quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Plantão Caixa Preta


E X C L U S I V O




(por Solange Galante)

Já virou moda voar para lugar nenhum e a experiência tornou-se uma atração nesses tempos de pandemia/quarentena/isolamento social. No caso, Qantas e EVA Airways embarcam seus passageiros para um panorâmico pelo próprio país, e retornam ao ponto de origem. Mas, com o agravamento da transmissão da covid-19 muita gente prefere nem sair do chão. Por isso, empresas (não aéreas propriamente ditas) criam ambientes para seus clientes terem uma experiência de voo em terra mesmo. Um exemplo é o da First Airlines, do Japão. Com todas as medidas de segurança sanitária necessárias, ela usa um mockup (ou seja, não um avião real), onde o "passageiro" se alimenta e viaja de modo virtual. Está fazendo um grande sucesso!

Seguindo essa ideia, mesmo antes da pandemia surgiu a Pan Am Experience, nos EUA, e outra inspiração, a Pan Am Experience Brazil.

Mas novas iniciativas não param de aparecer, uma melhor que a outra! E outra ideia já tem promessa de decolar no interior de São Paulo!

Voar sem tirar os pés do chão, desfrutando de comida típica e passeando virtualmente por grande destinos turísticos mundiais, dentro de um avião real e... histórico! Que tal?

E tem mais: ajudando inclusive quem não voa, não pelo medo do corona vírus, mas por não se sentir bem no céu, a perder o medo de voar!

Mais ainda: proporcionando experiência real de treinamento de emergências a futuros tripulantes! 

Tudo no mesmo espaço!!!.

Foi com esse intuito que um piloto da aviação comercial brasileira, o Cmte. Shioga, adquiriu em outubro passado um Boeing 737-200 Super Advanced que voou por último na Rico Linhas Aéreas e que estava abandonado no aeroporto de São José dos Campos, tendo sido leiloado pela Infraero para o pagamento das taxas aeroportuárias devidas. Você leu aqui na Caixa Preta um anúncio exclusivo sobre isso, conforme segue o link de 23 de outubro do ano passado (https://caixapretadasolange.blogspot.com/2020/10/plantao-caixa-preta.html). Já o leilão em si ocorreu exatamente uma semana depois e também foi anunciado aqui (https://caixapretadasolange.blogspot.com/2020/10/plantao-caixa-preta_30.html).




Agora, finalmente descobrirmos o feliz destino do PP-VME (s/n 21000), esse jato que, nada mais, nada menos, foi o primeiro Boeing 737-200 adquirido pela saudosa VARIG!!!! A empresa pioneira recebeu seu "breguinha", como os entusiastas carinhosamente chamam o modelo, em novembro de 1974.

Conversei com EXCLUSIVIDADE com o Cmte Shioga, muito experiente justamente em Boeing 737 (7.500 só no -200, do total de 20 mil horas de experiência profissional). "A ideia é criar um complexo com um hotel e um centro de eventos. O avião será acoplado ao centro de eventos com um finger semelhante a um aeroporto e, no centro, haverá uma torre de controle que servirá de recepção tanto ao hotel quanto ao avião". O complexo estará localizado na cidade de Bernardino de Campos, na região de Ourinhos, a oeste do estado paulista. "Vamos realizar voos virtuais", o proprietário explica. "Venderei pacotes turísticos para o cliente ter uma experiência de voo, onde haverá cinco a sete destinos, cada pacote será um destino. Por exemplo, ele pode voar de São Paulo para Roma, vendo a decolagem de Guarulhos e o pouso em Roma por duas telas no anteparo do avião. Atingindo a "altitude de cruzeiro", tira o cinto de segurança, e daí lhe será servida a comida do destino aonde está indo, italiana, por exemplo". O diferencial desse voo vai ser usar óculos de 3D, quando chegar ao destino, para o passageiro fazer um tour virtual por Roma, por exemplo. Um tour pelo Coliseu, Vaticano etc.  Haverá outros destinos, inclusive na Ásia. Mas não será só isso. "Vamos trabalhar também com duas escolas de aviação, com as quais já mantenho contato, e haverá treinamento para comissários. Outra parceria também será com psicólogos, para ajudar pessoas que têm medo de voar de verdade."
 
