quarta-feira, 21 de setembro de 2016

CAIXA PRETA # 130

CP 130 - setembro de 2016


***ESPECIAL***

 BASTIDORES DA LABACE 2016


Para quem não a conhece, a Labace é a Latin American Business Aviation Conferente & Exhibition. Traduzindo, feira e conferência de aviação executiva da América Latina.
A Labace ocorre anualmente, desde 2003, em São Paulo, sendo que não ocorreu apenas no ano de 2006, quando São Paulo estava sendo atacada por várias ações do crime organizado e os organizadores da Labace resolveram não realizá-la naquele ano.
A Labace é pejorativamente chamada por alguns órgãos de imprensa não especializada como “feira dos jatinhos executivos”. Especialmente as emissoras de TV, bem como portais não especializados da internet ficam destacando o luxo dos tais “jatinhos”, como se apenas “sheiks” árabes, magnatas do petróleo (não do petróleo brasileiro, que viu, nos últimos meses, até a Petrobras definhar) e riquinhos excêntricos passeassem de aviãozinho próprio... e só “passeassem” mesmo, por lazer.
Há pelo menos 18 anos eu faço reportagens sobre aviação executiva. Ela é luxuosa? Na maioria das vezes, sim. Precisa ter muita grana pra ter um avião daqueles. Sim, pois os custos de manutenção e operação são bem caros. Mas, vamos fazer uma comparação bem simples e real.  Ou algumas comparações.
Situação um: Um cidadão do povo que pega ônibus lotado todo dia pra ir trabalhar suspira por ter um carro. Pode ser um carro usado ou zero, mas tem que ser um carro próprio. Se for bem confortável, melhor ainda. Para ir trabalhar.
Quando esse cidadão, por sorte, esforço próprio ou herança consegue o carro dele, ele não se torna um “riquinho mimado” pelo conforto a mais a que tem acesso.
Situação dois: O cidadão que ainda não tem carro, e suspira por um, vê um carro passar do lado do ônibus onde ele está. O motorista lá dentro está confortável, até fala ao celular enquanto dirige (embora seja proibido e perigoso), ou ouve as notícias pelo rádio do carro, ou então ouve uma boa música. Naquele dia de semana chuvoso ou de calor infernal, congestionamentos mil, ele não deve estar indo passear de carro. Assim como seu colega no “busão”, ambos estão trabalhando ou indo trabalhar. Não tem “riquinho mimado” nessa história.
Situação três: O cara é empresário. Tem reuniões em várias capitais brasileiras, pois o negócio dele está se expandindo. Mas fica preso nas filas do aeroporto de partida (após se desvencilhar do congestionamento no acesso ao aeroporto). O voo atrasa, quando já está dentro do avião ele não tem espaço a bordo para adiantar a leitura do relatório no notebook e tem que submeter aos horários e dificuldades do voo de retorno também. O dia e a semana rendem pouco. E ele fica tão cansado quanto o cidadão lá dentro do ônibus, que, só por coincidência, é empregado DELE e suspira por um carro.
Situação quatro: O empresário troca o aborrecimento nos aeroportos e aviões comerciais por um jatinho. Voa só quando é absolutamente necessário. O piloto opera a aeronave e cuida do trânsito, digo, do tráfego aéreo, enquanto, lá atrás, o empresário adianta o relatório, revê a documentação, e até relaxa antes de ter uma reunião importante no destino. E, após a mesma, sem mais delongas, sem fila pra avião da Gol, da Latam, da Azul ou da Avianca, volta pra casa no jatinho e ainda consegue ver os filhos antes deles irem deitar!
Coloque no lugar desse empresário o artista que faz vários shows em locais distantes entre si na mesma semana e agrada o cidadão que vai de carro (ou de busão) ao show, com a namorada, com os irmãos, com os pais.
Não tem “riquinho mimado” em nenhuma dessas quatro situações.
Conforto, enfim, custa caro. É luxo para alguns mas necessidade para a maioria – ou mesmo para a totalidade. E o conforto e o luxo da aviação executiva, dos “jatinhos” que estão na Labace, por exemplo, estão por trás de milhares de empregos, principalmente de quem não tem carro.

