sexta-feira, 8 de novembro de 2019

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RELEMBRANDO O VOO 191

O Jornal Chicago Tribune publicou há alguns meses 39 fotos contando a trágica história do voo 191 da American Airlines que é, até hoje, o maior acidente com apenas uma aeronave ocorrido nos Estados Unidos, sem contar os atos terroristas de 11 de setembro de 2001. Há exatos  40 anos um DC-10 literalmente perdeu o motor esquerdo durante a decolagem e, sem saber o que ocorria, os pilotos seguiram todas as instruções de "perda de (potência de) motor" e o enorme trijato entrou em estol. Na época o acidente me chamou muito a atenção e despertou meu interesse pela aviação.
As fotos de um spotter ajudaram nas investigações.







sábado, 2 de novembro de 2019

PÉROLAS VOADORAS!

USANDO A HISTÓRIA DE OUTRA REVISTA COMO SE FIZESSE PARTE DA DELA...

QUAL O SIGNIFICADO DA PALAVRA "ININTERRUPTAMENTE"?

  advérbioDe maneira ininterrupta; sem interrupção: discursou ininterruptamente durante várias horas.(Fonte: https://www.dicio.com.br )
Sem interrupção. Sem consideração de lapso temporal. "Direto". Sem paradas.(Fonte: https://www.dicionarioinformal.com.br )
advérbiosem interrupçãocontinuamente(Fonte: https://www.infopedia.pt )
Alguma dúvida? Acho que não, não é?
Mas, teria esta revista abaixo sido publicada ininterruptamente de 1957 a 1984? 



NÃO, NÃO FOI PUBLICADA DE 1957 A 1984!!!
Enquanto aguardávamos a publicação das capas das décadas de 1970 a 1980 (conforme abaixo), pesquisamos, pesquisamos... e achamos a resposta definitiva no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o famoso ITA:

Na verdade a "Aero" que circulou entre 1974 e 1984 foi esta a seguir, revista publicada no Rio de Janeiro e editada por José Ribeiro de Mendonça e NADA tinha a ver com a revista Aero Magazine, nem a das décadas de 1950 e 1960 e nem a de 1994 até hoje!
Primeira edição:
Última edição:
Por sua vez a hemeroteca da Biblioteca Mário de Andrade, de São Paulo, tem a Aero Magazine desde 1953 até o mesmo ano de 1967.


Portanto, refazendo as contas, a Aero Magazine não existe não há 62 anos (com ou sem o "hiato") mas, se começou em 1953 (nem sequer em 1957, como afirmado pela página de Facebook da revista), ela existe no total há 39 aninhos em duas fases, pois teve interrupção de 27 anos!.
Observação: o responsável pela página oficial da revista  no Facebook (um estagiário?) não conseguiu responder o que eu pedi: capas da revista nas décadas de 1970 e 1980, pois, afinal de contas, elas não existem!



                  É muito chato faltar com a verdade para com os leitores...======================================================================

















































terça-feira, 22 de outubro de 2019

SPEECH


(Textos e foto: Solange Galante)

Exatos 40 anos atrás eu comecei a gostar de aviação. Sem ter tido qualquer incentivo para isso. Sem ter tido parentes aviadores ou aeronautas ou aeroviários, sem nunca ter entrado num aeroporto ou voado em qualquer avião, por menor que fosse. Mas o aerococus me picou.

A primeira pessoa da aviação que conheci pessoalmente chamava-se Waldemar Alves Vianna. Ele era diretor de tráfego do Departamento de Aviação Civil em Congonhas. Eu tinha ido lá para ele me ajudar a fazer um trabalho de escola. Depois, eu entrevistei um piloto executivo que "seu" Waldemar me indicou e de quem apenas lembro o primeiro nome, Guilherme, para o mesmo trabalho escolar. Era, pra mim, como se ele fosse um piloto de 747, embora não chegasse a tanto!

Quase na mesma época minha mãe teve que comprar para mim o livro "Eu Quero Voar", de Lucy Lúpia Pinel Balthazar, a lendária "Primeira PLA" de direito, brasileira, que eu vi à venda na La Selva de Congonhas, a saudosa La Selva.... Fiquei ainda mais encantada, desta vez, com a luta de uma mulher pelo seu voo profissional.

