sábado, 31 de julho de 2021

*****Presente!*****

 

"O Mundo Maravilhoso da Aviação"

 pela VASP


Fascículo 6


(por Solange Galante)



Antes de mais nada, eu me desculpo pela demora em publicar o fascículo 6, tendo publicado no início de junho o fascículo 5. Passei semanas com problemas de hardware, o que me acumulou trabalho. Mas, eis! Continuarei presenteando meus leitores e admiradores da saudosa Viação Aérea São Paulo, nossa querida VASP!

ano era 1978. Foi quando a VASP publicou encartados nas revistas Veja (semanal) e Exame (quinzenal) oito fascículos chamados "O Mundo Maravilhoso da Aviação". Eu, particularmente, tenho uma relação toda especial com essa publicação.





Dando continuidade a essa publicação gratuita neste Blog, espero que meu presente aos meus leitores possa ser útil e que agrade a todos. E, acima de tudo, que incentive mais e mais pessoas a se entusiasmarem com as atividades aéreas, que são movidas por muita paixão!
































segunda-feira, 26 de julho de 2021

NOTÍCIAS CAIXA PRETA

 AEROPORTO DE VIRACOPOS: PARTICIPAÇÃO IMPORTANTE NO COMBATE À COVID-19


(por Solange Galante)
O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), divulgou os voos que recebeu, desde o início da pandemia de Covid-19, trazendo insumos e vacinas para o Brasil. bem como as previsões de recebimento até o final deste ano. Confira nos quadros abaixo:



Entre as cias. aéreas que transportaram as "ifas" e vacinas para o Brasil aterrissando em Viracopos estão a Azul, a Latam, a Lufthansa, a Cargolux e a UPS.

PROGRAMA AMBIENTAL


Mas o aeroporto não passou o primeiro semestre de 2021 apenas recebendo insumos e vacinas. Uma iniciativa iniciada em janeiro passado que é duradora e também importante para o meio ambiente e acomunidade de Campinas foi a implantação um programa ambiental pioneiro que já evitou, em seis meses, o envio de aproximadamente 500 toneladas de resíduos não recicláveis para aterros sanitários. E para onde os resíduos vão? Eles são usados como combustível gerador de energia, ou CDR (Combustível Derivado de Resíduos). A usina transforma esses materiais sólidos para alimentar diversos usos, por exemplo, transformando-os em calor para fornos industriais, fornalhas de siderúrgicas e de metalúrgicas, além dos setores papeleiros e de produção de cerâmicas. A utilização do CDR reduz o consumo de combustíveis fósseis não renováveis (como óleo diesel), a emissão de gases de efeito estufa e as emissões de óxidos de nitrogênio no processo de produção de cimento. “Além de reduzir a sobrecarga no aterro sanitário, a geração do CDR através do resíduo sólido, também gera energia limpa, pois a matéria-prima provém de resíduos que simplesmente seriam descartados”, destaca o coordenador de Meio Ambiente de Viracopos, Moisés Alves de Araújo Junior.  Além de não gerar passivos ambientais, já que os materiais são transformados com o alto poder calorífico dos resíduos, o programa ambiental permite, consequentemente, aumentar a vida útil dos aterros sanitários e beneficia toda a região com a geração de emprego e renda, consequência direta do aumento de produção nas usinas de CDR. Uma das empresas que se beneficiam do uso desse combustível está a cimenteira do grupo multinacional Votorantim. (Todas as fotos abaixo: Divulgação/Aeroporto de Viracopos)















sexta-feira, 16 de julho de 2021

Plantão Caixa Preta

 

E X CL U S I V O

ASAS REVELA SEU SITE COM O ESQUEMA VISUAL ATUAL DA AERONAVE





Segundo fonte que conheceu o escritório da empresa no Aeroporto de São José dos Campos e viu a maquete, o jovem designer CALEBE MURILO de Cariacica, grande Vitória (ES), que submeteu há alguns meses seu desenho espontaneamente à nova Cia Aérea, teve sua arte escolhida pela diretoria da empresa!
A empresa acabou de liberar seu site, o que confirma as informações da fonte.


Calebe já teve sua história de paixão pelo Boeing 727 publicada aqui na Caixa Preta! >>> https://caixapretadasolange.blogspot.com/2018/10/materia-especial.html

domingo, 11 de julho de 2021

ENTREVISTA

  

ANAC EXPLICA


ASSINOU O CONTRATO, PAGOU,

DEPOIS FOI SÓ DECOLAR? 
É UM POUCO MAIS QUE ISSO...