O avião, segundo ele mostrou por fotos (todas de seu acervo e que tivemos autorização para publicar), está inteiro, com poltronas e demais equipamento e instrumentos, estava bem envelhecido e feio apenas por fora. Shioga disse que ele será pintado com padrão "Boeing" e será feita uma enquete para a escolha do nome do espaço.

Em meio a tantas más notícias envolvendo a  aviação comercial, inclusive a brasileira, desde antes do início da atual pandemia, nada como ver crescerem ideias para tornar a aviação cada vez mais próxima dos entusiastas, leigos e alunos de cursos de aviação!

Confira as fotos da desmontagem em São José dos Campos e internas da aeronave
(todas imagens são do acervo do Cmte. Shioga!)














segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Speech BIO

 



(por Solange Galante)

Bem-vindos ao Speech BIO!!!

Mas, o que é Speech BIO???

Aqui, BIO é de "Biografia". São trechos da minha biografia pessoal profissional comentada!

que eu vi... e/ou

que eu soube... e/ou

que eu fiz... e/ou

que me contaram...

(Do qual tudo tenho provas/testemunhas/registros!)

Você vai gostar de saber verdades, e até vai se divertir também!!!

Afinal, este é um Blog de bastidores!!! Aqui sempre se foge do previsível!!!  😉😉😉

"Bastidores do verdadeiro jornalismo de aviação!"


Curiosa, assisti, na semana passada, a uma Live a respeito de "verdades" sobre o jornalismo de aviação. Assisti a tudindo, e me decepcionei um pouco.
Cadê as "verdades"???
Não, não que fossem "mentiras" o que foi comentado. No mundo existem "Verdades", "Mentiras" e "Omissão da verdade". E foi o que ouvi. Então, resolvi falar um pouco sobre os "bastidores" omitidos. Sempre que for conveniente, não citarei nomes, porque os pecados – e as virtudes – interessam mais do que os pecadores e os santos (santos?).
Sou a única representante do jornalismo especializado que, ao longo de 25 anos, escreveu única e exclusivamente sobre a-vi-a-ção. Ops! Não fosso omitir a verdade: escrevi UMA matéria que não tinha nada de aviação, foi uma sobre "trens turísticos" – escrita sem viajar em qualquer deles, escrita à base de telefone e email, como encomendada e solicitada que fosse dessa maneira, para a extinta revista de bordo Céu Azul. E foi só. Todas as demais reportagens que escrevi ao longo de minha carreira profissional tinham asas – fixas, rotativas, ou de aves, como a primeiríssima, publicada no também extinto Jornal de Aviação nos idos dos anos 1980. Que ilustra este texto.

    Minha primeira e pequena matéria publicada, ainda sem ser jornalista profissional


Mas vamos ao foco deste texto...

E as tais "verdades" da Live?

