sábado, 31 de julho de 2021
*****Presente!*****
segunda-feira, 26 de julho de 2021
NOTÍCIAS CAIXA PRETA
AEROPORTO DE VIRACOPOS: PARTICIPAÇÃO IMPORTANTE NO COMBATE À COVID-19
PROGRAMA AMBIENTAL
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Plantão Caixa Preta
E X CL U S I V O
ASAS REVELA SEU SITE COM O ESQUEMA VISUAL ATUAL DA AERONAVE
domingo, 11 de julho de 2021
ENTREVISTA
ANAC EXPLICA
ASSINOU O CONTRATO, PAGOU,
DEPOIS FOI SÓ DECOLAR?
É UM POUCO MAIS QUE ISSO...
(por Solange Galante) O PS-TLA na Digex (São José dos Campos), antes de ser pintado com as cores definitivas. Autor desconhecido (foto de rede social. Se você souber quem é o autor, informe e creditaremos.)
Quanto ao segundo avião da Total, o ex-SP-LLE da mesma Lot, foi recentemente repassado à companhia árabe Aviation Horizons e a Total não confirmou qual virá em seu lugar. A previsão inicial é de chegada em dezembro.
Não é apenas decidir quando trazer. Se uma empresa adquiriu uma aeronave, nova ou usada, há, naturalmente, toda uma "papelada", autorizações e planejamentos antes, durante e depois do translado. Ninguém melhor do que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para explicar um pouco disso, especialmente do que lhe compete. Mas como são vários os setores envolvidos e cada um responde por seu serviço, a entrevista identificará cada resposta simplesmente como "ANAC". Confira!
CAIXA PRETA: 1) A partir de que momento a ANAC fica sabendo que uma empresa aérea está querendo trazer uma aeronave nova para nosso país? Que documento(s) é (são) preenchidos?
ANAC: A partir do momento em que autoridade do país de registro da
aeronave entra em contato com a ANAC e informa que há um pedido de importação
daquele país para o Brasil, solicitando orientações sobre requisitos adicionais
que o Brasil possa exigir para importação. A aeronave a ser importada deve
cumprir com todos os requisitos previstos na Especificação de Aeronave – EA,
incluindo todos as diferenças declaradas em relação aos Certificados e
Especificações de Tipo (TCDS – siglas em inglês para Type Certificate
Data Sheet) do país do detentor do projeto. Antes da exportação, deve ser
verificado também se todas as grandes modificações — certificado suplementar de
tipo (STC sigla em inglês para Supplemental Type Certificate)
implementadas na aeronave são passíveis de aceitação no Brasil. Os certificados
de tipo precisam ser aprovados pela ANAC para serem implementados, entretanto a
Instrução Suplementar (IS) nº 21-010 permite que os documentos oriundos de
Estados Unidos, Canadá e União Europeia, já implementados na aeronave há pelo
menos 6.000 FH (flight hours) sejam aceitos no Brasil. Toda essa verificação normalmente feita
através de vistoria pelo país exportador é um procedimento padrão da
Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), e visa assegurar que a
aeronave será aceita no país importador. Terminada a vistoria, e não havendo
pendência do país exportador, emite-se o Certificado de Exportação (CoE sigla em
inglês para Certificate of Export). Em caso de pendências, a autoridade
estrangeira solicita isenção de requisitos para os itens inicialmente não
cumpridos. Recebendo autorização, o CoE é emitido, entretanto todos os itens
não cumpridos devem ser corrigidos antes de submeter toda a documentação de
vistoria técnica inicial (VTI) à ANAC. Essa vistoria é realizada pela própria
ANAC ou por pessoal credenciado (PCA).
CAIXA PRETA: 2) Qual setor da ANAC está envolvido com essa solicitação inicial? Ele permanece acompanhando até que fase? Quais os demais setores serão envolvidos?
ANAC:Solicitações de orientação para emissão de Certificado de Exportação de
operadores regidos pelo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 121
são tratadas pela Superintendência de Padrões Operacionais (SPO). O processo
também é acompanhado pelas seguintes superintendências: Aeronavegabilidade
(SAR) e Ação Fiscal (SFI). O processo é acompanhado até a finalização da
exportação e registro da nova matrícula na ANAC.