(por Solange Galante)
     O PS-TLA na Digex (São José dos Campos), antes de ser pintado com as cores definitivas. 
Autor desconhecido (foto de rede social. Se você souber quem é o autor, informe e creditaremos.)

Quanto ao segundo avião da Total, o ex-SP-LLE da mesma Lot, foi recentemente repassado à companhia árabe Aviation Horizons e a Total não confirmou qual virá em seu lugar. A previsão inicial é de chegada em dezembro.

Não é apenas decidir quando trazer. Se uma empresa adquiriu uma aeronave, nova ou usada, há, naturalmente, toda uma  "papelada", autorizações e planejamentos antes, durante e depois do translado. Ninguém melhor do que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para explicar um pouco disso, especialmente do que lhe compete. Mas como são vários os setores envolvidos e cada um responde por seu serviço, a entrevista identificará cada resposta simplesmente como "ANAC".  Confira!

 

CAIXA PRETA1) A partir de que momento a ANAC fica sabendo que uma empresa aérea está querendo trazer uma aeronave nova para nosso país? Que documento(s) é (são) preenchidos?


ANAC: A partir do momento em que autoridade do país de registro da aeronave entra em contato com a ANAC e informa que há um pedido de importação daquele país para o Brasil, solicitando orientações sobre requisitos adicionais que o Brasil possa exigir para importação. A aeronave a ser importada deve cumprir com todos os requisitos previstos na Especificação de Aeronave – EA, incluindo todos as diferenças declaradas em relação aos Certificados e Especificações de Tipo (TCDS – siglas em inglês para Type Certificate Data Sheet) do país do detentor do projeto. Antes da exportação, deve ser verificado também se todas as grandes modificações — certificado suplementar de tipo (STC sigla em inglês para Supplemental Type Certificate) implementadas na aeronave são passíveis de aceitação no Brasil. Os certificados de tipo precisam ser aprovados pela ANAC para serem implementados, entretanto a Instrução Suplementar (IS) nº 21-010 permite que os documentos oriundos de Estados Unidos, Canadá e União Europeia, já implementados na aeronave há pelo menos 6.000 FH (flight hours) sejam aceitos no Brasil. Toda essa verificação normalmente feita através de vistoria pelo país exportador é um procedimento padrão da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), e visa assegurar que a aeronave será aceita no país importador. Terminada a vistoria, e não havendo pendência do país exportador, emite-se o Certificado de Exportação (CoE sigla em inglês para Certificate of Export). Em caso de pendências, a autoridade estrangeira solicita isenção de requisitos para os itens inicialmente não cumpridos. Recebendo autorização, o CoE é emitido, entretanto todos os itens não cumpridos devem ser corrigidos antes de submeter toda a documentação de vistoria técnica inicial (VTI) à ANAC. Essa vistoria é realizada pela própria ANAC ou por pessoal credenciado (PCA).

CAIXA PRETA: 2) Qual setor da ANAC está envolvido com essa solicitação inicial? Ele permanece acompanhando até que fase? Quais os demais setores serão envolvidos?


ANAC:Solicitações de orientação para emissão de Certificado de Exportação de operadores regidos pelo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 121 são tratadas pela Superintendência de Padrões Operacionais (SPO). O processo também é acompanhado pelas seguintes superintendências: Aeronavegabilidade (SAR) e Ação Fiscal (SFI). O processo é acompanhado até a finalização da exportação e registro da nova matrícula na ANAC. 

 

CAIXA PRETA: 3) A empresa tem que apresentar sua rota de translado levando a aeronave para um aeroporto determinado? Ela pode escolher? Terá algum inspetor da Agência aguardando? Autoridade de algum outro órgão (Receita Federal, por exemplo) presente?

 

ANAC: A empresa pode escolher a sua rota de translado, contando que o aeródromo de entrada no Brasil seja internacional. A inspeção da aeronave e da tripulação na chegada pela ANAC é possível durante operações rotineiras e especiais de fiscalização, mas não é obrigatória, de tal modo que em muitos casos não haverá um inspetor da ANAC aguardando o voo. Demais órgãos devem ser consultados diretamente quanto ao seus procedimentos ligados à importação de aeronaves.

