Brasil

Plantão Caixa Preta

Leilão de aeroportos


A diretora da AENA Intl. Maria Rubio, bate o martelo


Após 41 anos, o Aeroporto de Congonhas deixará de ser administrado pela Infraero

Espanhola AENA, já concessionária de quatro aeroportos no Nordeste, leva bloco com 10 aeroportos, com ágio superior a 231 %

(por Solange Galante, incluindo informações da ANAC)

Acabou há pouco o leilão de Congonhas e outros 14 aeroportos, divididos em três Blocos, ocorrido na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a  7ª rodada do programa de concessões aeroportuárias do Governo Federal teve três arrematantes.

 

Os 15 aeroportos foram concedidos à iniciativa privada por um período de 30 anos. Os novos concessionários deverão investir no total R$ 7,2 bilhões nesse período. Os três blocos processam juntos, aproximadamente 15,8% do total do tráfego de passageiros do Brasil, o que equivalente a mais de 30 milhões de passageiros partindo e chegando a cada ano  – os dados são de 2019, período pré-pandemia. 

 

Esta foi a terceira rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos.


• Bloco SP-MS-PA-MG – Liderado pelo Aeroporto de Congonhas (SP), é composto ainda pelos aeroportos Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul (MS); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará (PA); Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais (MG). A contribuição inicial mínima é de R$ 740,1 milhões.

 

• Bloco Aviação Geral – É formado pelos aeroportos de Campo de Marte, em São Paulo (SP) e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), e tem lance mínimo inicial fixado em R$ 141,4 milhões.

 

• Bloco Norte II – Integrado pelos aeroportos de Belém (PA) e Macapá (AP), tem como contribuição inicial mínima R$ 56,9 milhões.


 

Como todos as concessões anteriores de aeroportos no Brasil, o leilão é apenas uma parte do processo e, exceto o de São Gonçalo do Amarante, que já foi construído sob concessão, além dos primeiros passos (conforme abaixo) haverá um prazo em que a administradora anterior (Infraero) participará da transição para o novo administrador.

 

Passos da 7ª rodada de concessão

Data

Evento

15/08/2022:

Recebimentos dos documentos de habilitação

18/08/2022:

Sessão Pública - Abertura das propostas econômicas e realização do leilão em viva-voz

25/08/2022:

Recebimento dos documentos de habilitação dos proponentes vencedores

23/09/2022:

Publicação da ata de julgamento relativa à análise dos documentos de habilitação da proponente classificada em 1º lugar

26/09/2022 a 30/09/2022:

Prazo para interposição dos recursos de que trata o item 5.29 do Edital

Em aberto:

Homologação do resultado e adjudicação do objeto pela Diretoria da ANAC

Em aberto:

Prazo final para comprovação de atendimento, pela proponente vencedora, das obrigações previstas na Seção I do Capítulo VI do Edital

Em aberto:

Convocação para celebração do contrato de concessão do respectivo bloco de aeroportos

 

Contribuição Variável

As novas concessionárias irão pagar ao governo, além da contribuição inicial – esta, na assinatura dos contratos – também a outorga variável sobre a receita bruta. Ela é estabelecida em percentuais crescentes calculados do 5º ao 9º ano do contrato, tornando-se constantes a partir de então até o final da concessão.  Esse de mecanismo tem como objetivo adequar os contratos às oscilações de demanda e receita ao longo da concessão.

Os valores projetados para os contratos contemplam uma receita estimada para toda a concessão de R$ 15,2 bilhões (para os 15 aeroportos), sendo R$ 11,6 bilhões para o Bloco SP-MS-PA-MG; R$ 1,7 bilhão para o Bloco Aviação Geral; e R$ 1,9 bilhão para o Bloco Norte II.



