quarta-feira, 7 de março de 2012

CAIXA PRETA # 79 - ESPECIAL


08 de março de 2012

ÀS MULHERES, O CÉU

Escrevo este editorial na semana do Dia Internacional da Mulher.
Quando comecei a gostar de aviação, no Brasil eram raríssimas as pilotos (ou “pilotas”). E eu tive o privilégio de conhecer várias delas nos anos que se seguiram.
A CLAUDINE MELNIK eu conheci após vê-la em uma reportagem da Caras e caçar seu endereço e telefone na lista telefônica. Ela estava sendo promovida a comandante na Brasil Central Linhas Aéreas, que pertencia à TAM. Voando um monoturboélice Cessna Caravan até sobre o “deserto verde” da Amazônia, tornou-se a primeira mulher comandante da aviação regular brasileira e tenho muito orgulho de ser sua amiga até hoje!
Também conhecia a GRAZIELA SANTOS quando me foi solicitado fazer a revista de 25 anos do SERAC - 4, o antigo Serviço Regional da Aviação Civil, ligado ao Departamento de Aviação Civil, antecessor da ANAC. Fizeram questão que eu a entrevistasse, pois ela foi a primeira mulher piloto registrada como Piloto de Linha Aérea no Brasil, conforme documentos comprobatórios a que tive acesso no próprio SERAC, onde foi registrada a licença dela. Graziela também foi checadora do DAC mas não seguiu carreira na aviação regular. Também somos amigas até hoje.
Conheci pessoalmente ou pelos jornais muitas outras mulheres voadoras, algumas das quais perdi contato, nem sei por onde andam (ou voam), ou o que fazem. Algumas dessas mulheres estão presentes nessa edição especial de Caixa Preta e a maioria delas, em menor ou maior grau, me ajudaram a compor uma personagem que revelarei quando lançar o livro de ficção cuja redação estou finalizando.
Um abraço especial às aviadoras CARLA ROEMMLER, ARLETE ZIOLKOWSKI, SIMONE SIMÕES VAZ, TERESA PAZ PARNES, LARA ELIASQUEVICI, MÁRCIA GALUCCI, MARINA DELUQUI, KALINA COMENHO, MARI SATO, ANA MERCANTE e muitas outras, tantas que nem consigo relacioná-las todas aqui e agora (me desculpem!). Afinal, hoje vocês não são mais apenas 10, como em 1995!!! Também em todo o mundo, as mulheres ainda são minoria na aviação, mas estão aderindo cada vez mais ao vôo e mostrando sua qualidade.
Homenagem também às acrobatas TEREZINHA BERTOLINI (in memoriam), MÁRCIA MAMMANA (in memoriam). Falando em acrobacia, minhas homenagens também à ex-comissária que decidiu que o melhor lugar para voar era fora, e não dentro do avião: a wingwalking MARTA BOGNAR
Também não me esquecerei das comissárias de voo, das mecânicas de aviação, das recepcionistas, das secretárias, das atendentes em geral e das pioneiras (essas a seguir, in memoriam) Tereza de Marzo, Ada Rogato e Anésia Pinheiro Machado. E também lembrarei das novas pilotos militares brasileiras, o que ainda é novidade no país, voando em aeronaves de transporte e caças, bem como das controladoras de tráfego aéreo e das paraquedistas que abrilhantam os shows aéreos.
Meu coração voa com todas vocês!

Estamos aqui para provar que mulher não gosta apenas dos pilotos em seus belos uniformes... mas também gostam de avião, de cheiro de gasolina ou querosene de aviação e de usar elas próprias os diversos uniformes da nobre arte de voar!

Presenteando as homenageadas e os leitores em geral da Caixa Preta publico de maneira inédita na internet minhas reportagens prediletas sobre as mulheres, entre tantas que escrevi. Uma, “Mulheres na Cabina de Comando”, foi minha primeiríssima matéria profissional e minha primeiríssima reportagem vencedora do Prêmio Santos Dumont de Jornalismo, em 1996 (sinal que de que o tema agrada!). Foi publicada em 1996 na revista Aero Magazine.

A outra, “As Mulheres no Especializado Vôo Offshore” foi publicada em 2001 pela Aviação em Revista.