 

CAIXA PRETA: 4) Quem será o responsável pelas informações durante a entrada da aeronave?

 

ANAC: O operador que optar pela importação da aeronave entrando no país ainda com matrícula estrangeira deverá fazê-lo mediante autorização de sobrevoo, e não Autorização Especial de Voo. Porém, o processo de desregistro da aeronave (que no caso de importação requer que a autoridade de aviação civil do país de origem emita um certificado de aeronavegabilidade de exportação) quando conduzido no Brasil, pode apresentar complexidade superior ao mesmo processo conduzido no país de origem, pois trata-se ainda de uma aeronave estrangeira, sujeita às regras da autoridade de aviação do país de origem, e não às regras da ANAC. Por exemplo, para a emissão do certificado de exportação, será requerido que um representante da autoridade do país exportador faça a inspeção da aeronave no Brasil. Além disso, o número de organizações de manutenção certificadas para atender a aeronave conforme a regulamentação estrangeira pode ser pequeno. Essas limitações normalmente são menores quando a aeronave tem o seu desregistro feito no país de origem da aeronave. Mas a decisão de proceder com o translado antes ou depois do desregistro cabe inteiramente ao operador, que deve pesar os prós e os contras de cada opção, cabendo reforçar que o translado exige autorização de sobrevoo sempre que a aeronave ainda estiver registrada no exterior, e exige Autorização Especial de Voo para aeronaves desregistradas (e com reserva de marcas no Brasil).

 

CAIXA PRETA: 5) A aeronave poderá vir apenas com o registro estrangeiro, ainda sem a matrícula brasileira reservada?

 

ANAC: Pode. Isso é uma questão de negociação entre a empresa e seus financiadores porque a reserva de marcas pode ser feita a posteriori, apesar de não ser a regra.

 

CAIXA PRETA: 6) A ANAC gerará autorização para o Centro de Controle de Área brasileiro para o plano de voo ser autorizado e a aeronave poder ingressar no espaço aéreo brasileiro?

 

ANAC: A ANAC alimenta um sistema informatizado com as informações da autorização de translado. Quem aprova o plano de voo é o DECEA, que consulta as informações inseridas no sistema informatizado.

 

CAIXA PRETA: 7) O que acontece de imediato quando a aeronave pousa em território nacional? Quando estará liberada para seguir viagem dentro do Brasil, provavelmente até o aeródromo sede da companhia?

 

ANAC: A primeira providência é realizar o desembaraço aduaneiro junto à Receita Federal do Brasil para poder continuar o translado dentro do território nacional, caso tenha como destino final outro aeródromo.

CAIXA PRETA: 8) Depois de quanto tempo, em média, o avião que acabou de ingressar no país está liberado para a empresa levá-lo para onde quiser para manutenção de recebimento, pintura etc?

 

ANAC: Depende do desembaraço aduaneiro. É importante ressaltar que a aeronave poderá vir já pintada de fábrica (para aeronaves novas) com a pintura da companhia. Para aeronaves novas, normalmente, elas já saem com as marcas do país de registro inicial.

 

CAIXA PRETA: 9) Antes da empresa colocar o novo avião em rota, o que é necessário fazer? Quais os setores envolvidos e documentação necessária?

 

ANAC: Com a posse dos certificados de matrícula e de aeronavegabilidade emitidos pelo Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) para cada aeronave e autorização da empresa concedida pela ANAC, a empresa poderá colocar, de imediato, em sua frota para início das operações.

 

CAIXA PRETA: 10) O processo é o mesmo para aeronaves de companhias regulares, pessoas físicas e executivas corporativas?

 

ANAC: O processo de matrícula junto ao RAB é o mesmo para qualquer proprietário/operador que deseja importar uma aeronave e registrar no país. O que varia são os requisitos a serem cumpridos pelas aeronaves na vistoria técnica inicial, conforme sua utilização.

 

CAIXA PRETA: 11) Como a Anac valida, ou o que uma empresa estrangeira precisa fazer, para ter autorização de translados para o Brasil? O que motivou a pergunta foi a empresa Jet Test & Transport das Bahamas ter informado possuir validação ANAC, o que permitiu ter transladado o primeiro 737-400F da Total há algumas semanas.