Há os ossos do ofício. O trabalhão que dá concluir cada matéria bonita que o leitor lê – bem aquilo de "10% de inspiração e 90% de suor, chute na canela, exaustão e frustração". O leitor abre a revista ou o site/coluna/blog de aviação e acha que foi lindo e maravilhoso para se materializar aquilo – texto jornalístico se chama "matéria" justamente porque é uma ideia que se materializa para o leitor, telespectador ou internauta acessá-lo. Acham que o cara amanhece com a ideia de ensaiar um determinado avião, vai até onde ele está, troca umas ideias com o proprietário do mesmo, embarca e voa. Mas o público em geral não têm ideia do trabalhão que dá arrumar uma aeronave para ensaiar em voo, contratar piloto, abastecer, torcer pra São Pedro colaborar e deixar o céu "de brigadeiro", pedir autorização a um aeródromo (maioria das vezes) para passagens baixas... E ainda ia me esquecendo de citar: qual será o avião paquera, ou seja, onde estará o fotógrafo, garantir que haverá segurança máxima na missão, porta aberta e "zero janela" em voo, e "o sol tá indo embora, vamos fazer rápido as fotos!" pois ficaram o dia todo tratando dos probleminhas inerentes à missão mas o astro-rei não fica parado esperando... E, para isso tudo, vai uma grana considerável: elementos humanos, taxas, pedágios, tarifas, vale-refeição, pernoites, seguro, telefonemas etc etc etc.
Não só para ensaios e voos e fotos ar-ar. Reportagens bem arroz-com-feijão também dão um senhor trabalho! Ir até o entrevistado (o ideal), ou ele vir até você ou fazer por email, telefonema, Whatsapp, Skype etc? Você pode marcar, o cara te retorna desmarcando, "Não, no dia que você pode eu não posso porque tenho outra pessoa para entrevistar no mesmo dia!", você responde. Ou, então, você é escalado para ir a um evento onde a pauta não rende tanto assim, e você perdeu metade do dia ou um dia inteiro para uma notícia pouco interessante e menos ainda lucrativa... 
Para, depois disso tudo, muitas vezes (quase sempre, na verdade) o leitor passar direto pela matéria e ir ler textos mais curtos (ensaio em voo, por exemplo, nunca é matéria curta) ou então, ler e nunca ter a curiosidade de ver quem escreveu, quem fotografou, quem realmente se empenhou em fazer tudo aqui acontecer! E os louros acabam indo para o editor (editor-chefe, ou único editor)  que, não raras vezes, cobra, pressiona, até xinga mas que não faz lá muita coisa, em vários casos...
Mas, para os poucos (dentro do número global de supostos leitores, e geralmente os poucos já são da área, são raros os leigos) que têm essa curiosidade, nomes como o do saudoso Fernando Almeida (nos ensaios em voo) são relevantes, admirados e aplaudidos. (Ufa! Alguém foi reconhecido, pena que ele não esteja mais entre nós).
Justamente, o que mais acontece nos bastidores das redações (e hoje "redação" praticamente se transformou em home office) é a falta de reconhecimento e respeito pelo redator, o escritor de fato. A não ser que ele seja da "panelinha", aí pode ser que escape da regra.
Enquanto escrevo este ou qualquer outro texto a ser publicado, como sempre acontece, escolho e meço cada palavra para impactá-lo, leitor, da melhor maneira possível, e o jornalista precisa saber fazer isso com maestria, tanto para chocar, no caso da notícia negativa e pesada, quanto para elevar seu moral e admiração pelos personagens e pelos objetos da reportagem. Frequentemente, para o jornalista que redige (ou fala na TV, no rádio etc) "andar" e "caminhar" não são sinônimos (e não são mesmo!). Cada palavra tem sua própria energia e dimensão na linguagem humana. Daí, vem um editor que se acha a última bolacha do pacote (aquela sempre esfarelada, por sinal) e reescreve o texto que você redigiu e assinou com todo carinho e profissionalismo, e, sim, dentro das regras da empresa. Já aconteceu "N" vezes comigo. Mas em 0,5 % das vezes, foi uma boa troca, que aceitei e até agradeci, pois também, é claro, há editores humildes, cavalheiros, que pedem permissão ao redator antes de tirar uma virgula sequer do texto dele.. E "ficou melhor assim". Mas, em 95,5% das vezes, foi pura arrogância hierárquica, justificada pelo editor como "Eu simplesmente não sei ler o texto de alguém sem 'canetar', sem 'corrigir', sem 'reescrever trechos'." Mesmo que tenha que inventar qualquer coisa pra isso. É, às vezes a "caneta" (hoje substituída pelo mouse) tem vontade própria, é pelo menos o que parece. Daí, surgem coisas como trocar a esposa de Getúlio Vargas por sua filha no batismo do Brazilian Clipper, um dos hidroaviões da Pan American Airways em reportagem sobre esse tema ou antecipar a criação do Grupamento Águia da PM de São Paulo em outra reportagem, esta sobre o incêndio do Edifício Andraus. Trocas feitas sem nenhuma base histórica e zero consulta ao redator. Por quê? Por pura arrogância do editor. Nessas horas, o redator (quem realmente tinha escrito e teve seu texto adulterado) dá graças a Deus quando o leitor não lê seu nome lá publicado, para não passar tanta vergonha, pois o erro, quando identificado, será imediatamente lhe creditado, o editor arrogante jamais terá SEU nome exposto. 
Continuarei com esse tema aqui no Speech BIO!!!