CAIXA PRETA: 3) A empresa tem que apresentar sua rota de
translado levando a aeronave para um aeroporto determinado? Ela pode escolher?
Terá algum inspetor da Agência aguardando? Autoridade de algum outro órgão
(Receita Federal, por exemplo) presente?
ANAC: A empresa pode escolher a sua rota de translado, contando que o
aeródromo de entrada no Brasil seja internacional. A inspeção da aeronave e da
tripulação na chegada pela ANAC é possível durante operações rotineiras e
especiais de fiscalização, mas não é obrigatória, de tal modo que em muitos
casos não haverá um inspetor da ANAC aguardando o voo. Demais órgãos devem ser
consultados diretamente quanto ao seus procedimentos ligados à importação de
aeronaves.
CAIXA PRETA: 4) Quem será o responsável
pelas informações durante a entrada da aeronave?
ANAC: O operador que optar
pela importação da aeronave entrando no país ainda com matrícula estrangeira
deverá fazê-lo mediante autorização de sobrevoo, e não Autorização Especial de
Voo. Porém, o processo de desregistro da aeronave (que no caso de importação requer
que a autoridade de aviação civil do país de origem emita um certificado de
aeronavegabilidade de exportação) quando conduzido no Brasil, pode apresentar
complexidade superior ao mesmo processo conduzido no país de origem, pois
trata-se ainda de uma aeronave estrangeira, sujeita às regras da autoridade de
aviação do país de origem, e não às regras da ANAC. Por exemplo, para a emissão
do certificado de exportação, será requerido que um representante da autoridade
do país exportador faça a inspeção da aeronave no Brasil. Além disso, o número
de organizações de manutenção certificadas para atender a aeronave conforme a
regulamentação estrangeira pode ser pequeno. Essas limitações normalmente são
menores quando a aeronave tem o seu desregistro feito no país de origem da
aeronave. Mas a decisão de proceder com o translado antes ou depois do
desregistro cabe inteiramente ao operador, que deve pesar os prós e os contras
de cada opção, cabendo reforçar que o translado exige autorização de sobrevoo
sempre que a aeronave ainda estiver registrada no exterior, e exige Autorização
Especial de Voo para aeronaves desregistradas (e com reserva de marcas no
Brasil).
CAIXA PRETA: 5) A aeronave poderá
vir apenas com o registro estrangeiro, ainda sem a matrícula brasileira
reservada?
ANAC: Pode. Isso é uma questão de negociação entre a empresa e seus
financiadores porque a reserva de marcas pode ser feita a posteriori, apesar de
não ser a regra.
CAIXA PRETA: 6) A ANAC gerará autorização para o
Centro de Controle de Área brasileiro para o plano de voo ser autorizado e a
aeronave poder ingressar no espaço aéreo brasileiro?
ANAC: A ANAC alimenta um sistema informatizado com as informações da
autorização de translado. Quem aprova o plano de voo é o DECEA, que consulta as
informações inseridas no sistema informatizado.
CAIXA PRETA: 7) O que acontece de
imediato quando a aeronave pousa em território nacional? Quando estará liberada
para seguir viagem dentro do Brasil, provavelmente até o aeródromo sede da
companhia?
ANAC: A primeira providência é realizar o desembaraço aduaneiro junto à
Receita Federal do Brasil para poder continuar o translado dentro do território
nacional, caso tenha como destino final outro aeródromo.
CAIXA PRETA: 8) Depois de quanto tempo, em média, o avião que acabou de ingressar
no país está liberado para a empresa levá-lo para onde quiser para manutenção
de recebimento, pintura etc?
ANAC: Depende do desembaraço aduaneiro. É importante ressaltar que a aeronave
poderá vir já pintada de fábrica (para aeronaves novas) com a pintura da
companhia. Para aeronaves novas, normalmente, elas já saem com as marcas do
país de registro inicial.
CAIXA PRETA: 9) Antes da empresa
colocar o novo avião em rota, o que é necessário fazer? Quais os setores
envolvidos e documentação necessária?
ANAC: Com a posse dos certificados de matrícula e de aeronavegabilidade
emitidos pelo Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) para cada aeronave e
autorização da empresa concedida pela ANAC, a empresa poderá colocar, de
imediato, em sua frota para início das operações.