 

ANAC: A autorização de translado de aeronave usada depende de uma declaração de condição segura de voo baseada em inspeção física e documental que precisa ser feita por uma organização de manutenção certificada pela ANAC (a lista de organizações certificadas estão disponíveis no site da ANAC, e incluem empresas certificadas em outros países). Portanto, não é qualquer empresa estrangeira que pode atestar a condição segura de voo de uma aeronave. Entretanto, a aeronave em processo de importação já passa por uma inspeção pela autoridade de aviação civil do país exportador para a emissão do Certificado de Aeronavegabilidade para Exportação, popularmente conhecido como "Export". A ANAC reconhece o Export emitido como suficiente para comprovação de condição segura para o translado realizado em até 30 dias após a emissão do documento. Após esse período, a condição segura de voo deve ser atestada, após inspeção, por uma Organização de Manutenção certificada pela ANAC no modelo da aeronave a ser importada.

 

E aquele "jatinho" bacana de artistas ou de mega empresários?


Não varia quase nada, o processo acima explicado, no caso da importação de uma aeronave executiva (jato, turbo-hélice, a pistão, helicóptero etc). Quem explica é Juliano Lefèvre, Diretor Comercial da "Trading" Comexport. Confira!


CAIXA PRETA: 1) Explique o que é uma Trading e o que ela faz?

Juliano Lefèvre – Uma trading é uma empresa que traz soluções em processos de compra, venda e nacionalização das aeronaves.

CAIXA PRETA: 2) Como a Trading atua junto à ANAC? A partir de que momento do trabalho da Trading a ANAC é notificada de um translado de aeronave executiva sob responsabilidade da Comexport, por exemplo?

Juliano Lefèvre – Ela atua em todos os momentos junto à ANAC realizando: reserva de marcas, solicitando código transponder, solicitando AEVI – autorização especial de voo internacional, e, após o processo nacionalizado, acompanhamos o trabalho de VTI até a emissão dos certificados CA e CM (de Aeronavegabilidade e de Matrícula).

CAIXA PRETA: 3) Quais são as documentações exigidas pela Agência e no que ela atua durante o translado?

Juliano Lefèvre – A Agência só atua autorizando o traslado. Para isso necessita de seguro RETA, fatura comercial,  dados completos da aeronave e seguros aprovados para o traslado.

CAIXA PRETA: 4) Qual é a importância desse passo a passo (esses trâmites administrativos junto ao órgão) durante o processo de importação e translado de uma aeronave para o Brasil?

Juliano Lefèvre  – 100% importante. A rota deve ser respeitada pela tripulação, assim como a ausência de passageiros – se trasladando com AEVI mas, efetivamente, a responsabilidade é da Trading para que o(s) comandante(s) cumpra(m) a missão da forma aprovada pelo órgão.

CAIXA PRETA: 5) A aeronave precisa entrar no Brasil já com a a matrícula brasileira ou pode entrar ainda com matrícula estrangeira?

Juliano Lefèvre – Pode entrar das duas formas. Na primeira, com matricula brasileira, a aeronave entra com AEVI. Este processo é normalmente utilizado para a novas aeronaves entregues na fábrica. Já para a usadas, usualmente, trasladamos com matricula estrangeira “N” já que majoritariamente adquirimos as aeronaves nos EUA. É um procedimento mais simples, já que registramos lá fora a venda em nosso "Trust" (banco que é utilizado exclusivamente com este propósito) e, na sequencia, transladamos a aeronave ao Brasil.

CAIXA PRETA: 6) Quais as diferenças do processo de importação e translado de uma aeronave comercial e uma executiva?

Juliano Lefèvre – Só realizamos operações para aeronaves executivas. De qualquer forma, no meu ponto de vista, não há diferenças para o traslado.






quinta-feira, 8 de julho de 2021

NOTÍCIAS CAIXA PRETA

 EXCLUSIVO

TOTAL LINHAS AÉREAS FALA SOBRE A  PARCERIA "TOTAL & TOTAL" E A CHEGADA DA SEGUNDA AERONAVE


(por Solange Galante)
(fotos cedidas com exclusividade pela Total Linhas Aéreas)


O ano de 2021 está sendo marcado por um "upgrade" na vida da Total Linhas Aéreas. Além dela ter recebido seu primeiro Boeing 737-400F, a companhia com sede em Belo Horizonte também aderiu à tendência crescente de parcerias entre empresas de ecommerce e companhias aéreas.  Um segmento, aliás, que foi um dos poucos a crescer durante a pandemia de covid-19.