-----------------------------------------------------------------------------




terça-feira, 19 de janeiro de 2021

SPEECH

 O OXIGÊNIO DA VIDA E DA MORTE


(por Solange Galante)


(Atualizado em 22/01/2021, 18h05)

Elemento químico essencial para a vida aeróbica, como a das plantas e dos animais em geral (ser humano incluído) o oxigênio está fazendo falta a pacientes vitimados pela covid-19 no Amazonas. Esse gás, no corpo humano, participa das reações químicas da respiração e é o mais comum dos comburentes (um dos ingredientes necessários à combustão; ele reage com um combustível liberando energia).

Por isso, ainda mais em se tratando de Manaus, a capital amazônica sem acesso rodoviário com importantes núcleo brasileiros que tem urgência de oxigênio para os doentes afetados pela pandemia, o avião se mostra o meio mais rápido para fazer chegar esse insumo aos hospitais locais.

No entanto, o risco de seu transporte, seja qual é o meio, é grande. Trocando em miúdos: transportar oxigênio requer o máximo de cuidado e obediência às normas em vigor. Por isso, segundo informa a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), os cilindros contendo oxigênio comprimido (UN 1072) estão entre os artigos perigosos classificados pela OACI (Organização de Aviação Civil Internacional) e sua movimentação só pode ser feita por empresas especializadas. No Brasil, essas empresas devem ser certificadas pela ANAC seguindo as disposições do RBAC 175 e Doc.9284 da OACI. As regras permitem o transporte do oxigênio em cilindros com capacidade até 150 kg do gás em aeronaves de carga ou com configuração cargueira aprovada, limitado somente à capacidade e à segurança disponível.

Para que, no desespero por atender aos pacientes que estão correndo risco literal de morte por asfixia, a segurança aérea não seja violada, a ANAC divulgou nesta semana a lista das empresas aéreas regulares e de táxi aéreo (RBACs 121 e 135) devidamente autorizadas a fazer o transporte de oxigênio.

A lista está neste link:

https://www.anac.gov.br/noticias/2021/arquivo/Empresasautorizadasaotransportedeartigosperigosos.pdf


Sikorsky S-92 da Líder. A Líder Aviação é umas das empresas sob regras RBAC 135 autorizadas desde hoje pela ANAC a transportar cilindros de oxigênio e ela está utilizando seus helicópteros usados nas operações offshore da indústria de óleo & gás.  Segundo a Líder, essas aeronaves podem atender fretamentos avulsos para essa missão. Todas elas estão configuradas para o transporte tanto de cilindros quanto de geradores de oxigênio, de acordo com as dimensões desses equipamentos, em configuração cargueira (isto é, sem o transporte de passageiros, como é usual), sendo necessário, para esse tipo de operação, atender à regulamentação de transporte de artigos perigosos da ANAC. Foto: Gustavo Andrade

 

Atenção: a ANAC alerta que o oxigênio líquido refrigerado ((UN 1073) é um artigo perigoso cujo transporte em aeronaves civis é proibido. O transporte desse produto é feito normalmente por via marítima ou terrestre e, quando há a necessidade de transporte por via aérea, utiliza-se, em geral, aeronaves militares, mais apropriadas para esse tipo de operação. Contudo, há na regulamentação brasileira a possibilidade de emissão de autorização especial da ANAC para o transporte do oxigênio líquido em aeronaves de carga em casos específicos, sob solicitação.