E minha homenagem à primeira comandante de avião a jato da aviação regular brasileira, a Cmte. Carla Roemmler, na foto logo abaixo, quando ela voava pela saudosa Vasp (foto divulgação). Hoje ela é comandante na Azul Linhas Aéreas Brasileiras.



 
“NOSSAS PRINCIPAIS SEÇÕES”

NOSSA NADA MODESTA COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS

(Erros da imprensa que capturamos por aí. Vamos contar os pecados, mas vamos manter sigilo dos pecadores.)

A Pérola da imprensa especializada em setembro de 2006 (revista 4)

“A Embraer esteve pela primeira vez em Oshkosh para mostrar os mock-ups (modelos em escala natural) de seus VLJ Phenom 100 (quatro ocupantes) e Phenom 300 (seis ocupantes).”

O Phenom 100, sob definição da própria Embraer, não é um Very Light Jet (VLJ) mas um Light Jet (LJ).

 

A Pérola da imprensa especializada em setembro de 2006 (revista 2)

 

“(...) foi o único piloto a apresentar-se no Salão Aero Espacial do Brasil, feira internacional de aviação realizada em São José dos Campos, em 1972.”

O famoso Salão Aeroespacial de São José dos Campos ocorreu na verdade em setembro de 1973.


A Pérola da imprensa especializada em setembro de 2006 (revista 2)

 

“Alberto Bertelli faleceu aos 66 anos enquanto dormia em 09 de dezembro de 1980, na cidade de Rio Claro.”

A data oficial do falecimento de Alberto Bertelli é 08 de dezembro de 1980.”

 

 

A Pérola da imprensa especializada em fevereiro de 2008 (revista 2)

 

“Fotolog interessante que traz algumas curiosidades e fotografias da aviação antiga no País, da época da visita dos zeppelins, Não deixe de ver a imagem tirada da cabine de comando de um velho Junker-52, em aproximação para pouso no Rio de Janeiro.”

Um erro bem comum de revistas sem um revisor que entenda de aviação: o nome correto é Junkers. Mesmo no singular.

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VALE A PENA LER DE NOVO

De Caixa Preta # 49 / janeiro, fevereiro, março e abril de 2006

RISCO IMINENTE DE COLISÃO EM TERRA
Eu estava indo para o Rio de Janeiro pela TAM, sentada na poltrona 20F junto a uma das janelas à direita da nossa aeronave, um Airbus A319, que foi autorizada a entrar na pista 17 R pela última pista de táxi antes da cabeceira. Enquanto alinhávamos com a pista 17 R pude ver um 737 da Gol, pela pista de táxi anterior, cruzar a pista onde estávamos para se dirigir à paralela 17 L. Com absoluta certeza, a não ser que um demente estivesse ao comando da aeronave, haviam tido autorização da Torre de Controle para isso, como normalmente ocorre.
Fou quando um dos passageiros atrás de mim, em bom tom de voz, audível a pelo menos metade da cabine, disse ao amigo e companheiro de poltrona:
– Olha lá o Gol! Ele passou na frente do nosso avião! Cara, isso não pode! Esse comandante deveria ser punido! O DAC deveria punir! Já imaginou se...
– ... A gente colide com ele?
– Nooooooossa!...
Sentada bem diante deles, eu tinha simultaneamente vontade de rir às gargalhadas... ou de bater neles!!! 
Mas fiquei na minha, apenas lamentando o caso e anotando-o para esta Caixa Preta. Não valeria a pena qualquer outro gesto, muito menos violento...
Pouco antes, a mesma dupla havia comentado entre si sobre os aviões “145 da Embraer” da Varig. Um dos passageiros já havia voando em um deles. Até aí, tudo bem, e até pareciam pessoas que entendiam de aviação. Porém, o sujeito confirmava que a Varig AINDA tinha tal equipamento, e ainda o considerava “antiquado”.
Na verdade, a Varig, então através da Rio Sul, já não tinha há muitos meses qualquer “145” voando com suas cores.
Isso foi apenas um aperitivo ao que viria depois, vitimando o pobre comandante da Gol que nem sequer eu ou eles conhecíamos...




DIRETAMENTE DA PRÓPRIA CAIXA PRETA:

(diálogos verídicos)

           PARA ONDE EU VOU, AFINAL?