Primeiras propostas (via envelopes)



 

BLOCO SP-MS-PA-MG

Contribuição Inicial Mínima (paga no leilão): R$ 740.132.333,48 + ágio

Contribuição Variável (parcelas anuais conforme percentuais da receita)

5º ano

3,23%

6º ano

6,46%

7º ano

9,69%

8º ano

12,92%

9º ano

16,15%

Valor do contrato (receita estimada ao longo da concessão): R$ 11.608.831.026,23

Investimento previsto em EVTEA: R$ 5.808.778.318,08


VENCEDORA: AENA Desarrollo Internacional - Corretora Novinvest = Proposta: R$ 2,450 bi (Ágio de 231,02 %)


 

BLOCO AVIAÇÃO GERAL

Contribuição Inicial Mínima (paga no leilão): R$ 141.388.607,98 + ágio

Contribuição Variável (parcelas anuais conforme percentuais da receita)

5º ano

3,05%

6º ano

6,10%

7º ano

9,15%

8º ano

12,20%

9º ano

15,25%

Valor do contrato (receita estimada ao longo da concessão): R$ 1.710.204.752,13

Investimento previsto em EVTEA: R$ 552.013.358,66


VENCEDORA: XP Infra IV Fundo de Investimentos e Participações em Infraestrutura - Representada pela Corretora Mercantil do Brasil

R$ 141,4 milhões (Ágio de 0,01 %)

 

BLOCO NORTE II

Contribuição Inicial Mínima (paga no leilão): R$ 56.875.878,09 + ágio

Contribuição Variável (parcelas anuais conforme percentuais da receita)

5º ano

1,42%

6º ano

2,84%

7º ano

4,25%

8º ano

5,67%

9º ano

7,09%

Valor do contrato (receita estimada ao longo da concessão): R$ 1.931.983.096,09

Investimento previsto em EVTEA: R$ 874.656.126,52


VENCEDORA:  Consórcio Novo Norte Aeroportos liderado pela SOCICAM - Corretora Nova Futura - R$ 125 milhões (Ágio de 119,78%)



Investimentos e melhorias

De acordo com os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEAs), os investimentos estimados por bloco de aeroportos serão de R$ 5,8 bilhões para o Bloco SP-MS-PA-MG; R$ 552 milhões para o Bloco Aviação Geral;  e R$ 875 milhões para o Bloco Norte II.

Nos 36 meses contados a partir da data de eficácia do contrato (Fase I-B) para os aeroportos do Bloco Aviação Geral e Bloco Norte II e nos 60 meses para os aeroportos do Bloco SP-MS-PA-MG, os 15 aeroportos concedidos da 7ª rodada deverão realizar os investimentos necessários na infraestrutura atual para a prestação do serviço adequado aos usuários.

 

Além de investimentos específicos definidos conforme as características de cada aeroporto, as novas concessões terão que adequar sua capacidade de processamento de passageiros, bagagens e estacionamento de veículos; observar especificações mínimas da infraestrutura aeroportuária e indicadores de qualidade de serviço.


 

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

NOTÍCIAS CAIXA PRETA

 LINK DIRETO >>>>> https://www.youtube.com/watch?v=VgnEkDxig0s

Assista mesmo que não tenha sido ao vivo, responda ao QUIZ e ganhe o presente ofertado pela entrevistada da Decolagem Quarenta e Dois sem pagar nada, nem correio!


Após focar na Labace a semana passada toda, as Lives estão de volta e em grande estilo!!!

Agora passarei também a chamar o Voo 123 de "Programa" e as Decolagens de "Episódios"!

Continuem nos prestigiando e compartilhando os vídeos já levados ao ar!




segunda-feira, 15 de agosto de 2022

NOTÍCIAS CAIXA PRETA

ESTAMOS DE VOLTA, EU E MINHA "EUQUIPE"!!!


Após focar na Labace a semana passada toda, as Lives estão de volta e em grande estilo!!!

Agora passarei também a chamar o Voo 123 de "Programa" e as Decolagens de "Episódios"!

Continuem nos prestigiando e compartilhando os vídeos já levados ao ar!









sexta-feira, 12 de agosto de 2022

SPEECH ESPECIAL

 A VOLTA DA LABACE: 

AS REPETIÇÕES E AS NOVIDADES




(por Solange Galante)

Primeira atualização: 13/08/22 - 15h25min
Segunda atualização: 13/08/22 - 22h57min
Terceira atualização: 14/08/22 08h24min 


Após mais de mil dias desde o fim da última realização da Labace - Latin American Business Aviation Conference & Exhibition, ou seja, a feira de aviação executiva que ocorre anualmente no Aeroporto de Congonhas mas foi por dois anos cancelada devido aos momentos mais graves da pandemia de covid-19, o evento voltou com tudo, para a alegria não só da própria equipe realizadora mas todo o "trade" de aviação mundial, já que ela é uma das maiores feiras do mundo nesse segmento.