O que muita gente não sabe ou não percebe:

1)    Que por trás da loja de departamentos que abastece com geladeira, fogão, TV, aparelho de som, celular, máquina de lavar etc a casa do cidadão daquele mesmo ônibus que citamos há pouco, tem uma frota de aviões e helicópteros de quem trabalha para tocar a empresa. Uma dessas lojas, conhecidíssima, é a Casas Bahia. Que tem um departamento de aviação “de jatinhos” surpreendente.
2)    Que, embora a imprensa não-especializada cubra a Labace correndo atrás do “jatinho” mais caro da feira – e que até pode ser um senhor jatão! – não olha para os aviões pequenos do caminho, que ele chamaria de “teco-teco” mas que são tão “aviões executivos” quanto os “jatões”, pois também servem ao dia-a-dia de empresas e empresários e, porque não, de vez em quando também os levam ao lazer. São tão pequeninos assim para serem esnobados?

Mas aproveito esta edição mensal da Caixa Preta para não só rejeitar o preconceito contra os aviões executivos como para também pinçar detalhes dos bastidores da última Labace que são ignorados ou pouco comentados por aí. Afinal, esse é o principal objetivo da Caixa Preta: trazer à luz o que os outros não trazem!



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UMA SELEÇÃO EXCLUSIVA

DE FOTOS DA

LABACE 2016

(TODAS abaixo de autoria de Solange Galante)


Cerimônia de abertura da 13ª. Labace. Ao microfone, Ricardo Nogueira, diretor executivo da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), organizadora do evento desde o início.



Já notou que as aeronaves modernas, as executivas em particular, não possuem mais “winglets” propriamente ditos mas asas com curvas suaves na ponta das mesmas? Tudo em prol de um desempenho máximo e redução de custos. E para entusiasmas fotógrafos de aviação de plantão.



Cessna Caravan (C208) EX: um verdadeiro Jipe voador, já muito conhecido no Brasil em companhias aéreas regionais, táxi aéreo etc.



Cessna Citattion Latitude.



Esquilo (AS 350B2) exposto pela Power Helicópteros.



TBM700N (comercialmente, TBM 900)




O simpático “calhambeque da cerveja artesanal”, levado pela Líder Aviação.




O motor conceito Over-The-Wing Engine Mount (OTWEM) do Honda Jet.



Piper PA-45R-350T Matrix, tão “jatinho” quanto os aviões mais prestigiados pela imprensa não-especializada.



Que tal ser recebido por uma mulher comandante nesse jato executivo?



Deixando o avião limpinho!



Em alguma das futuras Labaces, certamente veremos os novos G500 e G600, em desenvolvimento.



Cabine do Legacy 450



Localização do avião em Congonhas.






Ampla variedade de tecidos e padronagens para customizar cada avião, á escolha do cliente.



Hélice de cinco pás no Pilatus PC-12: novidade da fábrica.



Pá de rotor de helicóptero como as revisadas pelas oficinas da Helibras.



Bell 429 “Magnificent”, super VVIP, com interior italiano e bancos em couro.



Dassault Falcon 8X.



Modelos que a Bombardier considera de maior sucesso em vendas na América Latina, o Challenger 350 e o Global 6000.



Algar Aviation, representante dos produtos Daher-Socata no Brasil.



PC-12 NG, representada pela Synerjet na América Latina.



A graciosa curva da asa do Citation Latitude.



No segundo dia da Labace, a chuva se fez presente.



Vista aérea da Labace no segundo dia.



H135, nova versão do EC135 da Airbus Helicopter. Não estava exposto na Labace mas levou imprensa e convidados para uma voltinha sobre a feira e sobre São Paulo.



Novamente, o Dassault Falcon 8X



Sikorsky S-76C ++ embrulhado pra “presente” (na verdade, para transporte em direção ao cliente final)



Estande da Leonardo – novo nome da AgustaWestland.