– Teresina, Vasp dois meia dois.
– Dois meia dois, Teresina, prossiga.
– Autorização para acionamento e posterior pushback.
– Qual é o nível requerido para Brasília do (plano) repetitivo, três uno zero? Confirme.
– Dois nove zero.
– Dois nove sete... (sic)
– Prossiga.
– Confirma o nível para Brasília?
– Teresina, chamou o dois meia dois?
– Positivo. Confirme meu nível para Brasília. Três uno zero no repetitivo, dois nove zero é incorreto no sentido Teresina - Brasília.
– O dois meia dois está indo para Fortaleza, não é Teresina, não, é dois nove zero, ok, de acordo com o nosso plano.
– Desculpe, dois nove zero, Fortaleza... Voa direto ou vai na aerovia?
– Na aerocia via mesmo.
– Prossiga, meia dois, Terê.
– Para o táxi, está com 36 o P.O.B  Três horas de autonomia, altera Teresina e São Luiz.
– Táxi livre, no ponto de espera chame pronto...

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N O V I D A D E S

Veja na Aero Magazine de fevereiro de 2012 minha reportagem sobre Schiphol, um legítimo Aeroporto-Cidade.
(foto Solange Galante)

 
ATENÇÃO!

Todos os textos e fotos postados neste Blog estão protegidos pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, a Lei de Direitos Autorias. Não use sem autorização por escrito dos autores.
Veja o texto da Lei em:
http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2008/02/lei_9610-direito-autoral.pdf

terça-feira, 6 de março de 2012

Plantão Caixa Preta

A ABAETÉ LINHAS AÉREAS deixou de voar regularmente neste mês de março.

A empresa fazia voos de Salvador para Guanambi e Bom Jesus da Lapa, na Bahia e devido à interdição da pista nesta última cidade, foi obrigada a descontinuar os serviços regulares, mantendo apenas o táxi aéreo.
Infelizmente, embora os números da  aviação comercial brasileira sejam de crescimento, a aviação regional, importantíssimo elo de e para as cidades de menor população, está com muitos problemas, especialmente relacionados à infraestrutura aerroportuária.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Plantão Caixa Preta

ANAC notifica TAM e multa total pode chegar a R$ 1,7 milhão
 
Brasília, 1º de março de 2012 – A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) notificou hoje a TAM Linhas Aéreas (S/A) para verificar a prestação de assistência pela empresa aos passageiros em razão do atraso na decolagem do voo JJ 8084 do Aeroporto de Guarulhos para Londres, marcada para 22h50 de ontem (29/02) e efetivada às 6h37 desta quinta-feira (1º/03). A assistência deve seguir o que está previsto na Resolução nº. 141/2010. De acordo com a conclusão do processo administrativo de apuração dos fatos, a empresa poderá ser multada em até R$ 7.000 por passageiro, o que pode perfazer um total de cerca de R$ 1,7 milhão, a depender da quantidade de passageiros prejudicados. Os passageiros do referido voo podem recorrer à ANAC pela central telefônica (0800 725 4445),  que funciona 24h com atendimento gratuito em português, inglês e espanhol.
(Assessoria de Imprensa da ANAC)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Plantão Caixa Preta

PRÊMIO SANTOS-DUMONT DE JORNALISMO 2011

http://www.premiosantosdumont.com.br/


VENCEDORES


O Prêmio Santos-Dumont de Jornalismo 2011 chegou ao seu término. Assim, às 17 horas, do
dia 08 de março, o Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica fará realizar a Cerimônia
de Premiação aos vencedores nas diversas categorias.

O Júri Especial, que avaliou os trabalhos inscritos, apontou os seguintes vencedores:


* Aviação Comercial

1. Mário Sampaio
Veículo: Flap Internacional
Matéria: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

2. Julliana Reis
Veículo: Revista Incluir
Matéria: A ACESSIBILIDADE NOS AEROPORTOS


* Aviação Militar

1. Aparecido Camazano Alamino
Veículo: Flap Internacional
Matéria: FORÇA AÉREA BRASILEIRA INCORPORA O LOCKHEED P-3AM ORION