CAIXA PRETA: 10) O processo é o mesmo
para aeronaves de companhias regulares, pessoas físicas e executivas
corporativas?
ANAC: O processo de matrícula junto ao RAB é o mesmo para qualquer
proprietário/operador que deseja importar uma aeronave e registrar no país. O
que varia são os requisitos a serem cumpridos pelas aeronaves na vistoria
técnica inicial, conforme sua utilização.
CAIXA
PRETA: 11) Como a Anac valida, ou o que uma
empresa estrangeira precisa fazer, para ter autorização de translados para o
Brasil? O que motivou a pergunta foi a empresa Jet Test & Transport das
Bahamas ter informado possuir validação ANAC, o que permitiu ter transladado o
primeiro 737-400F da Total há algumas semanas.
ANAC: A autorização de translado de
aeronave usada depende de uma declaração de condição segura de voo baseada em
inspeção física e documental que precisa ser feita por uma organização de
manutenção certificada pela ANAC (a lista de organizações certificadas estão
disponíveis no site da ANAC, e incluem empresas certificadas em outros países).
Portanto, não é qualquer empresa estrangeira que pode atestar a condição segura
de voo de uma aeronave. Entretanto, a aeronave em processo de importação já
passa por uma inspeção pela autoridade de aviação civil do país exportador para
a emissão do Certificado de Aeronavegabilidade para Exportação, popularmente
conhecido como "Export". A ANAC reconhece o Export emitido como
suficiente para comprovação de condição segura para o translado realizado em
até 30 dias após a emissão do documento. Após esse período, a condição segura
de voo deve ser atestada, após inspeção, por uma Organização de Manutenção
certificada pela ANAC no modelo da aeronave a ser importada.
CAIXA PRETA: 1) A partir de que momento a ANAC fica sabendo que uma empresa aérea está querendo trazer uma aeronave nova para nosso país? Que documento(s) é (são) preenchidos?
ANAC: A partir do momento em que autoridade do país de registro da aeronave entra em contato com a ANAC e informa que há um pedido de importação daquele país para o Brasil, solicitando orientações sobre requisitos adicionais que o Brasil possa exigir para importação. A aeronave a ser importada deve cumprir com todos os requisitos previstos na Especificação de Aeronave – EA, incluindo todos as diferenças declaradas em relação aos Certificados e Especificações de Tipo (TCDS – siglas em inglês para Type Certificate Data Sheet) do país do detentor do projeto. Antes da exportação, deve ser verificado também se todas as grandes modificações — certificado suplementar de tipo (STC sigla em inglês para Supplemental Type Certificate) implementadas na aeronave são passíveis de aceitação no Brasil. Os certificados de tipo precisam ser aprovados pela ANAC para serem implementados, entretanto a Instrução Suplementar (IS) nº 21-010 permite que os documentos oriundos de Estados Unidos, Canadá e União Europeia, já implementados na aeronave há pelo menos 6.000 FH (flight hours) sejam aceitos no Brasil. Toda essa verificação normalmente feita através de vistoria pelo país exportador é um procedimento padrão da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), e visa assegurar que a aeronave será aceita no país importador. Terminada a vistoria, e não havendo pendência do país exportador, emite-se o Certificado de Exportação (CoE sigla em inglês para Certificate of Export). Em caso de pendências, a autoridade estrangeira solicita isenção de requisitos para os itens inicialmente não cumpridos. Recebendo autorização, o CoE é emitido, entretanto todos os itens não cumpridos devem ser corrigidos antes de submeter toda a documentação de vistoria técnica inicial (VTI) à ANAC. Essa vistoria é realizada pela própria ANAC ou por pessoal credenciado (PCA).
CAIXA PRETA: 2) Qual setor da ANAC está envolvido com essa solicitação inicial? Ele permanece acompanhando até que fase? Quais os demais setores serão envolvidos?
ANAC:Solicitações de orientação para emissão de Certificado de Exportação de operadores regidos pelo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 121 são tratadas pela Superintendência de Padrões Operacionais (SPO). O processo também é acompanhado pelas seguintes superintendências: Aeronavegabilidade (SAR) e Ação Fiscal (SFI). O processo é acompanhado até a finalização da exportação e registro da nova matrícula na ANAC.