OXIGÊNIO FATAL

(Foto: AirLive.net/Creative Commons)

Quais as consequências da falta de cuidados no transporte aéreo de oxigênio e seus equipamentos? Um exemplo notório foi o acidente com a empresa aérea Valujet em 1996.

McDonnell Douglas DC-9 N904VJ da empresa aérea norte-americana de baixos custos/baixas tarifas fazia o voo 592 entre o Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida, e o Aeroporto Internacional de Atlanta Hartsfield-Jackson, na Geórgia, com 105 passageiros e cinco tripulantes, quando, poucos minutos após a decolagem, fumaça e fogo surgiram na cabine de passageiros. A origem do incêndio era do porão de cargas. Com o sistema de eletricidade afetado gravemente pelo incêndio, o jato acabou caindo e mergulhando no pântano do Parque Nacional Everglades. Não houve sobreviventes.

Uma empresa terceirizada havia embarcado no porão do DC-9, em Miami, cinco caixas dos geradores químicos de oxigênio. Foi a primeira regra não obedecida, pois a Federal Aviation Administration já proibia o transporte de materiais perigosos em porões de carga de aeronaves de passageiros. Depois, tanto a empresa terceirizada quanto a própria Valujet embalaram e acondicionaram de maneira errada as caixas no porão da  aeronave. A informação de que eram cilindros de oxigênio vazios (portanto, seguros) também era falsa.

Os geradores químicos de oxigênio, quando ativados, na despressurização de uma aeronave, por exemplo, são capazes de produzir oxigênio para passageiros e tripulantes naquela situação de emergência (e caem as famosas máscaras). Mas, para isso, os geradores também produzem grande quantidade de calor nessa reação química. Os investigadores do NTSB (National Transportation Safety Board), encarregados de descobrir as causas do acidente, determinaram que, durante o taxiamento em Miami, o avião deu uma leve sacudida e um dos geradores foi acionado. O calor que ele produziu e foi aumentando inflamou as caixas e embalagens do porão, dando início ao incêndio. O oxigênio produzido manteve o fogo aceso. Apesar daquele porão ser hermético, isto é, vedado o suficiente para não receber ar externo, o que extinguiria (normalmente) um incêndio por falta de comburente (oxigênio). Não havia detectores de fumaça nem sistemas de combate a incêndios naquele porão, que era Classe D.

Não foi o único acidente e/ou incidente aéreo envolvendo oxigênio. Apenas como curiosidade, já que o contexto foi outro, um Boeing 707 (PP-VJR) da Varig se incendiou no Galeão, durante a manutenção, em 1968, por ocasião da troca dos cilindros de oxigênio, que teve contato com graxa. Por isso, especialmente no transporte dessa carga, todo cuidado é pouco e os usuários não podem se descuidar mesmo na urgência.


-------------------------------------------------------------------------------------------------------



.













quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Plantão Caixa Preta

 

                                                (Ambos textos: Assessoria de imprensa da Azul Linhas Aéreas Brasileiras)

(Com a atualização de 15/01/2021 em seguida)

Azul vai à Índia buscar dois milhões de

 doses da vacina contra a covid-19

Carga com material produzido pela Astrazeneca/Oxford será trazida em parceria com o Governo Federal e tem previsão de desembarque no Rio de Janeiro no próximo sábado;

 

Com operação especial, Azul fortalece capacidade logística de seu segmento de cargas e reforça seu compromisso em ajudar o país a vencer a pandemia contra o Coronavírus

 

São Paulo, 13 de janeiro 2021 – Empenhada em ajudar o Brasil a vencer a pandemia de Covid-19, a Azul Cargo anuncia que irá à Índia buscar dois milhões de doses da vacina desenvolvida pela Astrazeneca/Oxford. Um Airbus A330neo, a maior aeronave da frota da companhia, vai decolar do Recife nesta quinta (14), às 23h, rumo à cidade indiana de Mumbai para buscar a carga estimada em 15 toneladas. Serão 15 horas de voo, sem escalas, em um trajeto de mais de 12 mil quilômetros. O voo deve chegar ao Brasil no dia 16, pousando no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, por volta das 15h.