2. Leandro Casella
Veículo: Revista Força Aérea
Matéria: DESEMPENHO E COMUNALIDADE


* História da Aviação

1. Paulo Fernando Laux
Veículo: AeroMagazine
Matéria: SIMPLISMENTE “MISS LINDY”

2. Marcelo Mendonça
Veículo: Revista Força Aérea
Matéria: O MAIOR DOS ATAQUES


* Aviação em Geral

1. Solange Galante
Veículo: Flap Internacional
Matéria: HELICÓPTEROS – GRANDE DEMANDA E MAIS TECNOLOGIA


2. Ivan Pavletz
Veículo: Tecnologia e Defesa
Matéria: DECEA: OS CÉUS BRASILEIROS EM BOAS MÃOS


A Cerimônia de Premiação, com coquetel em homenagem à Imprensa, será realizada no dia 08
de março, às 17 horas, na Avenida Marechal Âncora, 15-A, Centro, sede do INCAER -
Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

Os Premiados, que não residem no Rio de Janeiro, receberão passagens aéreas da Azul para
a Cerimônia.

Promovido pelo INCAER, o Prêmio Santos-Dumont de Jornalismo 2011, teve o patrocínio das
seguintes empresas: ACC Tours, Axent Host, Azul, EMBRAER, FIDAE, INFRAERO, SHEAFFER,
Sikorsky,TAM e Via7 Gráfica.

Os vencedores viajarão a Santiago do Chile pela TAM, onde visitarão a FIDAE e os
patrocinadores participantes da feira.


Rio, 15/02/2012



Compartilho a alegria desta minha nona vitória no referido concurso parabenizando todos os colegas vencedores e também os demais participantes!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Plantão Caixa Preta

Link para o RELATÓRIO SOBRE SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR (SAC)
TRANSPORTES TERRESTRE E AÉREO realizado pelo Inmetro e exibido em reportagem no Fantástico:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/download/0,,6618-1,00.pdf

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Caixa Preta # 78

10 de fevereiro de 2012

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR


Quando eu era apenas um entusiasta da aviação (ainda nem sonhava em ser jornalista), trocava materiais com outros entusiastas por carta, pelo nosso bom e velho correio. Não havia internet, e-mail, facebook, nem celular! Eu havia escrito para um colunista de aviação fazendo perguntas sobre o assunto, minha carta foi publicada e como sempre foi curioso encontrar uma mulher que gosta de avião, muita gente (homens, principalmente) pediu meu endereço para o Jornal e acabei, com isso, fazendo muitas amizades.
De repente, recebi uma carta de um tal de Aldo Bognetti. A letra trêmula denunciava que não era um adolescente, como eu. De fato, ele era um senhor bem idoso e, adoentado, estava preso a uma cama. Mas ele fez questão de compartilhar comigo sua experiência e suas lembranças como piloto da Primeira Guerra Mundial!!!
Um dia, esse italiano me enviou fotos que me entusiasmaram. Fotos originais de seus tempos como piloto de guerra e até a página de um jornal italiano falando do avião que ele voara, um Farman. Fiquei fascinada!
Entretanto, anos depois, tive uma desilusão com a aviação, o que me faria ficar por nove anos 200% (sim até mais que apenas 100%) longe da área. Me desfiz de quase a totalidade de minha coleção, jogando-a simplesmente no lixo mesmo! E entrei em depressão.
Os amigos me escreviam e eu não respondia mais suas cartas. O Sr. Aldo foi um dos que questionou meu sumiço, minha ausência. Mas eu não lhe respondi mais. Quando ele parou de me escrever insistindo em manter contato comigo, acreditei que, como já fosse bem idoso e doente, já tivesse falecido...
Quase uma década depois, o “aerococus” me picou de novo, senti que era a hora de voltar e não mais desistir da aviação, e voltei ao mundinho com cheiro de querosene Jet-A1!
Senti falta de duas coisas, as últimas de que eu havia me desfeito quando em depressão: um livro sobre todos os aviões do mundo e uma foto grande de Congonhas na década de 1940, quase um pequeno pôster, que eu havia dado há poucos anos ao filho de minha colega de serviço, ele se chamava Antônio e era piloto. Como voltei à aviação, finalmente eu conheci esse rapaz e fomos juntos a alguns eventos aéreos. Mas não tive coragem de pedir de volta a ele minhas coisas...
Passaram-se mais alguns anos, e Antônio teve a iniciativa de me contatar e me oferecer de volta o livro que eu havia lhe dado, porque continha muitas anotações à caneta minhas, e ele acreditava que fossem importantes. Aproveitei, então, para perguntar da foto em Congonhas e ele disse que iria procurar.
Passaram-se mais uns anos. Ele disse que não havia encontrado a foto mas ele a mãe continuariam procurando.
Até que no ano passado, a mãe dele me contatou. No e-mail, dizia:
“Solange, como vai você?
Olha, desde aquela época eu continuei procurando, veja, encontrei algumas fotos que você deixou com o Antonio
Me manda seu endereço que te envio pelo Sedex
Fiquei muito contente em encontrá-las
Um beijão
Cristina”