CAIXA PRETA: 3) A empresa tem que apresentar sua rota de
translado levando a aeronave para um aeroporto determinado? Ela pode escolher?
Terá algum inspetor da Agência aguardando? Autoridade de algum outro órgão
(Receita Federal, por exemplo) presente?
ANAC: A empresa pode escolher a sua rota de translado, contando que o
aeródromo de entrada no Brasil seja internacional. A inspeção da aeronave e da
tripulação na chegada pela ANAC é possível durante operações rotineiras e
especiais de fiscalização, mas não é obrigatória, de tal modo que em muitos
casos não haverá um inspetor da ANAC aguardando o voo. Demais órgãos devem ser
consultados diretamente quanto ao seus procedimentos ligados à importação de
aeronaves.
CAIXA PRETA: 4) Quem será o responsável
pelas informações durante a entrada da aeronave?
ANAC: O operador que optar
pela importação da aeronave entrando no país ainda com matrícula estrangeira
deverá fazê-lo mediante autorização de sobrevoo, e não Autorização Especial de
Voo. Porém, o processo de desregistro da aeronave (que no caso de importação requer
que a autoridade de aviação civil do país de origem emita um certificado de
aeronavegabilidade de exportação) quando conduzido no Brasil, pode apresentar
complexidade superior ao mesmo processo conduzido no país de origem, pois
trata-se ainda de uma aeronave estrangeira, sujeita às regras da autoridade de
aviação do país de origem, e não às regras da ANAC. Por exemplo, para a emissão
do certificado de exportação, será requerido que um representante da autoridade
do país exportador faça a inspeção da aeronave no Brasil. Além disso, o número
de organizações de manutenção certificadas para atender a aeronave conforme a
regulamentação estrangeira pode ser pequeno. Essas limitações normalmente são
menores quando a aeronave tem o seu desregistro feito no país de origem da
aeronave. Mas a decisão de proceder com o translado antes ou depois do
desregistro cabe inteiramente ao operador, que deve pesar os prós e os contras
de cada opção, cabendo reforçar que o translado exige autorização de sobrevoo
sempre que a aeronave ainda estiver registrada no exterior, e exige Autorização
Especial de Voo para aeronaves desregistradas (e com reserva de marcas no
Brasil).
CAIXA PRETA: 5) A aeronave poderá
vir apenas com o registro estrangeiro, ainda sem a matrícula brasileira
reservada?
ANAC: Pode. Isso é uma questão de negociação entre a empresa e seus
financiadores porque a reserva de marcas pode ser feita a posteriori, apesar de
não ser a regra.
CAIXA PRETA: 6) A ANAC gerará autorização para o
Centro de Controle de Área brasileiro para o plano de voo ser autorizado e a
aeronave poder ingressar no espaço aéreo brasileiro?
ANAC: A ANAC alimenta um sistema informatizado com as informações da
autorização de translado. Quem aprova o plano de voo é o DECEA, que consulta as
informações inseridas no sistema informatizado.
CAIXA PRETA: 7) O que acontece de
imediato quando a aeronave pousa em território nacional? Quando estará liberada
para seguir viagem dentro do Brasil, provavelmente até o aeródromo sede da
companhia?
ANAC: A primeira providência é realizar o desembaraço aduaneiro junto à
Receita Federal do Brasil para poder continuar o translado dentro do território
nacional, caso tenha como destino final outro aeródromo.
CAIXA PRETA: 8) Depois de quanto tempo, em média, o avião que acabou de ingressar
no país está liberado para a empresa levá-lo para onde quiser para manutenção
de recebimento, pintura etc?
ANAC: Depende do desembaraço aduaneiro. É importante ressaltar que a aeronave
poderá vir já pintada de fábrica (para aeronaves novas) com a pintura da
companhia. Para aeronaves novas, normalmente, elas já saem com as marcas do
país de registro inicial.
CAIXA PRETA: 9) Antes da empresa
colocar o novo avião em rota, o que é necessário fazer? Quais os setores
envolvidos e documentação necessária?