“No que depender da Azul, 2021 será o ano em que venceremos a pandemia. Temos orgulho em realizar esse voo inédito para a Índia que trará mais um sopro de esperança na cura para a Covid-19 e agradecemos a confiança do Governo Federal na capacidade logística da Azul Cargo. Estamos preparando nossa aeronave para trazer essas doses que, com a aprovação das autoridades sanitárias, serão distribuídas posteriormente para todas as regiões do Brasil. A Azul, a empresa com a maior malha aérea do país, está empenhada e à disposição das autoridades para distribuir essa e todas as outras vacinas aprovadas”, destaca John Rodgerson, presidente da Azul.

Acostumada a transportar cargas especiais, a Azul Cargo, unidade de cargas da Azul, possui larga experiência e excelência no transporte e logística de cargas farmas e sensíveis, como a da H1N1, que exige gelo seco e um preparo especial para o transporte. A empresa dispõe de uma frota diversificada e moderna, que possibilita operar desde rotas regionais até missões internacionais de longa distância, como a que trará as vacinas de Oxford. O avião que irá realizar a operação será equipado com contêineres espessos que garantirão o controle de temperatura da carga de acordo com as recomendações do fabricante.


Airbus A330neo da Azul irá levar

cilindros de oxigênio a Manaus

 Enquanto aguarda definição de questões diplomáticas entre Brasil e Índia, aeronave que iria a Mumbai fará voo com cilindros de oxigênio para socorrer a capital amazonense

 

São Paulo, 15 de janeiro de 2021 – A Azul irá realizar um voo com destino a Manaus para levar cilindros de oxigênio. O pedido feito pelo Ministério da Saúde à companhia aérea tem como objetivo ajudar a abastecer os hospitais da capital amazonense. O voo será feito pela mesma aeronave que partiria hoje para Mumbai, na Índia, uma vez que a missão terá seu início reprogramado enquanto às questões diplomáticas entre os dois países são resolvidas e as doses da vacina Astrazeneca/Oxford possam ser trazidas ao Brasil.

 

O Airbus A330neo da companhia decola do Recife às 23h (horário local) de hoje com destino à Campinas, de onde deverá partir neste sábado (16) com o carregamento dos cilindros de oxigênio para Manaus. A aeronave da companhia levará sua capacidade máxima para esse tipo de carga.

 

“Nossa intenção é ajudar o Brasil e os brasileiros e não mediremos esforços para oferecer apoio logístico no transporte de matérias para o combate à COVID-19. Estamos prontos para voar à Índia e também para transportar o que for necessário dentro do Brasil no intuito de ajudar o país na atual situação”, diz John Rodgerson, presidente da Azul.

 ===================================================

NÃO, A  AVIAÇÃO NÃO PAROU
E AINDA É EXTREMAMENTE NECESSÁRIA!!!


(por Solange Galante)

No ano passado, enquanto notícias negativas sobre a aviação (empresas que faliram, demitiram, pediam auxílio aos governos etc) eram prioridade em vários sites especializados ou não, este Blog publicou várias positivas, sob o título acima, em 12 "capítulos". Não que não tivesse sido um desastre o ano de 2020 para a aviação mundial, mas não podemos deixar de lembrar de sua importância.

E continuamos acompanhando as missões de maior destaque!!!


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

SPEECH

 O QUE ACONTECE QUANDO NÃO CUIDAMOS DA NOSSA AVIAÇÃO?


(por Solange Galante)

Bem no dia em que a extinta Transbrasil completou 65 desde que foi fundada, eu me deparei com esse vídeo, postado exatamente no dia 5 de janeiro.