Agradeci e pedi pra me enviar, então, o quanto antes, que eu iria viajar para o exterior em mais alguns poucos dias.
Apesar dela ter dito “fotos” e eu estava desejando apenas uma, julguei que as outras não seriam tão importantes.
Ao receber o envelope, pensei “Finalmente, a foto de Congonhas! Que bom!”
Mas não era ela. Ao abrir o envelope, tinha outro dentro, mais antigo, com letra trêmula nos campos destinatário e remetente...
Eram as fotos de Aldo Bognetti! Eu não lembrava que as havia dado ao Antônio! Eu julgava tê-las jogado fora!
Rezei em agradecimento a Deus e pela alma do velhinho a quem eu nunca mais respondi quando fiquei em depressão... E agradeci muito a mãe do Antônio, também.
Tinham que ser minhas, tinham que ficar comigo, e repartilho algumas dessas imagens com meus leitores, agora. Cenas de uma guerra ocorrida há quase 100 anos...
Sem dúvida, são as fotos originais de aviação mais antigas de minha coleção!

Tenham bons momentos!





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“NOSSAS PRINCIPAIS SEÇÕES”

NOSSA NADA MODESTA COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS

(Erros da imprensa que capturamos por aí. Vamos contar os pecados, mas vamos manter sigilo dos pecadores.)

A Pérola da imprensa especializada em abril de 2009 (revista 4)

“A sede da empresa fica no Aeroporto Jacarepaguá e as operações partem do Aeroporto Santos Dumont, com duas aeronaves turboélices Let 310, sendo que a empresa foi pioneira na utilização desse modelo no País.”

Não existe nem existiu modelo Let 310, trata-se do Let 410.

A Pérola da imprensa especializada em novembro de 2010 (revista 4)

“Em Congonhas estão os Boeing 737-200 (...) e os Airbus A300 PP-SNL e PP-SNN. Em Guarulhos ficaram os 737-200 (...) e o A300 PP-SNN.”

Bem, um avião não pode estar ao mesmo tempo em dois aeroportos, especialmente se ele não voa mais... O de Guarulhos, na verdade, é o PP-SNM.

A Pérola da imprensa especializada em outubro de 2011 (revista 1)

“A Copa Airlines surgiu em 1947(...)O objetivo era atender os destinos domésticos com uma frota de três DC-47.”

Na verdade, nunca existiram aeronaves comerciais chamadas DC-47, mas C-47 (versão militar do DC-3).



A Pérola da imprensa especializada em outubro de 2011 (revista 1)

A Delta Airlines) “É detentora de mais de 700 aeronaves (...)”;
“Frota: (...) Total: 697 aeronaves

Setecentas? 697?


A Pérola da imprensa especializada em outubro de 2011 (revista 1)

US Airways) “Seus hubs estão localizados nos Aeroportos de Charlotte, na Filadélfia, e em Phoenix, no Texas.”

Na verdade, o Aeroporto de Charlotte, hub da US Airways, fica na cidade de Charlotte localizada no estado norte-americano da Carolina do Norte.

Filadélfia (em inglês: Philadelphia) é a maior cidade do estado americano da Pensilvânia e não possui nenhum aeroporto chamado Charlotte....

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CAIXA PRETA DE CAMÕES
“Ele comemora o fato de não ter recebido nem um cancelamento dos pedidos que já fora, feitos no Brasil”.
(Revista 1)
Não seria “nenhum”?
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CAIXA PRETA DE ERASMO DE ROTERDÃ

Por que não em holandês também mesmo quando, aparentemente, o erro é “só” de digitação?
“(...) três voos diretos, com saída do Aeroporto Schipol, na Holanda (...)”