Ademir Knop, diretor Geral da empresa adiantou mais a respeito. "
Assinamos um contrato de fretamento da aeronave 737 com a Total Express e estaremos utilizando a mesma nos Correios, Banco Central e outros fretamentos". Ele também acrescentou que trata-se de um  fretamento integral da aeronave, na rota GRU x MAO x GRU - por sinal, este continua sendo o filé mignon do mercado de carga aérea brasileiro.




Mas, como teria surgido essa parceria que aproximou duas empresas complementares e com o mesmo nome? "A Total Express tem uma alta demanda no transporte rodoviário e nos procuraram para desenvolver o transporte aéreo, iniciando na rota de Manaus, podendo se expandir para outras rotas" explica Ademir. Já quanto à vistosa pintura da aeronave, todo o projeto, segundo ele, foi desenvolvido pela área de marketing da Total Express.

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Mas a Total (Linhas Aéreas) não irá parar por aí. Como foi amplamente divulgado, a empresa já tinha planos de receber uma segunda aeronave do mesmo modelo. Porém, essa outra aeronave originalmente destinada à Total como seu segundo Boeing 737-400F, o 9H-AHB (MSN 27914) foi repassado em março à empresa saudita Aviation Horizons. Perguntei, então se a Total já tem outra aeronave adquirida em seu lugar. "Caso positivo, há previsão de chegada ao  Brasil? Também será uma aeronave dedicada a cliente específico, como no caso da Total Express?" Ademir esclareceu: "Estamos negociando um novo Boeing 737-400 mas esta nova aeronave está prevista para chegar ao Brasil em meados de dezembro/21. A princípio deveremos utilizar nas rotas dos Correios e deixar um Boeing 727 de back-up"


 




sexta-feira, 25 de junho de 2021

Speech BIO

                            


(por Solange Galante)

Bem-vindos ao Speech BIO!!!

Mas, o que é Speech BIO???

Aqui, BIO é de "Biografia". São trechos da minha biografia pessoal profissional comentada!

que eu vi... e/ou

que eu soube... e/ou

que eu fiz... e/ou

que me contaram...

(Do qual tudo tenho provas/testemunhas/registros!)

Você vai gostar de saber verdades, e até vai se divertir também!!!

Afinal, este é um Blog de bastidores!!! Aqui sempre se foge do previsível!!!  😉😉😉

"Afinal, por que eu gosto tanto da Lufthansa?"

Parte 1


(exceto quando identificada, todas as fotos são de minha autoria. Respeite o direito autoral)

Eu tenho um amigo que é maluco pela companhia aérea holandesa KLM. Ele adora a KLM. Procura ter tudo no tom azul da KLM. E comenta com outras pessoas (especialmente para quem não é entusiasta da aviação) que, normalmente, quem gosta de aviação comercial sempre tem uma companhia predileta.

 

Depois que ouvi esse comentário dele, eu pensei “Hum... qual posso considerar a MINHA companhia predileta?” Entre as nacionais, eu sempre preferi a hoje saudosa Transbrasil mas, e entre as estrangeiras?

 

Não foi preciso pensar muito e já encontrei: a que mora no meu coração é a alemã LUFTHANSA!

 

Mas... por quê?

 

Matutei... matutei... e logo uma história se formou na minha mente...

 

Quando comecei a gostar de aviação, uma paixão muito forte, aliás, era inevitável querer trabalhar na aviação. E quando eu completei 18 anos de idade, a opção mais provável seria ser aeromoça. Já que quase não se falava em mulher ser piloto de avião, tanto que o livro da suposta pioneira PLA Lucy Lúpia Balthazar já era bem famoso, mostrando as dificuldades para isso, e, de qualquer maneira, ser aeromoça parecia ser um caminho “mais barato”.

 

Na época, meu amigo jornalista Lenildo Tabosa Pessoa me avisou que a companhia Lufthansa iria contratar comissárias de bordo brasileiras. Além do idioma inglês – que eu então já tinha pelo menos intermediário – teriam que falar alemão, tanto que Lenildo me presenteou com um livro chamado “O Alemão Sem Custo”, acompanhado de fitas cassetes (naquela época nem existiam CDs) para eu ir tentando aprender esse idioma autodidaticamente.  Não avancei muitas lições, porém, mas eu ainda tenho todo esse material e, ouvindo, naquela época, rádios em alemão em um receptor de Ondas Curtas que eu possuía, comecei a tomar gosto por esse idioma!