Estande da Dassault em seu centenário.



Com o sol de volta no último dia do evento.



Espaço do Helicenter Alphaville com AgustaWestland (Leonardo) Grand New.



Mockup do Bell 505 JetRanger X.



Muito presente durante o evento, esses “tubos” fornecem ar condicionado e energia elétrica para os aviões expostos.



Chegar cedo à Labace pode proporcionar belas imagens como o sereno sobre as aeronaves.



Phenom 100E, marcando presença na área reservada à Embraer.



Phenom 650, na área reservada à Embraer.



Preparando o visual da máquina antes da abertura da feira.



Coronel PM Falconi, comandante do Grupamento Águia, em palestra sobre Resgate Aeromédico.



Estande da Air BP.



Estande da Jetex Flight Support.



Estande da JSSI.



Estande da Good Winds.



Estande da Marcia’s Catering. Modesto? O cartão de visitas está, na verdade, na maioria dos estandes que disponibilizam as comidinhas da empresa.



Alguns dos helicópteros em exposição.



A Embraer distribuiu garrafinhas de água para aliviar a sede dos visitantes.



Simpático ursinho feito com flores, no estande da Embraer.



Uma imagem ao mesmo tempo sofisticada e rural da aviação executiva.



Filas para visitar o Falcon 8X.




Estande da Goodyear Aviation



Principal objetivo da Labace: vender.


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“GROUND HANDLER” HÁ UMA DÉCADA

(TODAS fotos abaixo por Solange Galante)



Boa parte do sucesso da Labace pode ser creditada ao feeling de quem cuida de sua parte mais valiosa, as aeronaves. Ubiratan Lago cuida do ground handling de cada uma das máquinas presentes ao evento desde a terceira edição da feira, ou seja, há quase 10 anos. Ele já trabalhou com handling na Labace por meio das empresas SATA, Swissport e, no ano passado, da Vitsolo, que foi adquirida pelo grupo português In Flight Solutions, que surgiu em 2003. O grupo agregou a seu portfólio o serviço de ground handling em 14 bases da antiga VitSolo e também contratou Ubiratan Lago e sua equipe. A Labace 2016 foi o cartão de visitas da empresa, que está há pouco mais de dois meses no país, sendo responsável, entre outras, pela sala VIP da Star Alliance no GRU Airport.
O desafio de Lago, e que lhe dá grande prazer, é, em três dias antes da abertura da feira, encaixar dezenas de aeronaves executivas de todos os tamanhos no corredor que é quase um U, onde ocorre a Labace. Depois, ele tem três dias para esvaziar o “circo”. Para tudo isso ele utilizou uma equipe de nove pessoas, fora o equipamento: tratores elétricos e pushbacks tradicionais. A logística já lhe causou muito estresse como quando, segundo ele, em uma das feiras anteriores, demoraram 7 horas e meia para puxar um Dassault 7X até seu local de exposição, invariavelmente, em um dos cantos do corredor. “Naquele ano, trabalhamos à noite e na madrugada inteirinha, foi muita confusão, e quando eu terminei de colocar no pátio o último avião da Gulfstream – que, também invariavelmente, fica no fim da área de exposição – abriram a porta da feira lá embaixo.” Depois disso, há uns seis anos, foi instituído um procedimento pelo qual há horários certos para cada aeronave entrar e, quem entrar atrasado paga multa de 100% do valor do espaço por uma hora. “Se atrasar duas horas eu tiro da feira e continua com a multa. E só quando estabelecemos isso é que funcionou.” De fato, até agora, ninguém foi multado, muito menos expulso.
Lago não tem lucro algum, faz seu trabalho em troca do estande e pela fixação da marca. “Eu tenho grande prazer em fazer essa feira.” Depois, no último dia, um minuto após o fechamento dos portões de acesso à Labace, começou o desmonte e as aeronaves também teriam três dias para serem retiradas do local. E tudo sempre dá certo, tamanha a organização.
A In Flight Solutions está presente no continente americano e na Europa. A divisão Brasil presta assistência a passageiros e handling em geral bem como manutenção e reparação de Equipamento GSE (equipamentos de terra como dollies, escadas e carretas para bagagem) e de componentes de aeronave (ULD - Unit Loading Device, como pallets ou conteineres).