(fonte: Revista 4)

Obs: o nome correto do principal aeroporto holandês é Schiphol. Se um H faz diferença? Qual seria a diferença entre Congonhas e Congonas? Guarulhos e Guarulos?)

 

VALE A PENA LER DE NOVO

De Caixa Preta EXTRA # 2/2000 – 12.08.00

FINALMENTE CONGONHAS RECEBERÁ PASSARELA NOVA!!!!

Graças ao motorista de um caminhão que nesta madrugada não leu a placa que significava “altura máxima 4,5 m” a passarela diante do aeroporto de Congonhas foi atropelada... e morta!!!!

Esse fato lamentável deverá ser comemorado pois, após décadas e décadas de assaltos, tropeços e quedas nos buracos do acabamento gasto (com o risco de tétano devido à estrutura férrea enferrujada), que enchiam de água a cada chuvinha e ainda a sujeira causada pelos ambulantes e transeuntes, a tendência é de construção de uma passarela nova, moderna, com rampa para deficientes, à semelhança da novíssima localizada diante do hipermercado próximo à rua Tamoios. Mesmo porque um novo hotel será erguido lá do lado (Você acha que os hóspedes iriam querer usar “aquela” passarela velha?)

Sabe-se que há tempos os caminhoneiros vinham tentando assassiná-la... Afinal, quantos já não entalaram sob a passarela mais próxima junto à rua Imarés, treinando para o momento histórico que hoje se sucedeu?

Na verdade, ela havia se tornado-se cumplíce da mais nova inimiga do fascínio da aviação. De uns tempos para cá, boa parte do público acostumado a usar a passarela para observar o movimento das aeronaves em uma parte do pátio e da pista, mesmo por pequeno (mas gratuito) espaço entre os prédios do próprio aeroporto, havia migrado para o lado oposto da mesma passarela para ficar observando, de olhos arregaladíssimos, as obras de fundação do futuro hotel, aquele que fará parte do futuro complexo aeroportuário de Congonhas (aliás, por enquanto, parece que só o hotel está saindo do papel).

O enorme buraco aberto por tratores e dezenas de trabalhadores andava atraindo público durante todo o dia e o lado mais próximo do aeroporto andava cada vez mais vazio, apesar de também haver tratores, buraco e muita terra também no pátio do principal aeroporto paulistano. Temíamos que a aviação estivesse perdendo seu fascínio, diante da engenharia civil. Agora, nossa preocupação mais imediata é a seguinte: os filhos terão que andar (muito) mais no Dia dos Pais para levar os papais para verem aviões...

(OBS: e não é que até hoje, fevereiro de 2012, mesmo com o hotel, nada de passarela nova???)

 DIRETAMENTE DA PRÓPRIA CAIXA PRETA:
(diálogos verídicos)

           COLABORAÇÃO

- Rio Sul XXX, informe sua razão de descida...
- É para desembarque de passageiros, Controle...

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- Rio Sul XXX, confirme como recebe o Centro?
- De braços abertos!!!!

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Outro dia, um pequeno bimotor, procedente de Angra dos Reis, cancelou seu plano IFR com destino a Congonhas e desceu em condições visuais, sobre a cidade de Mogi. Entretanto, uma camada de nuvens cobria toda a região, e não havia nenhum sinal de buraco. Quando indagado se estava em condições visuais, respondeu:
- Ahhhhnnn... Controle... estamos com a "expectativa" de obter condições visuais mais à frente... vamos manter esta altitude por mais algumas milhas....
Ao que o Controle respondeu, já ciente da "pelada" que rolava:
- Então, senhor, se sua expectativa não se concretizar logo, suba ao FL070 na proa de REDE, por favor!!!!....