Eu já tinha me encantado por outra mulher, a acrobata Márcia Mammana, que vi pela TV. E fiquei chocada com sua morte trágica.

Essas duas mulheres e eu mesma, apaixonada desde então pela aviação, foram o ponto de partida para eu criar a personagem Sônia Maria Munhez do meu romance "A Ás", publicado em 2016, após ter sido reescrito (e aperfeiçoado) dezenas de vezes e ter sido publicado cerca de 35 anos depois de iniciado.

Para tirar dúvidas sobre aviação para escrevê-lo acabei conhecendo e fazendo amizade com Lenildo Tabosa Pessoa, então o mais famoso jornalista especializado em aviação do país. Piloto privado, ele se tornou meu amigo.

O polêmico Lenildo foi o combustível para inflamar ainda mais meu amor pela aviação, com material que me dava e com troca de ideias que tínhamos sobre aviões.

Mas, apesar disso tudo, eu ainda não havia voado, nunca.

Eu chegava no terraço coberto de Congonhas, onde tinha aquela grade de alumínio que nos separava do pátio lá embaixo, via os aviões da Vasp, Varig, Transbrasil, Cruzeiro, Aerolineas Argentinas, LAP e outras, estacionadas perto da pista, e pensava: "Voar é muito caro. Nunca vou voar. Mas eu amo os aviões mesmo assim!"...

Amor incondicional!!! E recompensado por Deus, o "Grande Cara" lá de cima, pois, muitos e muitos anos depois, hoje me orgulho de dizer que a maioria dos meus voos até hoje foram de graça!

Mas, naquele 1982, haveria o primeiro voo, enfim!!! Lenildo, que era sócio do Aeroclube de São Paulo, me colocou no Corisco PT-NJS juntamente com um dos filhos dele e um de seus amigos e fomos a Viracopos. E retornamos ao mesmo Campo de Marte. Sim, este foi meu primeiro voo da vida! E adorei!

Já em 1985, dois dias antes de inaugurarem o Aeroporto de Guarulhos, lá estava eu de novo com Lenildo, desta vez, ele me encaixou num voo de jornalistas no Boeing 767 PT-TAC, o Charlie, em meu primeiro voo em avião comercial! Fomos e voltamos nesse "salto" CGH-GRU-CGH.

Mais alguns meses se passaram, fui com minha mãe num bate e volta ao Rio de Janeiro só para eu ter o gostinho de ser passageira "comum" pela primeira vez e sair do Estado de São Paulo pela primeira vez na vida. O voo foi CGH-GIG, a opção a jato à Ponte Aérea, num 737-200 da Varig (não anotei a matrícula do avião!!!). Meus amigos hoje me xingam de eu não ter voado de Electra para o SDU, mas acho que era só o voo de jato que dava direito a parcelamento da passagem, eu tinha pouca grana, tanto que minha mãe e eu voltamos, na noite do mesmo dia, de ônibus, para São Paulo!!!

Pouquíssimo depois, eu fui convidada, bem em cima das hora, pelo Lenildo, para outro voo com jornalistas, desta vez no Boeing 737-300 da Piedmont em demonstração entre CGH e SDU, visando ser o equipamento futuro da Ponte Aérea. Foi um convite tão à queima-roupa que fiz o voo sem qualquer registro fotográfico: era dia 7 de setembro, feriado, e não achei onde comprar filme para minha pequenina Kodak Instamatic!

Esses foram meus primeiríssimos voos, minhas primeiras experiências na aviação! Só puderam ser proporcionados por pilotos, homens e mulheres, anônimos ou não!

Por isso, além de lhes dizer, com esta crônica o quanto vocês me foram e ainda são importantes para mim, e desejar-lhes um FELIZ DIA DO AVIADOR com voos altos e seguros, publico aqui, em primeira mão, um pequeno trecho de meu livro "A Ás" que dedico especialmente aos que ainda não leram esta obra. (Não se preocupe, não é um "spoiler" para a história como um todo! Você ainda tem muito o que ler! ) 

Divirtam-se, meus amigos Aviadores!!!


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

SPEECH

FINALMENTE LUCIDEZ!
A PONTE AÉREA RIO-SÃO PAULO OU SÃO PAULO-RIO NÃO EXISTE MAIS!