ACOMPANHEI COM EXCLUSIVIDADE O INÍCIO DO DESMONTE DA LABACE E RETIRADA DOS PRIMEIROS AVIÕES PELA INFLIGHT SOLUTIONS



















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IMPRENSA INTERNACIONAL
COBRE FEIRA NO BRASIL
MAS ESQUECE QUE ELA ESTÁ NO HEMISFÉRIO SUL


(Fonte: Aviation International News/

Bombardier Forecasts Region's Bizjet Demand

 - August 27, 2016, 10:00 AM

Bombardier sees a demand for nearly 800 new business aircraft in Latin America over the next decade. (…)
Despite the economic slump which Brazil is currently in the throes of, Bombardier remains bullish on the country, which just hosted the summer Olympic games. Currently the OEM has 140 aircraft operating in the country.
(…)


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Obs: o sublinhado foi por nossa conta.

Ok. Podem até alegar que escreveram “Summer” em oposição aos Jogos Olímpicos de Inverno, que ocorrem em alguns países do hemisfério norte. Mas, considerando que foram realizados no inverno brasileiro, poderiam apenas escrever “Olympic Games” e ponto final.

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AVIÃO INVISÍVEL TAMBÉM ENTROU NA CONTA


(Fonte: Assessoria de imprensa EGOM/release)


LABACE 2016 supera expectativas e leva ao aeroporto de Congonhas mais de 9 mil pessoas

(...)

A LABACE deste ano contou com 136 marcas e 41 aeronaves expostas. Os maiores fabricantes de aeronaves, peças e serviços estiveram mais uma vez na feira. 

(...)

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Obs: o sublinhado foi por nossa conta.

Sobrevoamos a feira de helicóptero no segundo dia de sua realização. Durante os três dias em que durou a Labace, nenhuma aeronave, seja helicóptero ou avião, entrou ou saiu do local do evento. Fotografamos e contamos cada aeronave. Foram expostas exatamente 39 aeronaves e um mockup (que não é aeronave real) de helicóptero. Somando o mockup, foram 40, portanto. Essa uma que ficou faltando na conta certamente é o Epic, que estava lá apenas “em espírito” (veja adiante a história do Epic)


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O DIVÓRCIO DA TEXTRON E OUTRO DIVÓRCIO,
O DA BOMBARDIER.