ANAC: Com a posse dos certificados de matrícula e de aeronavegabilidade
emitidos pelo Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) para cada aeronave e
autorização da empresa concedida pela ANAC, a empresa poderá colocar, de
imediato, em sua frota para início das operações.
CAIXA PRETA: 10) O processo é o mesmo
para aeronaves de companhias regulares, pessoas físicas e executivas
corporativas?
ANAC: O processo de matrícula junto ao RAB é o mesmo para qualquer
proprietário/operador que deseja importar uma aeronave e registrar no país. O
que varia são os requisitos a serem cumpridos pelas aeronaves na vistoria
técnica inicial, conforme sua utilização.
CAIXA
PRETA: 11) Como a Anac valida, ou o que uma
empresa estrangeira precisa fazer, para ter autorização de translados para o
Brasil? O que motivou a pergunta foi a empresa Jet Test & Transport das
Bahamas ter informado possuir validação ANAC, o que permitiu ter transladado o
primeiro 737-400F da Total há algumas semanas.
ANAC: A autorização de translado de
aeronave usada depende de uma declaração de condição segura de voo baseada em
inspeção física e documental que precisa ser feita por uma organização de
manutenção certificada pela ANAC (a lista de organizações certificadas estão
disponíveis no site da ANAC, e incluem empresas certificadas em outros países).
Portanto, não é qualquer empresa estrangeira que pode atestar a condição segura
de voo de uma aeronave. Entretanto, a aeronave em processo de importação já
passa por uma inspeção pela autoridade de aviação civil do país exportador para
a emissão do Certificado de Aeronavegabilidade para Exportação, popularmente
conhecido como "Export". A ANAC reconhece o Export emitido como
suficiente para comprovação de condição segura para o translado realizado em
até 30 dias após a emissão do documento. Após esse período, a condição segura
de voo deve ser atestada, após inspeção, por uma Organização de Manutenção
certificada pela ANAC no modelo da aeronave a ser importada.
E aquele "jatinho" bacana de artistas ou de mega empresários?
CAIXA PRETA: 1) Explique o que é uma Trading e o que ela faz?
Juliano Lefèvre – Uma trading é uma empresa que traz soluções em processos de compra, venda
e nacionalização das aeronaves.
CAIXA PRETA: 2) Como a Trading atua junto à ANAC? A partir de que
momento do trabalho da Trading a ANAC é notificada de um translado de aeronave
executiva sob responsabilidade da Comexport, por exemplo?
Juliano Lefèvre – Ela atua em todos os momentos junto à
ANAC realizando: reserva de marcas, solicitando código transponder, solicitando
AEVI – autorização especial de voo internacional, e, após o processo
nacionalizado, acompanhamos o trabalho de VTI até a emissão dos certificados CA
e CM (de Aeronavegabilidade e de Matrícula).
CAIXA PRETA: 3) Quais são as documentações exigidas pela Agência e no
que ela atua durante o translado?
Juliano Lefèvre – A Agência só atua autorizando o traslado.
Para isso necessita de seguro RETA, fatura comercial, dados completos da aeronave e seguros
aprovados para o traslado.
CAIXA PRETA: 4) Qual é a
importância desse passo a passo (esses trâmites administrativos junto ao órgão)
durante o processo de importação e translado de uma aeronave para o Brasil?
Juliano Lefèvre –
100% importante. A rota deve ser respeitada pela tripulação, assim como a
ausência de passageiros – se trasladando com AEVI mas, efetivamente, a
responsabilidade é da Trading para que o(s) comandante(s) cumpra(m) a missão da
forma aprovada pelo órgão.
CAIXA PRETA: 5) A aeronave precisa entrar no Brasil já com a a matrícula
brasileira ou pode entrar ainda com matrícula estrangeira?
Juliano Lefèvre – Pode entrar das duas formas. Na primeira,
com matricula brasileira, a aeronave entra com AEVI. Este processo é
normalmente utilizado para a novas aeronaves entregues na fábrica. Já para a
usadas, usualmente, trasladamos com matricula estrangeira “N” já que
majoritariamente adquirimos as aeronaves nos EUA. É um procedimento mais simples, já que registramos lá fora a venda em nosso "Trust" (banco que é utilizado exclusivamente com este propósito) e, na sequencia, transladamos a aeronave ao Brasil.