Eu nem deveria ajudar a divulgar esse conteúdo, repleto de informações erradas, começando pelo péssimo português no título, mas é preciso conhecê-lo para entender o que estou escrevendo.

Como uma empresa aérea chega a esse ponto de... (completem como acharem melhor)?

Nem estou considerando em primeiro lugar o estado do Boeing 767, sua pichações e deterioração. Mas o que aconteceu muito antes disso.

A saudosa Transbrasil chegou a sofrer intervenção federal no final dos anos 1980, mas, pelo que consta, isso não resolveu muita coisa quanto à situação da companhia. Ela também entrou na Justiça, como outras empresas aéreas brasileiras, para reivindicar indenizações do Governo Federal após os sucessivos planos econômicos da mesma década e da seguinte, sem ser plenamente indenizada desde então. Ela também teve uma administração parasitária, em especial após o falecimento de Omar Fontana, seu fundador, em dezembro de 2000. E parou de voar um ano depois, sendo que, logo em seguida à sua parada, alguns espertinhos tentaram "comprá-la" por um real e, de desastre em desastre, chegamos ao leilão de seus bens.

Em 2012 eu mesma entrei nos três aviões da Transbrasil estacionados no Aeroporto de Brasília, como já publicado aqui neste mesmo Blog. Estavam inteiros, inclusive, o mesminho da foto, o PT-TAC, pelo qual sempre tive um carinho enorme, estava praticamente impecável por dentro e por fora. 

"Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça"

Antigamente, essa frase era sinônimo de muita criatividade, de quem fazia cinema com pouco dinheiro mas passava uma mensagem primorosa. Hoje, na era digital, não sou louca de dizer que não existam belas filmagens e vídeos a partir de um celular. Porém, parece que não é a regra, todo mundo se põe a filmar, fotografar e escrever o que vem à cabeça e, pior, seus seguidores, fãs, sua audiência acredita em qualquer informação, mesmo as mais mentirosas. 

"Tá..." – mas você pode me dizer – "Ele não tem pretensão de fazer uma reportagem, é apenas uma brincadeira, um vídeo doméstico..." Mas eu respondo: "O que me preocupa é a quantidade de seguidores que esse tipo de youtuber tem. A quantidade de 'likes' e o que as cabeças mais fracas irão fazer com as informações recebidas. Felizmente, aqui não estamos tratando de saúde, pois youtubers já influenciaram negativamente pessoas que beberam remédios perigosos ou adotaram práticas de 'saúde' que foram, depois, comprovadas como nocivas. Aqui, em relação ao Boeing da Transbrasil, perigoso e nocivo é o descaso com a cultura. E aviação também é cultura

Entre as várias mentiras do vídeo estão uma foto de Boeing 787, colocada aleatoriamente, mas como é de um modelo em parte semelhante ao 767, pode ser rapidamente associada ao mesmo modelo de avião, pelos internautas  menos familiarizados com aviões.

Pior, o jovem  afirmou que o avião está lá há 23 anos. Como já falei, em 2012 entrei dentro dele (noutro lugar). Em 2013, ele foi leiloado. Na verdade, está nesse parque desde julho de 2014 e estava parado antes disso no aeroporto de Brasília, não nas mesmas condições, desde 2001. Sim, foi montado lá nesse parque mas, antes, foi desmontado no Aeroporto Juscelino Kubitschek

Melhor seria se o youtuber tivesse pesquisado a história real desse avião, que foi abandonado, sim, pela pessoa que o comprou de quem o arrematou em leilão. E que queria sim transformá-lo em restaurante lá onde ele está, mas não imaginava o quanto iria gastar, então o abandonou e não pagou o arrematante (proprietário original). Um vídeo como recomendo pode não dar tantos "likes" quanto este, assim como às vezes também não alcançam tanta audiência os vídeos/canais sérios de aviação no Youtube (ou até dar audiência, sim!) mas garantirá a credibilidade do youtuber e seguidores melhor qualificados.