A Textron é uma holding norte-americana que controla empresas fabricantes de aeronaves civis e militares e acessórios, entre elas a fabricante de helicópteros Bell, a fabricante de motores aeronáuticos Lycoming, e as fabricantes de aviões Cessna e Beechcraft. Todas, entre outras, empresas muito conhecidas nesse dinâmico mundo da aviação, onde, inclusive, sucedem-se fusões, incorporações, compras, vendas e outros negócios envolvendo empresas tradicionais, etc.
Justamente por esse movimento na indústria ao longo das décadas, os produtos da Textron ficaram pulverizados por vários representantes. Um deles foi a Líder Aviação.
Ex-Líder Táxi Aéreo, a empresa muito tradicional na aviação executiva brasileira e com mais de 50 anos de história, já foi representante das aeronaves Learjet no Brasil e, depois que a Bombardier, do Canadá, assumiu a fabricação dessas aeronaves, a Líder perdeu essa representação mas voltou a representar seus outros produtos também, como o Global Express e Challenger, há alguns anos. A Líder também representou a Bell Helicopter e a Raytheon Aircraft Company, ex-Hawker Beechcraft Corporation.
Sua concorrente, a TAM Aviação Executiva – ex-TAM Táxi Aéreo Marília – que é representante Cessna há mais de três décadas, foi crescendo no mercado brasileiro e trouxe para seu “guarda-chuva” a Bell Helicopter, irmã da Cessna na Textron.
No ano passado, durante a Labace 2015, a Textron montou um estande próprio e ficou do lado de suas duas representantes no Brasil: TAM Aviação Executiva e Líder Aviação. Na ocasião, escrevemos a respeito:
E nada é tão bom que não possa ser melhorado. Essa frase pode resumir o relacionamento entre a TAM Aviação Executiva e a norte-americana Textron Aviation, empresa proprietária das emblemáticas marcas Beechcraft, Cessna e Hawker, que respondem por mais da metade das aeronaves de aviação geral em voo no mundo. Por isso, a Textron aproveitou a Labace para anunciar a expansão da parceria de longa data com a empresa brasileira, com a aprovação de sua instalação (da TAM) em Jundiaí (SP) como centro de serviços autorizado para turboélices Beechcraft King Air. A Textron espera ainda autorizar nos próximos meses outras instalações da TAM para suporte do turbo-hélice. Aliás, a TAM AE pretende investir este ano R$ 50 milhões na expansão de serviços que melhorem o atendimento e o suporte aos clientes das marcas que representa.
Outra representante de produtos da Textron, a Líder Aviação, apresentou, entre as aeronaves em exposição, o Beechcraft King Air 250 com o sistema de aviônicos Pro Line Fusion e upgrades de cabine, certificado no ano passado. A Textron aproveitou a aeronave na Labace em um tour latino-americano logo após o evento em São Paulo. O Pro Line Fusion é uma das arquiteturas de aviônicos mais confiáveis do Mercado e o primeiro sistema totalmente touch-screen. Em breve ocorrerá a certificação do mesmo equipamento também para as aeronaves King Air 350i/ER e King Air C90GTx. Outro produto Textron exposto pela Líder Aviação foi o Beechcraft Baron G58, outro best-seller.
Por sua vez, A TAM Aviação Executiva trouxe para a 12ª. Labace dez aeronaves dos 20 modelos que compõem seu portfólio, duas delas pela primeira vez no Brasil: os Cessna Citation Latitude e Citation CJ3+. Do reino das aeronaves de asas rotativas, a TAM AE também trouxe o helicóptero Bell 429 WLG trouxe ainda um Bell 407GX para promover a nova geração do modelo, o Bell 407GXP. Complementando a frota trazida pela TAM AE também teve destaque o inédito no País mockup completo do Bell 505 Jet Ranger X.”
No ano passado, também escrevemos que “Além da Textron, a Líder também é representante da Bombardier e as aeronaves expostas foram um exemplar de cada família produzida pela fabricante canadense: o jato leve Learjet 75, com alcance de 3.700 km e capacidade para nove passageiros; o jato médio Challenger 350 (alcance de 5.900 km e também nove passageiros), ostentando decoração Baccarat para a feira), e o jato grande Global 6000, com alcance de 11.100 km e para 13 passageiros.”
Toda a imprensa especializada achou meio desconfortável uma gigante como a Textron ter dois representantes também enormes no Brasil e estar ampliando sua parceria com apenas uma delas.
Daí, em fevereiro de 2016 aconteceu o esperado: a TAM AE passou a representar com exclusividade a marca Beechcraft. Era o divórcio da Textron com a Líder. A TAM AE cresceu, e a Líder Aviação encolheu como representante, mesmo porque não ficou só nisso. Após ter perdido este ano a representação da Textron para a linha Beechcraft – condição que estava estranha após grande parte dos produtos Textrox Aviation terem migrado ou estarem já na TAM AE – a empresa com sede em Belo Horizonte comunicou ao mercado, às vésperas do início da última Labace, que decidiu não renovar sua parceria com a Bombardier para a venda de aeronaves novas. A decisão foi justificada após a fabricante canadense de aviões executivos passar a adotar, em todo o mundo, um novo formato de parceria, atuando diretamente nos mercados locais. Na América Latina especificamente, além de fazer venda direta, a Bombardier optou por escolher “representantes preferenciais”, que também poderão trabalhar os produtos da marca. A Líder informou, no mesmo comunicado, que também lhe foi oferecida essa condição de representante preferencial, mas considerou que “tal formato não está alinhado com suas estratégias comerciais, além de contribuir para criar uma dinâmica de mercado confusa e sujeita ao surgimento de conflitos”. A consequência foi a não-renovação – e o divórcio entre Bombardier e Líder.
Mas a Líder continua sendo uma das maiores empresas de aviação executiva do Brasil, representante exclusiva, já pelo segundo ano, do novo e revolucionário jato japonês HondaJet, além de prestar atendimento aeroportuário (o chamado FBO: Fixed Base Operator), compartilhamento e administração de aeronaves,  seguros aeronáuticos, manutenção de várias marcas, inclusive de pás de helicópteros, treinamentos, operações como táxi, contratos de transporte offshore e onshore (para plataformas marítimas e na Amazônia, respectivamente, para o mercado de óleo & gás), venda ou revenda de aeronaves e peças. Pois, mesmo após dois divórcios este ano, a vida continua!