CAIXA PRETA: 6) Quais as diferenças do processo de importação e translado de uma aeronave comercial e uma executiva?
Juliano Lefèvre – Só realizamos operações para aeronaves
executivas. De qualquer forma, no meu ponto de vista, não há diferenças para o
traslado.
sábado, 10 de julho de 2021
quinta-feira, 8 de julho de 2021
NOTÍCIAS CAIXA PRETA
EXCLUSIVO
TOTAL LINHAS AÉREAS FALA SOBRE A PARCERIA "TOTAL & TOTAL" E A CHEGADA DA SEGUNDA AERONAVE
O ano de 2021 está sendo marcado por um "upgrade" na vida da Total Linhas Aéreas. Além dela ter recebido seu primeiro Boeing 737-400F, a companhia com sede em Belo Horizonte também aderiu à tendência crescente de parcerias entre empresas de ecommerce e companhias aéreas. Um segmento, aliás, que foi um dos poucos a crescer durante a pandemia de covid-19.
Mas, como teria surgido essa parceria que aproximou duas empresas complementares e com o mesmo nome? "A Total Express tem uma alta demanda no transporte rodoviário e nos procuraram para desenvolver o transporte aéreo, iniciando na rota de Manaus, podendo se expandir para outras rotas" explica Ademir. Já quanto à vistosa pintura da aeronave, todo o projeto, segundo ele, foi desenvolvido pela área de marketing da Total Express.
.
Mas a Total (Linhas Aéreas) não irá parar por aí. Como foi amplamente divulgado, a empresa já tinha planos de receber uma segunda aeronave do mesmo modelo. Porém, essa outra aeronave originalmente destinada à Total como seu segundo Boeing 737-400F, o 9H-AHB (MSN 27914) foi repassado em março à empresa saudita Aviation Horizons. Perguntei, então se a Total já tem outra aeronave adquirida em seu lugar. "Caso positivo, há previsão de chegada ao Brasil? Também será uma aeronave dedicada a cliente específico, como no caso da Total Express?" Ademir esclareceu: "Estamos negociando um novo Boeing 737-400 mas esta nova aeronave está prevista para chegar ao Brasil em meados de dezembro/21. A princípio deveremos utilizar nas rotas dos Correios e deixar um Boeing 727 de back-up"
sexta-feira, 25 de junho de 2021
Speech BIO

"Afinal, por que eu gosto tanto da Lufthansa?"
Parte 1
Eu tenho um amigo que é maluco pela companhia aérea holandesa KLM. Ele
adora a KLM. Procura ter tudo no tom azul da KLM. E comenta com outras pessoas
(especialmente para quem não é entusiasta da aviação) que, normalmente, quem
gosta de aviação comercial sempre tem uma companhia predileta.
Depois que ouvi esse comentário dele, eu pensei “Hum... qual posso
considerar a MINHA companhia predileta?” Entre as nacionais, eu sempre preferi
a hoje saudosa Transbrasil mas, e entre as estrangeiras?
Não foi preciso pensar muito e já encontrei: a que mora no meu coração é
a alemã LUFTHANSA!
Mas... por quê?
Matutei... matutei... e logo uma história se formou na minha mente...
Quando comecei a gostar de aviação, uma paixão muito forte, aliás, era
inevitável querer trabalhar na aviação. E quando eu completei 18 anos de idade,
a opção mais provável seria ser aeromoça. Já que quase não se falava em mulher
ser piloto de avião, tanto que o livro da suposta pioneira PLA Lucy Lúpia
Balthazar já era bem famoso, mostrando as dificuldades para isso, e, de
qualquer maneira, ser aeromoça parecia ser um caminho “mais barato”.
Na época, meu amigo jornalista Lenildo Tabosa Pessoa me avisou que a
companhia Lufthansa iria contratar comissárias de bordo brasileiras. Além do
idioma inglês – que eu então já tinha pelo menos intermediário – teriam que
falar alemão, tanto que Lenildo me presenteou com um livro chamado “O
Alemão Sem Custo”, acompanhado de fitas cassetes (naquela época nem existiam
CDs) para eu ir tentando aprender esse idioma autodidaticamente. Não
avancei muitas lições, porém, mas eu ainda tenho todo esse material e, ouvindo,
naquela época, rádios em alemão em um receptor de Ondas Curtas que eu possuía,
comecei a tomar gosto por esse idioma!