Eu participo e acompanho a Labace desde sua primeira realização, em 2003, quando as aeronaves eram já visitadas em Congonhas mas os estandes dos expositores ficavam no centro de convenções do Hotel Transamérica, perto da Marginal Pinheiros, em São Paulo. Nesses quase vinte anos há pelo menos quinze eu faço a cobertura, total ou parcial, do evento, tendo começado com a hoje extinta Aviação em Revista e, depois, produzindo inclusive a edição especial da revista Flap Internacional que circulava durante os três dias de feira, juntamente com a cobertura em si para a edição regular da Flap.

Todos sabemos o quanto o mundo mudou entre 2020 e 2022 e isso também se deu no nível individual: todos nós nos "reinventamos". Por isso a Labace foi um show de "mais do mesmo" mas também "muito do novo". Vamos a uma análise isenta?  Vamos começar com:...


MUITO DO NOVO


Sim, a Labace ocorreu novamente e integralmente no Aeroporto de Congonhas e vem resistindo, mais do que aos boatos de sua mudança de endereço. Mas em um espaço mais distante da Av. Washington Luís e mais próximo do pátio operacional do aeródromo, mais exatamente na área antes ocupada pela companhia aérea Avianca Brasil. Com isso, pela primeira vez em muitos anos o leiaute da feira ficou mais retangular e menos com aspecto de "corredor", onde as aeronaves ficavam muito próximas, asa a asa, em alguns casos dificultando até mesmo a movimentação dos visitantes. Também perdeu o aspecto de labirinto, com corredores sem ou quase sem atrações ligando alguns espaços da exibição estática.

Esta foi a primeira Labace sem a presença do antes onipresente publisher Carlos André Spagat, falecido em dezembro passado. Pouca gente sabe que ele chegava a interferir pessoalmente na manutenção e realização da feira em Congonhas, bem como suas críticas, não raras vezes apimentadas, sobre aspectos particulares da organização do evento, ajudavam a alterar de maneira positiva a exposição no ano seguinte. Como principal redatora sobre a Labace para a Flap nos últimos anos, exceto 2019, eu testemunhei isso bem de perto. 

Seguindo nesse mesmo assunto, por outro lado, a Flap agora está renovada, com novo publisher, que é o Gianfranco "Panda" Beting, praticamente recomeçada do zero e que vem agradando muito, de acordo com comentários espontâneos. O novo comandante conseguiu não só manter a peridiocidade da publicação mas manter a tradição da edição especial da Labace, embora enxertada na edição de agosto, mas com mais páginas e com a mesma análise do setor de aviação executiva por seus próprios players e principais atrações. Está tão boa que, de repente, uma pessoa da área da aviação executiva me parou lá no meio da Labace para elogiar a edição ("Parabéns, Solange, a edição especial da Flap está muito boa!"), a que eu me apressei a responder que essa não fui eu quem havia produzido! Ou seja: se a cobertura da Labace pela Flap antes tinha a minha cara, eu aproveito e reforço que desde 2019 essa missão não é mais minha mas, o mais importante, é que continua em muito boas mãos!

Novidades: estreia na Labace de modelos de aeronaves que haviam sido prometidas para 2019, 2020 e 2021, que cumpriram a promessa e finalmente vieram, agora em 2022, após grande expectativa, como o jato Pilatus PC-24, o Beechcraft King Air 360, entre outros. Ou seja: a Labace continua sendo o palco da renovação constante da aviação de negócios, também chamada de executiva.

Uma novidade também da minha parte, por que não? Desde 2018 sem fazê-lo, voltei a cobrir o evento para uma publicação e, desta vez, uma estrangeira de grande importância no mercado, a Aviation International News. Como sempre ocorreu com todas as revistas anteriores para as quais colaborei ao longo de meus quase 27 anos de jornalismo de aviação, mais uma vez fui convidada para ajudar na tradução do que é a Labace para o Brasil e o mundo. Como podem ver pela foto que abre este SPEECH enviei nove textos para a AIN, e digo que, profissionalmente, foi um grande prazer colaborar com ela. Eu sempre defendi o jornalismo especializado sério e responsável e a AIN me surpreendeu positivamente.