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ESQUECERAM DA LABACE 2015


Textron Aviation expõe jatos e turboélices líderes em suas categorias na LABACE 2016.

(...)

Será o debut do mais novo jato da Cessna, o Citation Latitude que a partir de São Paulo pode ir sem escalas á qualquer destino na América do Sul. Também é esperado a presença de helicoptéros da Bell Helicopters, a tradicional fabricante americana que também faz parte do grupo Textron.

(...)

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Obs: o sublinhado foi por nossa conta.

Não, não foi o debut do Latitude. Ele esteve no ano passado na Labace 2015 (quando foi realmente o seu debut), conforme minha foto abaixo:



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A DATA MUDOU, MAS A PÁGINA, NÃO

Assisti a uma das palestras realizadas na Labace, mas quem preparou o documento em Power Point esqueceu que a data da Labace já tinha mudado, faz tempo, devido à realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Aliás, infelizmente, mais uma vez a imprensa, tanto a especializada quanto a não-especializada, divulgaram quase nada sobre os eventos paralelos realizados todo ano durante a Labace, sempre excelentes, por sinal.



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COMIDAS DE ...  ESTANDE!


Uma seleção de fotos do que foi oferecido de mais especial nos estandes durante a Labace 2016! Pois o glamour da aviação executiva também passa pela gastronomia!




Estande da Gulfstream







Estande da Algar Aviation




Estande da Synerjet/Pilatus





Espaço da AGS/Helipark




Estande da Helibras





Happy Hour da Líder/Honda Jet




Estande da Rockwell-Collins



Estande da Rockwell-Collins






Estande da Good Winds



Estande da Good Winds







Estande da Helibras



Estande da AGS/Helipark


Estande da ABAG




Estande da Dassault



Estande da TAM AE



Estande da Shell Aviation (Raizen)







Estande da Embraer







Estande da Embraer



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HISTÓRIAS DE ANAC:

ONDE ESTÁ O EPIC?