 



Para se candidatar à aeromoça na empresa alemã eram também necessários alguns exames médicos e envio de fotos de corpo inteiro, trajando saia e salto, como se fosse uma aeromoça mesmo...

 

Eu e minha mãe fomos providenciando tudo. Foram várias fotos feitas em estúdio fotográfico, uma das quais é a que eu publico em primeiríssima mão aqui!


(As várias fotos foram feitas sob encomenda para esta cliente mas não foi registrado o nome do autor.)

Mas, não foi o suficiente, e não fui chamada para seleção... 😢

Observo que, pouco antes, eu já tinha ido com minha mãe tentar alguma colocação na Vasp, mas também não fui adiante. A Lufthansa foi a companhia onde eu cheguei mais perto de ser selecionada.

 

É claro que isso por si só não seria o suficiente para eu admirar demais justamente essa empresa aérea do exterior. Muito pelo contrário, por não ter conseguido ir trabalhar nela, poderia até me fazer esquecê-la. Mas, tive outros estímulos, digamos assim.

 

Uma das primeiras revistas de aviação que comprei com alguma regularidade (aliás, minha mãe comprava, já que eu ainda não estava trabalhando) foi a “Aero” (nada a ver com a Aero Magazine), que publicava regularmente matérias sobre a Lufthansa, como estas das fotos.





Essa, entre outras revistas, também me levaram a admirar o famoso Barão Vermelho, da Primeira Guerra. Tem gente que já m criticou por isso, e geralmente são pessoas que acham que todo alemão é criminoso ou, pior, nazista. Neste caso, eu admiro Manfred von Richthofen por ser ele da época ainda "romântica" da  aviação, onde o piloto tinha que superar aeronaves ainda pouco confiáveis, em comparação às fabricadas décadas depois, portanto, sua habilidade e destreza é o que fazia a diferença. E como ele foi o maior ás daquela guerra, e cuja biografia eu li, a admiração teve vitamina.

 

Fora isso, anúncios da Lufthansa, simples, compostos invariavelmente por uma foto, uma frase no alto e uma (ou apenas seu nome) na parte inferior da página de fundo branco, também me chamavam a atenção, e eram publicados tanto de revistas de aviação quanto em revistas semanais ou quinzenais de informação geral como Veja, Exame etc





Por outro lado, minha mãe dizia que minha avó materna contava ser filha de um alemão e uma polonesa OU de um polonês e uma e alemã e durante décadas pensei ter sangue alemão. Mas, recentemente, comprovei por documentos que ambos pais de minha avó materna eram poloneses, o que também não deixa de ser um orgulho! De qualquer maneira, eu já estava admirando a cultura alemã.

 

Anos mais tarde, já trabalhando como jornalista de aviação, pude conhecer melhor a Lufthansa e, a propósito, sempre fui bem atendida por ela.

 

Ao decidir, com um ex-amigo, conhecer a Europa pela primeira vez, em 2011, a Alemanha foi um dos países escolhidos por nós para visitar (o outro foi a Holanda, porque o outro amigo, apaixonado pela KLM, quase foi conosco). Na volta, eu realmente estava convicta de admirar muito a Alemanha e o povo alemão.

 

Eu nunca havia voado antes com a Lufthansa até essa viagem de 2011! E como participei da viagem de reinauguração da rota Frankfurt-Rio de Janeiro, ganhei este lindo chaveiro da foto, além de, por ser jornalista e ser recomendada pelo diretor de comunicação da companhia, ganhar um upgrade para a classe executiva, no voo de ida para a Alemanha!






Mas as emoções tiveram início ainda antes da chegada da aeronave, quando a Infraero (então administradora do Aeroporto do Galeão) permitiu que jornalistas e spotters (eu incluída) pudéssemos aguardar o A340 lá no pátio, fotografar seu batismo de boas-vindas e fotografar o bolo com a tripulação. Só não participei da degustação porque tive que correr para os trâmites de segurança e de embarque para voar no mesmo avião em seu retorno à Europa, duas horas depois!






"Afinal, por que eu gosto tanto da Lufthansa?" terá continuação! Aguarde o próximo texto!