domingo, 5 de julho de 2026

Plantão Caixa Preta

 MICK JAGGER É PÉ FRIO MESMO!

(por Solange Galante)

Fim de Copa para a Selixão... digo, Seleção Brasileira de Futebol... E não é que o mega astro do rock e líder dos Rolling Stones, o octagenário Sir MICK JAGGER mais uma vez comprovou sua fama de "jinx" no futebol. 

Por exigir 60 assentos em classe executiva e a patrocinadora oficial AZUL não ter aeronave disponível para essas e outras exigências, a CBF alugou o ZS-NEX. Esse Boeing 767-300da sul-africana Aeronexus tem em seu histórico justamente ter transportado a banda Rolling Stones britânica em sua turnês de 60 anos, em 2022.

(foto: Daniel Carneiro)


O resumo abaixo (via IA) conta a história das "coincidências":

A lenda esportiva ganhou notoriedade e se transformou em uma das crendices mais divertidas do futebol: 
  • O suposto início em 1984: A lenda diz que a "zica" começou no Brasil durante um Fla-Flu, quando ele foi ao Maracanã, torceu pelo Fluminense e deixou o estádio um minuto antes do gol do título tricolor. 
  • Copa de 2010: A reputação estourou na Copa da África do Sul, onde Jagger assistiu a vários jogos e quase todas as seleções que ele apoiou publicamente (como Estados Unidos, Brasil e sua Inglaterra natal) foram derrotadas. 
  • Copa de 2014: O ápice da superstição no Brasil ocorreu quando ele declarou torcida pela Seleção Brasileira diretamente do estádio Mineirão e presenciou a histórica goleada de 7 a 1 para a Alemanha.
  • A "maldição" recente: A superstição segue tão forte que, em anos recentes, a torcida voltou a brincar com o cantor após ele assistir a derrotas de times como o Arsenal na final da Champions League, e até mesmo após ele declarar apoio a candidatos em eleições presidenciais. 

E, pesquisado um pouco mais, dá para se ir mais à fundo nessa lenda. A fonte é a coluna Music Non Stop, do Uol, aqui escrito por Jota Wagner. Resumo e copio alguns trechos (que estão em itálico):

Mick participou de um filme de 1985, considerado "tosco, talvez inspirado nas pornochanchadas brasileiras dos anos 70". 

Para justificar nossa tese de que foi este filme quem botou definitivamente as botas de gelo em Mick Jagger, já podemos começar pelo seu nome: Running Out of Luck (“ficando sem sorte”, em português). Era uma previsão do futuro. Na trama, Mick interpreta a si mesmo vindo ao Brasil de férias com uma namorada. Os dois brigam, a mina se manda e ele se perde no interior do país. Apanha de travestis, é feito escravo sexual por uma fazendeira e tem seu passe comprado por uma prostituta, até conseguir fugir. 

Mas o pior – para os amantes do futebol – ainda estava por vir.

Há uma cena, no entanto, emblemática. Perdido na mata e zonzo de insolação, o músico encontra um terreiro de candomblé e come a comida do santo, a oferenda feita nos rituais. Vacilão demais! Segundo a tradição umbandista, comer ou beber as oferendas faz com que a pessoa absorva toda a energia colocada naquele determinado trabalho espiritual. Seguindo esta lógica, o trabalho que Jagger profanou no filme deve ter sido feito para o fracasso esportivo de algum rival.

Um filme "sem qualidade cinematográfica, que teve pouca audiência" e, ainda conforme a coluna do Uol, "ninguém gostou". 

O filme está no Youtube, na íntegra, para quem tiver curiosidade:

https://www.youtube.com/watch?v=WTME8OVBVL4 

E a coluna escrita por Jota Wagner está neste link:

https://musicnonstop.uol.com.br/mick-jagger-pe-frio/


Para completar, relacionado à pátria natal do Mick: A Inglaterra nunca mais venceu uma Copa do Mundo (a única foi em 1966) e jamais ganhou uma Eurocopa.

(Jejum de Copas que completa 60 anos este ano. Mesma marca (60 primaveras) que os Rolling Stones comemoraram voando com o ZS-NEX quatro anos atrás.)

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