Lembro que não ocorre/ocorreu esse descaso só com o PT-TAC da Transbrasil. Não só com aquele DC-3 do Rio de Janeiro. Não só com o Scandia de Bebedouro. E não só na aviação civil e/ou comercial.

Quando não cuidamos da nossa aviação e de nossas empresas aéreas sérias, o final será sempre esse, infelizmente.

(Observação: não deixaram esse doido entrar no avião... Que bom!!!)



segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Diretamente dos nossos "Archivos"

 

BOEINGS EM XEQUE 
(HÁ QUASE 32 ANOS)

(por Solange Galante)

O MAX não foi o primeiro. Nem o Dreamliner. Nem, muito tempo atrás, os jatos de outros fabricantes, como o DC-10. Parando ou não a frota, a segurança aérea, felizmente, ganha muito com, infelizmente, a ocorrência de acidentes aéreos. Os Boeings, entre eles os 767 e os 737 classics, não fugiram à regra após um grave acidente, que nem foi um dos mais graves da história da  aviação.



sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Plantão Caixa Preta

 

E X C L U S I V O*


FELIZ ANO NOVO, TOTAL LINHAS AÉREAS!!! 

BREVE, VOANDO NO BRASIL SEU PRIMEIRO BOEING 737-400 !!!


Primeira atualização às 21h40
Segunda atualização às 22h40
Terceira atualização: 03/01/21 às 23h43
Quarta atualização: 05/01/21 às 18h58


(por Solange Galante)

Conforme já noticiado, já está circulando em uma rede social as primeiras imagens daquele que será o mais novo Boeing 737-400 F a operar no Brasil em breve. 

A felizarda será a TOTAL LINHAS AÉREAS, que volta a receber um jato após mais de uma década! O 9H-AHD (c/n 28753) foi filmado no Canadá enquanto a empresa aérea brasileira finaliza detalhes do contrato. E ele não será o único! Um segundo Boeing 737-400 virá também este ano para a empresa do Grupo Sulista!

Recebi a informação por Whatsapp no início de dezembro mas o negócio ainda estava sendo finalizado e, em respeito às partes negociantes, só comecei a divulgar após o primeiro pagamento.




A informação da vinda da aeronave já foi confirmada, a seguir, pela própria diretoria da companhia ainda em dezembro, com exclusividade. 

Ex-SP-LLG da polonesa LOT, o B737-45D matriculado hoje como 9H-AHD foi convertido para cargo há pouco tempo e voará comercialmente pela primeira vez no mercado logístico, desde sua conversão. Já o Ex-SP-LLE, também da LOT, 9H-AHB também foi convertido para cargo há poucos meses.

A previsão inicial de chegada do primeiro 737-400F para a Total é março.

A matrícula do primeiro será, segundo a ANAC, PS-TLA.

Houve questionamentos quanto à segunda, PS-TLB. De modo que voltei à fonte, que esclareceu da seguinte maneira:


Fica aqui o registro!




Fotos: Uli F. Hoppe

 



Curiosidade: Segundo o site AirCharter, a capacidade de um Boeing 747-400F é de 19.237 kg de carga paga em 154 m3. Já o Boeing 727-200F tem capacidade para 24.042 kg de carga paga, com volume de 186 m3. Os trijatos podem levar 12 contêineres de 223 X 317 cm contra dois a menos no mesmo tamanho, no caso dos bijatos.

Os motores instalados nas novas aeronaves da Total são CFM56‐3C1. 



Veja abaixo três dos vídeos do primeiro avião!
Ambas aeronaves foram convertidas no Aeroporto Internacional de Kelowna, na Colúmbia Britânica (Canadá), na KF Aerospace, 
a maior empresa de MRO da região.



Imagens recebidas via Whatsapp sem autoria 

*Divulgado em primeira mão aqui (e sendo atualizado!)