Mais uma vez a Anac pisa na bola. Anunciado para estar presente na Labace deste ano, junto ao estande de sua representante no Brasil, a Somma Aviation, o Epic não apareceu, contribuindo com a redução da frota exposta na Labace 2016. Gianfranco Somma, diretor Executivo da empresa, apressou-se em explicar, em um totem que substituía o elegante monomotor turbo-hélice, o que havia acontecido com o Epic.
Segundo Gianfranco, a Agência Nacional de Aviação Civil não emitiu autorização especial – prevista na atual legislação brasileira, e baseada na legislação norte-americana – para que a aeronave, que viria da cidade de Americana (SP), onde fica a sede da Somma Aviation, pudesse sobrevoar área densamente povoada, por ser ainda de categoria experimental no Brasil, e chegar à Labace. É certo que após a queda do avião experimental CA-9 de Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, na Zona Norte de São Paulo em março passado, a Anac ficou como gato escaldado. Por mais que Gianfranco tenha mostrado toda documentação solicitada pela Agência, e explicado sobre o andamento do projeto de certificação do avião nos Estados Unidos – quando ele deixaria de ser uma aeronave experimental –, foi às vésperas do início da feira, quando o espaço já estava reservado e a exposição do Epic, anunciada, que chegou a negativa oficial da agência.
Indignado, como era de se esperar, Gianfranco Somma passou boa parte dos três dias dedicados à venda de seu produto acrescentando informações sobre o corrido a todos que lhe perguntavam a respeito. Segundo ele, os responsáveis pela autorização especial para esse voo, plenamente possível, simplesmente não quiseram se responsabilizar e assinar o documento. Como Gianfranco escreveu no totem explicativo: “Na véspera do evento, recebemos uma ligação dando uma negativa à autorização. Questionamos qual seria o critério ou requisito para tal resolução, e o gerente da GGCP (Gerência-Geral de Certificação de Produto Aeronáutico), simplesmente disse não existir um procedimento para tal solicitação, que eles simplesmente não dão esta autorização. Fiquei intrigado quanto à operação de diversos experimentais que costumam ir à feira todos os anos, e o fazem sem problemas. Este disse que seriam aeronaves de pesquisa de mercado, diante disso, questionei o tipo de certificado que estas aeronaves tem, ele me disse CAVE (Certificado de Autorização de Voo Experimental) ou seja, o mesmo da restrição. Perguntei onde está previsto na regulamentação a autorização ou distinção deste tipo de aeronave (pesquisa de mercado) e simplesmente NÃO existe no RBHA 91 (que trata de Regras Gerais de Operação para Aeronaves Civis). Mostrou, entretanto, o MPR-100 (Manual de Procedimentos) com instruções internas para a Anac que cita uma possível isenção para esta classe, mas que também cita que o GGCP PODE emitir autorização para outras classes de experimental. Quando questionamos sobre a situação, ele disse que o GGCP “pode mas não dá”, e, assim ficamos proibidos de a levar a aeronave, mesmo com apresentação de todos os documentos pedidos, espaço pago na Labace e etc. Gostaríamos de pedir desculpa aos clientes e amigos que aguardavam ansiosamente o momento de ver pela primeira vez o avião pessoalmente, mas este setor da Anac e sua falta de preparo nos impediram de tornar este anseio em realidade.”
Quem é o Epic? O monoturbo-hélice (motor PT6A-67A) Epic LT possui seis assentos, é construído em fibra de carbono, e tem performance de jato, podendo voar a 325 Ktas a 34.000 pés. A suíte de aviônicos é a Garmin G1000. A certificação deverá ocorrer nos Estados Unidos em 2017. Recentemente, seis aeronaves Epic LT rodaram o mundo visitando nove países e 21 cidades em 21 dias, com término no final de julho passado.
Logo que recebeu a negativa da Anac, Gianfranco Somma levou a aeronave para Jundiaí, onde ela permaneceu durante o evento para receber a visita de interessados. Ou seja, ela sobrevoou área povoada ao se deslocar entre Americana e Jundiaí – não há regra alguma especificando que experimentais só não podem voar sobre cidades muito grandes, como São Paulo. Mas, sem dúvida, apresentar o Epic em Jundiaí não livrou a empresa do enorme prejuízo financeiro e de imagem causado pela falta do Epic na Labace.
Soubemos também, ainda dentro da Labace, que Gianfranco questionou a presença de outros experimentais, todos os anos, em todas as Labaces – este ano, inclusive, ou seja, se a regra de não sobrevoar áreas densamente ocupadas não deveria valer também para as outras.
O interessante é que, depois dessa reclamação, feita ainda no primeiro dia do evento, o adesivo “experimental” perto da porta do Dassault Falcon 8X exposto na feira, aeronave que ainda está em processo de certificação no Brasil simplesmente desapareceu!!!!!!!





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*****Na próxima edição mensal da Caixa Preta prosseguiremos com as fotos de “MISSÃO EUROPA 2015 – ALGUNS MOMENTOS” bem como a publicação das outras seções rotineiras da edição mensal da Caixa Preta.*****



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