A abertura da maior matéria é esta abaixo:




Novidade mesmo, entre os comentários predominantes, é a dúvida sobre o destino da Labace, já que o Aeroporto de Congonhas está prestes a ser leiloado para alguma concessionária aeroportuária. Sabendo que as opções não possuem a infraestrutura e a localização privilegiadas de Congonhas, é possível que a Labace tenha que se reinventar (usando palavra que está na moda) a partir de 2023.

MAIS DO MESMO...


Na categoria "celebração" mais uma vez a Labace se destacou pelo reencontro de amigos, parceiros comerciais e colegas. Se todo ano é assim para o clima na feira crescer em alto astral, imagine para pessoas que não se reviam há mais de mil dias... Eu mesma também revi muita gente conhecida de quem eu estava com saudades, e até gente que nunca vi na Labace antes, ou não nos últimos dez anos. Isso é muito gratificante e faz parte do famoso "ver e ser visto". De preferência, ver e ser visto bem!

No entanto, infelizmente, houve "mais do mesmo" no sentido negativo também. Vou começar pela parte de atendimento à imprensa. Foi imperdoável – melhor, vamos destacar bem isso – eu disse IMPERDOÁVEL a falta de canal de acesso wi-fi na sala de imprensa dedicado ao trabalho dos jornalistas presentes, vários estrangeiros, inclusive, que levam esse tipo de informação a seus países. Na verdade, o certo seria, inclusive, ter também alguns computadores ou notebooks à disposição dos jornalistas caso precisassem. Não, isso tudo não é frescura. Basta ver o que acontece em outras feiras de negócios dos mais diversos setores, no Brasil e no mundo. Hoje o mundo é online, já se passaram décadas desde que os jornalistas iam a um evento, filmavam, gravavam e mandavam um motociclista levar o material para a redação ou os próprios repórteres redigiam em máquina de escrever após o evento, nas redações. Sem contar que é mais coisa pesadas para nós carregarmos (falo dos notebooks). Mas, alguém pode argumentar que é maior o risco de furtos de notebooks: a Labace, infelizmente, tem em seu histórico furtos de equipamentos de todos os tipos, não só computadores! Aí passa pela segurança, existente em várias feiras que já visitei, de vários segmentos da  aviação, onde a sala de imprensa é RESTRITA a quem tem credencial de IMPRENSA, com gente na entrada verificando isso mesmo que um mesmo repórter entre e saia 15 vezes de lá num único dia. Afinal, se a Labace ocorre ou não, se não ocorre porquê, mas mostra que ainda existe, como agora que voltou, é a IMPRENSA que divulga isso, e merece ser reconhecida como fundamental a este e qualquer outro evento.

Aliás, a falta de uma coletiva de imprensa, antes ou na abertura da feira, e ausência das tradicionais palestras de outras edições também ajudaram a Labace a ficar com aparência de "continua cara mas está entregando menos..." 

Por isso, fica claro que havia algo no sentido negativo para todos, também, além dos jornalistas, para visitantes e  expositores. O que ouvi de comentários e até presenciei também foram: banheiros em número insuficiente e mal sinalizados e péssimas opções de alimentação. Confesso que não sou fã de food trucks, ou, pelo menos, nunca dei sorte com eles, onde a comida é divulgada como maravilhosa mas sempre são porções pequenas e sem a qualidade alegada. Por exemplo: na terça-feira almocei um nhoque com molho bolhonesa cuja massa até que estava gostosa mas, o molho, puro sabor de lata. Outras opções eram pastéis, espetinhos, hanburgueres, cachorro-quente, tudo bem "leve e saudável". Pela quantidade de visitantes na Labace, que não foi pouca, não vi a "praça de alimentação" cheia em momento algum – ou os visitantes não estavam com fome ou realmente buscaram opções melhores, e até mais baratas, que só existiam FORA da feira, pois só a palavra food truck já faz qualquer comida de rua triplicar seu preço. Bem, na quarta-feira fiz como os passageiros mais assíduos do Aeroporto de Congonhas: atravessei a passarela e fui comer no self service mais tradicional do bairro, escolhendo opções leves entre as muitas opções do bufê e gastando o mesmo preço ou até menos que as comidas dentro da Labace. Mas, eu pude fazer isso, e os expositores, muitos deles desde cedo trabalhando na feira? Poderiam?