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(enviado por
André Danita)
 

E TEM MAIS...
Abril de 2008. Reportagem sobre a Fidae, a mais importante feira aeronáutica da América Latina, ocorrida no início daquele mês. A revista especializada “4” escreveu que “Como aeronaves de apoio, nos dias finais do evento chegaram um C-5 Galaxy e um C-17 Globemaster III.”
“Deveriam” ter vindo mas nós que estávamos lá não vimos nenhum C-5 (que não é nenhum avião pequenininho e discreto). O Globemaster, sim, vimos e admiramos. Para confirmar, checamos com um outro jornalista, fotógrafo, que ficou até o dia seguinte ao final do evento, quando nós também já havíamos retornado ao Brasil. De fato, acho que só o redator da reportagem supra citada viu o Galaxy, ou se mandou antes do fim da Fidae e escreveu sobre o que deveria ter acontecido... E ainda escreveu que outro avião “O A380 ficou na Fidae 2008 apenas na quinta-feira seguinte, ou seja, não ficou exposto nos dias abertos à visitação pública.”
A feira durou toda uma semana, chegamos lá no segundo dia, uma segunda-feira, o A380 JÀ estava lá e, portanto, não ficou lá somente na quinta. Embora não tenha ficado para o final de semana final da feira...

DESINFORMAÇÃO
Em abril de 2009 a revista especializada “4” publicou um texto falando sobre o hidroavião Princess, da década de 1940. A revista escreve assim: “Recentemente, pesquisadores da Inglaterra descobriram que o avião Princess, o maior hidroavião já fabricado até hoje no mundo, cujo protótipo data de 1948, seria comprado pela BSAA (British South American Airways) para utilização nas rotas que ligavam a Inglaterra ao Rio de Janeiro e Buenos Aires.”

Em primeiro lugar, a revista publica uma informação errada. O “maior hidroavião já fabricado até hoje no mundo” até onde sabemos, foi o Hughes H-4 Hercules, apelidado Spruce Goose. Que voou apenas uma vez, em novembro de 1947.
Pode-se argumentar: “O Princess seria o maior fabricado em série.” Mas foram fabricados apenas três deles, sendo que apenas um voou, e no caso do Hughes, foi fabricado apenas um, que voou.
O texto também não cita o nome completo do modelo, com o da fabricante: trata-se do Saunders-Roe SR.45 Princess, ou, simplesmente, Saunders-Roe Princess. 

Lemos revistas especializadas para nos informarmos, e bem, não é mesmo?

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N O V I D A D E S
Veja na Avião Revue de fevereiro de 2012 minhas impressões de voo inéditas em um avião testando biocombustível (entre Frankfurt e Hamburgo).
(foto divulgação)

Outra reportagem é sobre minha visita, em Amsterdã, ao MRO da KLM, a mais antiga companhia aérea ainda com o nome original. São 90 anos de manutenção, reparos, engenharia e overhaul!
(foto divulgação)






ATENÇÃO!

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Veja o texto da Lei em:
http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2008/02/lei_9610-direito-autoral.pdf


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Plantão Caixa Preta

VENDIDAS AS PRIMEIRAS CINCO AERONAVES DA VASP

Em leilão realizado agora há pouco na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, na capital paulista, quatro lotes, sendo um com uma aeronave inteira e quatro com aviões picotados foram arrematados.
O lote mais polêmico foi o da aeronave PP-SFI, que ainda se encontra inteira, em Congonhas, com poltronas, inclusive de primeira classe, instrumentos no painel da cabine de comando e os motores. Muitos dos interessados questionavam a existência de documentação da rastreabilidade das peças, ou seja, o histórico delas, que os responsáveis pela administração dos bens disseram que poderiam ser localizados, se necessário. Esse lote, correspondente ao número 1, foi, então, deixado como último para ser leiloado para que demais interessados analisassem melhor o próprio interesse pelo avião. Após a venda das sucatas do PP-SMF, PP-SMG, PP-SMS e PP-SMU por 42 mil, 40 mil (dois lotes) e 36 mil reais, voltou-se a oferecer o Boeing 737-200 por lance mínimo de 101 mil reais.
Após uma disputa emocionante entre três interessados, o piloto executivo Ednei Capistrano da Silva  saiu vencedor: pagando na hora R$ 133 mil, ele disse que levará o avião para Araraquara para servir de diversão para as crianças. Ele terá cerca de 50 dias para desmontar e retirar de Congonhas o PP-SFI.
Caixa Preta foi o primeiro órgão de imprensa a entrevistar Ednei, tão logo o leiloeiro oficial oficializou a venda.