ATENÇÃO! Atualizado em 10 de outubro!

Por: Solange Galante

Mas, calma!!! Você não vai precisar ir de ônibus de lá pra cá, entre as duas metrópoles!




É que, depois de tantas reportagens na imprensa não especializada falando que a "Ponte Aérea fez 60 anos este ano", surgiu a excelente matéria da revista Flap Internacional deste mês (embora com data de capa Setembro de 2019), de autoria de Mário Sampaio, com o título "A ponte aérea não fez 60 anos" e esclarecendo que o "pool" chamado Ponte Aérea deixou de existir em 1999 (ufa!!!)

Eu sempre defendi a queda do termo "Ponte Aérea" por causa disso. E, além disso, participei de um dos últimos voos do final do "pool", então apenas entre Vasp e Transbrasil, que durou até 30 de abril de 1999, quando a Transbrasil saiu e ambas ficaram sozinhas com seus voos.

Eu tinha ido ao Rio num voo da Transbrasil no dia 27 de abril de 1999, no PP-TEH, para retornar pela Vasp em 29 de abril seguinte, no PP-SOU. Como a Vasp já sabia que passaria a voar sozinha na rota a partir de maio, presenteou os passageiros, no meu caso, eu retornando a São Paulo, com uma porta cartões de visitas em couro e, no serviço de bordo pudemos saborear um delicioso prato de massa (penne, com camarões graúdos, acreditem ou não!) Pena que eu estava sem câmera, na ocasião, mas foi um almoço delicioso. Para cativar clientes.

Portanto, hoje a rota mais famosa do Brasil é apenas... A rota mais famosa do Brasil, e ponto final. "Ponte Aérea" sugere "pool" , a exemplo do esforço aéreo entres EUA, França e do Reino Unido para suprir Berlim durante o controle soviético da capital alemã no final da década de 1940.

Quem sabe um dia a bobagem de ainda chamar a rota de "Ponte Aérea" deixe de acontecer...

ALIÁS....

Sendo assim, que tal comemorarmos não a Ponte Aérea, mas a ROTA São Paulo-Rio (ou vice versa) desde que a VASP a implantou em 30 de novembro de 1936 (após o início frustrado de 5 de agosto de 1936?


terça-feira, 8 de outubro de 2019

Diretamente dos nossos "Archivos"

CHARLIE...

Por: Solange Galante

Há alguns anos escrevi, para uma revista, uma crônica sobre o Boeing 767-200 PT-TAC da Transbrasil, sobre o qual eu já escrevi bastante aqui. Mas a revista editou e reduziu bastante a crônica (e não foi por falta de espaço).

Bem, o texto original está aqui. Foi escrito antes do Charlie, como eu chamo carinhosamente o avião, ser leiloado, arrematado, parcialmente desmanchado, ter peças surrupiadas e, depois, ter sua fuselagem praticamente abandonada perto de Brasília. E antes de eu ganhar uma parte dele, deste "amigo avião", que hoje tenho orgulhosamente em casa.
A história dele ainda não acabou. Qual será o futuro de seu "charuto", lá onde jaz, em Goiás? Quem sabe ainda não teremos um final feliz?


Foto: Afonso Delagassa






sábado, 28 de setembro de 2019

SPEECH

O céu deve estar mais divertido que a terra...