Na categoria "acho que São Pedro não gosta de aviação executiva" mais uma vez a Labace foi marcada pela chuva, felizmente, menos intensa e frequente que em outras edições. É incrível isso ser recorrente, mesmo no atual ano, onde a cidade de São Paulo sofreu estiagem por quase dois meses, estiagem essa que, incrivelmente, acabou bem na... semana da Labace!!! Só Deus explica... Bem, a Labace já teve antes essa configuração: um dia quente de rachar, com sol de verão – embora ocorra no inverno – e todo mundo correndo para a sombra dos estandes, assim como nos dias de intensa chuva, depois, um segundo dia gelado e chuvoso, e o terceiro uma mistura dos dois. Certo, certo mesmo todo ano é isso: acabou a Labace, no dia SEGUINTE sai um sol maravilhoso e não chove. É ou não é? Loucuras da Mãe Natureza... 

Ainda destacando a meteorologia, mais uma vez o clima deu prejuízo. Desta vez, um ciclone extratropical varreu a cidade na quarta-feira dia 10 e a maior prejudicada foi a Dassault Falconjets, com a queda de boa parte do chalé sobre seus dois "falcões". Com esse sinal de que a coisa era séria mesmo, decidiu-se acertadamente evacuar a feira para se evitar mais prejuízo e, em especial, feridos que, felizmente, não foram contabilizados. A evacuação foi calma e ordenada, embora alguns expositores tenham achado a brigada emergencial meio ríspida, mal-educada mesmo. Noutras ocasiões, os problemas nos estandes e chalés havia sido água entrando, com goteiras ou por baixo, falta de energia, falta de ar condicionado etc. Aí fica um dúvida: quais os limites de segurança dos estandes e chalés? Excessos de chuva ou vento jamais poderão ser minimizados por completo? Com a palavra, os especialistas...

Mais do mesmo: na Labace, todos são iguais perante a Lei mas alguns são mais iguais que outros, não justamente pelas "leis" mas por privilégios, facilidades etc. No entanto, as reclamações de sempre sobre o preço do ingresso para os visitantes que não têm convite são, a meu ver, injustificadas. Conforme comentei com amigos pelo Facebook:

Antes bastava estar, por exemplo, fazendo um curso de PP para entrar DE GRAÇA. Daí, a molecada (a maioria desses alunos eram beeem jovens) ficavam na fila de um avião para entrar nele fazendo algazarra, agitação, aquelas intermináveis selfies ou, uma vez dentro, tentavam furtar talheres, louças, taças que fazem parte do cenário do avião para os clientes. Eu mesma vi isso, e os representantes das fabricantes fechando a cara... daí, a organização colocou essas mudanças. Na verdade, se o entusiasta for uma pessoa séria, profissional, educada, respeitosa, com CERTEZA terá algum amigo em algum estande e consegue com ele um convite para entrar de graça. Toda feira realmente "de negócios" (e há às dezenas em Sampa, dos mais diversos segmentos) é seletiva. E eu apoio isso. Feira de negócios é para quem pode ajudar nos negócios. Não para quem quer atrapalhar os negócios. São trilhões de reais movimentados. Falando em feira de negócios, há várias às quais eu já quis ir, por exemplo, de utensílios de cozinha, que eram feiras restritas mas, como eu não tinha ninguém conhecido lá para pedir convite e nem motivos para me cadastrar como jornalista, já que não costumo cobrir esse e outros assuntos, que nem mesmo tinha venda de ingressos, eu fiquei só na vontade. Portanto, a Labace não é a única a restringir. Além do mais, com o vendaval, vocês não imaginam a quantidade de gente saindo, organizadamente mas saindo, ao mesmo tempo por ordem dos bombeiros civis no dia do vendaval. Imaginem se fosse de graça ou com ingressos todos baratos, como iria ter mais gente ainda.