Para se candidatar à aeromoça na empresa alemã eram também necessários
alguns exames médicos e envio de fotos de corpo inteiro, trajando saia e salto,
como se fosse uma aeromoça mesmo...
Eu e minha mãe fomos providenciando tudo. Foram várias fotos feitas em estúdio fotográfico, uma das quais é a que eu publico em primeiríssima mão aqui!
Mas, não foi o suficiente, e não fui chamada para seleção... 😢
Observo que, pouco antes, eu já tinha ido com minha mãe tentar alguma
colocação na Vasp, mas também não fui adiante. A Lufthansa foi a companhia onde
eu cheguei mais perto de ser selecionada.
É claro que isso por si só não seria o suficiente para eu admirar demais
justamente essa empresa aérea do exterior. Muito pelo contrário, por não ter
conseguido ir trabalhar nela, poderia até me fazer esquecê-la. Mas, tive outros
estímulos, digamos assim.
Uma das primeiras revistas de aviação que comprei com alguma
regularidade (aliás, minha mãe comprava, já que eu ainda não estava
trabalhando) foi a “Aero” (nada a ver com a Aero Magazine), que publicava
regularmente matérias sobre a Lufthansa, como estas das fotos.
Essa, entre outras revistas, também me levaram a admirar o famoso Barão
Vermelho, da Primeira Guerra. Tem gente que já m criticou por isso, e
geralmente são pessoas que acham que todo alemão é criminoso ou, pior, nazista.
Neste caso, eu admiro Manfred von Richthofen por ser ele da época ainda
"romântica" da aviação, onde o piloto tinha que superar
aeronaves ainda pouco confiáveis, em comparação às fabricadas décadas depois,
portanto, sua habilidade e destreza é o que fazia a diferença. E como ele foi o
maior ás daquela guerra, e cuja biografia eu li, a admiração teve vitamina.
Fora isso, anúncios da Lufthansa, simples, compostos invariavelmente por uma foto, uma frase no alto e uma (ou apenas seu nome) na parte inferior da página de fundo branco, também me chamavam a atenção, e eram publicados tanto de revistas de aviação quanto em revistas semanais ou quinzenais de informação geral como Veja, Exame etc
Por outro lado, minha mãe dizia que minha avó materna contava ser filha
de um alemão e uma polonesa OU de um polonês e uma e alemã e durante décadas
pensei ter sangue alemão. Mas, recentemente, comprovei por documentos que ambos
pais de minha avó materna eram poloneses, o que também não deixa de ser um
orgulho! De qualquer maneira, eu já estava admirando a cultura alemã.
Anos mais tarde, já trabalhando como jornalista de aviação, pude
conhecer melhor a Lufthansa e, a propósito, sempre fui bem atendida por ela.
Ao decidir, com um ex-amigo, conhecer a Europa pela primeira vez, em
2011, a Alemanha foi um dos países escolhidos por nós para visitar (o outro foi
a Holanda, porque o outro amigo, apaixonado pela KLM, quase foi conosco). Na
volta, eu realmente estava convicta de admirar muito a Alemanha e o povo
alemão.
Eu nunca havia voado antes com a Lufthansa até essa viagem de 2011! E
como participei da viagem de reinauguração da rota Frankfurt-Rio de Janeiro,
ganhei este lindo chaveiro da foto, além de, por ser jornalista e ser
recomendada pelo diretor de comunicação da companhia, ganhar um upgrade para a
classe executiva, no voo de ida para a Alemanha!
Mas as emoções tiveram início ainda antes da chegada da aeronave, quando a Infraero (então administradora do Aeroporto do Galeão) permitiu que jornalistas e spotters (eu incluída) pudéssemos aguardar o A340 lá no pátio, fotografar seu batismo de boas-vindas e fotografar o bolo com a tripulação. Só não participei da degustação porque tive que correr para os trâmites de segurança e de embarque para voar no mesmo avião em seu retorno à Europa, duas horas depois!


















