Por Solange Galante
Fotos: João Balão

Às vezes, eu gostaria de ser mais velha, ou de ter começado a gostar de aviação antes do que quando comecei. Fosse assim, eu teria convivido mais com a "aviação raiz" do Brasil! Mas peguei uma transição. Embora não tenha conhecido pessoalmente o "véio" Bertelli (falecido em 1980) e não tenha assistido às apresentações com T-6s da Esquadrilha da Fumaça (desativada antes de eu começar a "curtir" aviação) tive o privilégio de ter conhecido e, mais ainda, de ter sido escolhida pelo Coronel Braga para registrar em livro sua biografia. Ela começou a ser redigida quando ele ainda era vivo, teve continuidade depois, com o apoio da Família Braga, e, finalmente, após muitos contratempos, foi publicada em 2015.
Muito antes disso, em 2006, eu já tinha decidido que precisava voar num North American T-6 para ter, pelo menos um pouquinho, uma migalhinha da sensação que o Braga teve dentro daquela cabine espartana de avião militar de treinamento.
Foi aí que entrei em contato com o Carlos Edo.
Em parte pelos motivos expostos acima, eu era "caçula" demais para ter tido maior convívio com ele, além dos outros já citados. Juntando-se a isso meus nove anos "200% longe da aviação" perdi a oportunidade de apreciar mais o Circo Aéreo, mas o conheci como Circo Aéreo Ônix (Jeans) a partir de 1995, quando retornei à aviação, nas apresentações sobre o Campo de Marte, Sorocaba, Araras e Pirassununga.
Bons tempos, em que os shows aéreos tinham, além de muita acrobacia da melhor qualidade, com manobras ousadas com biplanos, monoplanos, aviões mais modernos ou o velho e bom T-6 – inclusive o próprio TRB, do Braga, com seus "dublês" a bordo – e também os rasantes sensacionais de aviões comerciais como os jatos da Rio Sul, Varig, VarigLog e TAM  Com absoluta certeza, hoje não temos nem uma isca do que eram aqueles tempos...
A família Edo eu conheci, na verdade, pela TV, em um Globo Repórter sobre aviação, para o qual, inclusive, o Braga foi entrevistado. Depois, pessoalmente, nos shows de Sorocaba e Araras.
Voltando à cabine espartana de um avião militar de treinamento: além de ter entrevistado Carlos Edo para meu livro "Nas Asas do Líder - Biografia Oficial do Coronel Braga" me convidei para voar com ele num T-6 e ter a sensação que faltava: "como é voar no avião mais amado pelo então falecido Coronel?" 
O comandante argentino que adotara o Brasil em seu coração, não se fez de rogado, e marcamos a data do voo. No dia 16 de novembro de 2006 lá estava eu no Campo dos Amarais, mais exatamente no hangar da equipe de Edo, para a entrevista e a assinatura do termo de responsabilidade por eu estar prestes a voar com risco por minha própria conta. E embarquei no PT-LDO.
Infelizmente, o voo não foi muito extenso porque, segundo Carlos Edo, a ANAC estava no aeroporto naquela manhã e poderia não gostar muito das manobras... Mas pude experimentar o básico necessário: looping, tunôs, oito cubanos. Foi muito gostoso!
Um paraquedista que estava lá nos Amarais, apelidado João Balão – eu nunca soube o nome real dele – foi por nós "escalado" para me fotografar na cabine do T-6 e fora do avião, com o para-quedas, para registrar a missão cumprida.
No dia do lançamento do meu livro sobre o Braga, na Livraria Cultura, Edo estava lá, para adquirir seu exemplar autografado. Hoje, porém, ele se juntou a José Simioni, Márcia Mammana, Alberto Bertelli, Arthur Braga, Coaracy de Oliveira e vários outros no outro plano, onde devem estar juntos brincando nos céus ou, como eles costumavam dizer, quebrando o pau (no bom sentido, é claro!). Lá também devem estar os rasantes de DC-10, 727-100 e -200, ERJ-145, Boeing 737-200 que não vemos mais aqui embaixo. É... acho que a Aviação Raiz se mudou para lá e nos deixou apenas a saudade... Quem sabe um dia as novas gerações possam ver algum resquício do que foram essas apresentações ao vivo, e não por aquivos digitais sobre o passado?
R.I.P  Carlos Edo. E bons voos a todos! Lá e cá!


sábado, 21 de setembro de 2019

Diretamente dos nossos "Archivos"

A EDIÇÃO DE 65 ANOS DE
"AVIAÇÃO EM REVISTA" (2003)

A melhor– eu vou repetir novamente – a MELHOR revista de aviação brasileira foi a Aviação em Revista, por seu conteúdo amplo, isento, sem preconceitos, sem rabo preso, por amor, já que nunca teve dinheiro para ser a mais "bonita". Quem conhece sabe a diferença entre qualidade e perfumaria.
Eu escrevi a matéria dos 65 anos da revista, em 2003, com o melhor título que já criei: "65 anos de Aviação nas páginas de uma Revista". Que foi premiada em 2003. Ao todo, são 18 páginas resumindo a história da revista.