Mais do mesmo ainda sobre a parte boa: negócios, vendas, contatos pessoais, redes de relacionamentos, novos amigos e clientes e pessoas que só conhecíamos por email ou telefone se "materializando" na nossa frente. Aproveito para divulgar um desses resultados, os da TAM Aviação Executiva, conforme release abaixo: 

TAM Aviação Executiva vende oito aeronaves, sendo cinco aviões e três helicópteros durante a Labace 2022

 

São Paulo, agosto de 2022 – A TAM Aviação Executiva, número um em vendas de aeronaves executivas no mercado nacional e representante oficial das fabricantes Beechcraft, Cessna e Bell, além da líder mundial em treinamentos, a FlightSafety, anuncia a realização de ótimos negócios durante a Labace 2022 com a venda de oito aeronaves, sendo cindo aviões, dois do modelo King Air 360, um Grand Caravan EX, um King Air C90GTx (usado) e um Baron G58, além de três helicópteros Bell 505.

 

“Estamos felizes com o retorno da Labace, após três anos sem exposição. O evento é uma importante vitrine para a aviação e a realização de bons negócios, como os que fizemos. O resultado foi excepcional e ainda abriu caminho para diversas outras negociações se concretizarem”, afirma Leonardo Fiuza, presidente da TAM AE.

 

Sobre a TAM Aviação Executiva

A número 1 na comercialização de aeronaves executivas, a TAM Aviação Executiva foi constituída há 60 anos, sob o nome de Táxi Aéreo Marília. Atua no Brasil como representante exclusiva da Cessna, desde 1982; da Bell, desde 2004; da FlightSafety International, desde 2003; e da Beechcraft, a partir de 2016. A empresa oferece o mais versátil e abrangente portfólio de produtos da aviação geral no país, com destaque para manutenção de aeronaves (maior parque de manutenção de aeronaves executivas da América Latina), FBO doméstico e internacional, vendas de treinamento, administração, gerenciamento e fretamento de aeronaves. 

 

Informações à imprensa:

Insight

                                                    Luana Magalhães  e  Marina Ciaramello 









segunda-feira, 8 de agosto de 2022

DEU NO F@CEBOOK

 ENQUANTO ISSO,

NO AEROPORTO DE GUARULHOS...


(Por Solange Galante)
Lembram do PP-BEL? Aquele DC-8 que tentaram leiloar sem o aeroporto ser seu proprietário e depois chamaram os bombeiros para o encherem de buracos ?  Agora tá sendo depenado, mesmo sem autorização da Justiça Federal da 4a Região, lá de Brasília... E o caso repercute até nas redes sociais...






 


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

"SPAGATICES"

 

"O QUE VOCÊ ESTÁ ACHANDO 

DA NOVA REVISTA FLAP?"




A frase que estou usando de título para abrir esta coluna "Spagatices" eu já ouvi ou li várias vezes desde que saiu do forno a edição 594 da Flap Internacional (agora International), a partir de então comandada por Gianfranco "Panda" Beting. Então, embora eu tenha respondido individualmente a algumas pessoas à medida que eu realmente ia conhecendo a revista em sua nova roupagem, resolvi publicar de maneira geral minhas impressões aqui no Blog para poderem ser conhecidas por todos os interessados.

O óbvio é o seguinte: era e é totalmente impossível que a Flap continuasse como estava sendo produzida há décadas. Muita gente gostaria que continuasse exatamente daquele jeito, desde diagramação, reportagens etc. Ao contrário do que muita gente acha, quem faz as empresas, qualquer empresa, são as pessoas dentro dela. E ninguém é substituível, ou seja, todas as pessoas são insubstituíveis. Quem é "substituível" são as funções, os cargos a serem preenchidos. Ex: troca-se um professor, um porteiro, um diretor de multinacional, um motorista, um médico. Mas nenhuma dessas pessoas que assumiram o local vago pela pessoa anterior nessa profissão, cargo etc trabalhará da mesminha maneira, por mais que tenha o mesmo script, um roteiro, siga idênticas normas e regras. Até mesmo um ator ou atriz, já que estamos falando de script e roteiro. A individualidade de uma pessoa sempre estará presente, e ponto final.

Uma revista de aviação brasileira ainda mais antiga que a Flap, a Aviação em Revista, teve quatro proprietários, e cada um, naturalmente, sua própria equipe, e cada proprietário e equipe colocou sua marca pessoal, seu estilo, sua direção nela. Até o último proprietário preferir deixá-la morrer. E lá se foram mais de 70 anos ininterruptos.

É claro que a primeira preocupação de Gianfranco Beting foi desenvolver reportagens, matérias, e rechear as páginas da "nova" Flap com o material disponível que, aliás, sempre alegrou os leitores: a conhecida mega coleção de aviação de Spagat, leia-se: fotos, folhetos, cardápios e outras coisas relacionadas à história da aviação, sobretudo a brasileira. Se agrada sempre e está disponível aos montes, por que não compartilhar essas imagens etc com os leitores, como Spagat já vinha fazendo em várias edições?

Mais claro ainda foi "Panda" colocar sua individualidade e seus gostos na revista que agora passava a comandar. Mais fotos? Mais história? Matérias menores? Sua própria coleção de fotos também? Comentar sobre acidentes aéreos, o que o Spagat, em certo momento, parou de incluir na revista? Já vi gente comentando comigo "Está bonita mas NÃO É a Flap."

Afinal, o que era a Flap, então?

Isso, eu creio, consigo identificar... Mais do que matérias grandes – apenas quatro ou cinco ocupavam mais de 50% da revista – a revista tinha todo o jeito ácido, direto, questionador, irônico, debochado do Carlos André. Afinal, a Flap era cria dele, acredito que desde os tempos do Clube Juvenil que gerou a revista ainda como jornalzinho, Spagat impôs totalmente seu estilo, que o acompanhou até o fim de sua vida.

Posso afirmar que, mais do que qualquer outro "publisher" de outras revistas de aviação do passado e do presente, Spagat realmente tinha alma de jornalista mesmo sem ter feito qualquer curso de comunicação social. Ele simplesmente expôs verdades sobre empreendimentos e empresas como Aerovale, Taip, Nella e dezenas de outras, que não seguiram em frente ou ainda não saíram do papel no Brasil. Ele punha várias pessoas para investigar, comprovar ou desmentir anúncios, releases, boatos, principalmente porque conhecia praticamente todo o mercado, o que é básico para qualquer jornalista. Como eu sempre digo, o leitor jamais vai ler de um jornalista só o que gosta de ler, de ouvir, de ver. Se quer só o que gosta, selecione no Netflix e divirta-se.

E, se você realmente sentirá saudades do Spagat "pegando no pé" das cias aéreas, nos Flight Checks ou nas demais matérias, com toda sua acidez, deboche, até mesmo alguma grosseria, tenha em mente que isso, agora é passado. A Flap "virou a página". O Spagat também era insubstituível, agora quem está à frente da Flap é o Gianfranco Beting que, ao contrário do fundador da Flap, é um gentleman, um entusiasta com outras características, com alma spotter e empreendedor do século XXI, bem diferente do publisher antecessor, que demorou para colocar reportagens coloridas em toda a revista, colocá-la na internet e relutou tanto em trocar a logomarca da Flap que apenas mudou a palavra "Internacional" de posição. "Panda" foi mais ágil e decidido em mudar praticamente tudo, mesmo porque isso resultou de negociações com as entidades beneficentes legatárias do testamento, e ele conta detalhes disso em suas lives do canal Pandaviation. Não foi fácil, foi burocrático, estressante, necessitou de muito jogo de cintura e a responsabilidade dos funcionários da agora extinta editora Grupo Editoral Spagat. Só é fácil, para quem não acompanhou o processo, tacar pedras e suspirar por um passado que não vem mais: o Spagat morreu, acabou a missão dele, Flap agora foi renovada e, com certeza, isso atrairá novos anunciantes, novo público, formará novos entusiastas e futuros profissionais da aviação.

Afinal, qual é a minha resposta ao título lá em cima? Sim, eu gostei da Nova Flap pelos motivos acima citados: seções diferentes, novas, fotos belíssimas que não eram tão frequentes nas edições anteriores da revista, etc. MAS vou sentir muuuitaaa falta das "Spagatices" do Carlos André falando mal da comida de bordo e das flores artificiais nos banheiros dos aviões durante os flight checks, bem como da acidez desconcertante de quem duvidava que companhia iniciante A, B ou C pudesse efetivamente entrar no mercado brasileiro e dos trabalhos investigativos onde ele colocava amigos, contatos e até jornalistas com pseudônimos para contar descobertas incríveis do mundo dos bastidores da  aviação que outras revistas não tinha coragem de publicar.

E já que ele não está mais aqui entre nós para criar novas "Spagatices", eu continuarei revelando algumas que presenciei ou soube por terceiros.

Vida longa à Nova Flap International! Do jeitinho que está!

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