sábado, 15 de junho de 2019

PÉROLAS VOADORAS!

NOSSA EXCLUSIVA 
COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!


Erros da imprensa especializada e não-especializada sobre aviação.



“Der acordo com a polícia, o helicóptero, modelo Augusta A190E decolou de um heliponto em Manhattan (...)"

(Rede TV News, 10 de junho de 2019, sobre acidente com helicóptero em Nova York)

Na verdade, o fabricante/modelo do helicóptero corretos são Agusta 109E. Não existem, conforme a repórter narrou.


sexta-feira, 7 de junho de 2019

SPEECH

AZUL INAUGURA VOO PARA PORTO, EM PORTUGAL


(Foto: Solange Galante)

(Texto: Assessoria de imprensa da Azul e Solange Galante, editado e atualizado)


Porto amplia a experiência de voar Azul para fora do país

Inaugurado na última segunda-feira, o novo destino internacional da companhia terá três voos semanais e ampliará oferta de ligações para Clientes da Azul entre Brasil e Portugal

A partir do dia 3 de junho de 2019, Porto, em Portugal, se tornou o 12º destino atendido pela Azul fora do país. Com o voo inaugural que partiu de Campinas às 17h20 desta segunda, a companhia ampliou a oferta de voos entre Brasil e Portugal para 17 frequências semanais, fortalecendo o principal centro de conexões da Azul no país e oferecendo uma nova opção de destino na Europa para Clientes que voam Azul. As ligações entre as cidades acontecerão três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas, com as aeronaves modelo Airbus A330.

A cidade portuguesa é o segundo destino europeu a contar com voos da Azul, que já atua em Lisboa. Com o novo voo, Campinas, que hoje é o principal centro de conexões da América do Sul, passará a ter ligações diretas e regulares para 59 dos 113 destinos da Azul, sendo seis deles internacionais: Orlando e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, Lisboa e Porto, em Portugal, e Buenos Aires e Bariloche, na Argentina.

“Com muito entusiasmo, ampliamos hoje a nossa malha internacional, voando para mais um destino na Europa. A decolagem desse voo representa uma nova página na história da Azul. Ao mesmo tempo, Campinas, nosso maior hub no país, fica ainda mais fortalecido, com uma nova opção de destino para nossos Clientes, conectando toda a nossa malha doméstica e internacional. Estamos muito felizes com o início dessa operação e temos certeza de que esse voo será um sucesso”, ressalta o Vice-Presidente de Receitas da Azul, Abhi Shah

Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Rio, Goiânia e Cuiabá serão as principais cidades brasileiras a contar com conexões convenientes para o novo voo Campinas-Porto. Em cerca de nove horas, Clientes poderão partir dessas regiões e desembarcar na cidade portuguesa. Além disso, em Porto, a Azul, em parceria com a TAP, oferecerá conexões imediatas para Amsterdã, Genebra, Luxemburgo e Londres.

A experiência de voo internacional
Além do conforto e da qualidade dos produtos e serviços da Azul em voos domésticos, voar com a companhia para fora do país traz requintes de sofisticação. A experiência começa no lounge da Azul em Viracopos. Em um espaço de 820 m² com capacidade para 240 pessoas, a empresa oferece home theater, chuveiros, varanda panorâmica e uma área com chaises, disponível para todos os Clientes que embarcarem em um voo internacional da empresa.

Para quem viaja com a Azul, o máximo conforto está garantido. Os jatos A330 da Azul contam ainda com o sistema de entretenimento Panasonic eX3, uma das soluções tecnológicas mais avançadas do mercado. Os televisores dessa classe têm 16 polegadas e são equipados com controle remoto e também contam com modo touchscreen. Em todas as classes, a qualidade de reprodução de vídeos é em HD. As telas são equipadas com uma porta USB, que serve, sobretudo, para recarregar dispositivos móveis.

Os Clientes da Azul Business também têm à disposição alguns itens de conforto, como edredom, travesseiro, fone de ouvido e uma nécessaire, que contém meia antiderrapante, máscara para os olhos, escova de dentes, creme dental, protetor auricular, além de creme hidratante, protetor labial e água. E quando o assunto é refeição, o cardápio não fica para trás, contando sempre com quatro opções, que variam entre carnes, peixes e massas. Os pratos são acompanhados de sopa, saladas, queijos e pães, além de entradas especiais e sobremesas diferenciadas.

SOBRE INOVAÇÃO E FALTA DE.

O A330 aguardando os passageiros para o Porto. A Azul inova na rota mas os obstáculos ainda são grandes na aviação brasileira. (Foto: Solange Galante)

(Texto: Solange Galante)

Marcelo Ribeiro, diretor de Planejamento e Alianças da Azul Viagens, foi um dos executivos que atenderam a imprensa durante evento que ocorreu antes do voo inaugural do dia 3 de junho, em Viracopos. Entre os assuntos e informações prestadas sobre o novo marco para a empresa, ele lembrou como a Azul Linhas Aéreas é uma empresa inovadora desde seu início, inclusive na escolha do Aeroporto Internacional de Campinas (VCP) como seu hub. Viracopos, como é sempre lembrado, é um dos aeroportos internacionais brasileiros que menos sofre com questões meteorológicas – quando eventualmente "fecha", o fato é tão raro que vira notícia até no horário nobre dos telejornais. Nesse mesmo dia da coletiva e cerimônia do novo voo da Azul, deixamos São Paulo debaixo de chuva mas chegamos a Campinas sob um tempo nublado mas com bastantes aberturas de sol, e sem uma gota d'água caindo do céu.
Aliás, Viracopos vive um momento delicado. O aeroporto que foi redescoberto pela população brasileira graças justamente à Azul, perdeu, entre 2015 e 2016, durante a recente crise do País, três companhias estrangeiras – American Airlines, Copa Airlines e TAP Air Portugal. Hoje, a própria administradora, vencedora da concessão de 2012, a Aeroportos Brasil, encontra-se em recuperação judicial, de modo que muitos investimentos prometidos para já vão ficar para depois. Depois dos leilões vindouros, que definirão quem administrará o aeroporto nos próximos anos – e que poderá ser a própria Aeroportos Brasil, se conseguir outros sócios. Um dos investimentos será, óbvio, a tão desejada segunda pista, que justamente já causou uma enorme dor de cabeça à Azul em outubro de 2012 durante um grave incidente com um MD-11F da empresa cargueira Centurion.
Marcelo Mota, diretor de Operações de Viracopos, comentou sobre as qualidades do aeroporto e o que já foi feito resultando em desenvolvimento. Particularmente, eu lembro que o Brasil ainda está aprendendo com as concessões de aeroportos internacionais que tem realizado mas a Europa, que está em um outro patamar nesse quesito, já amadureceu bastante quanto à concorrência aeroportuária. No Velho Continente os grandes aeroportos disputam literalmente cada passageiro com facilidades, tecnologia, conforto, conexões, acesso às metrópoles e parceria com as empresas aéreas.Estive visitando por duas vezes Schiphol, em Amsterdã (Holanda), ambas visitas com cunho profissional, e fiquei impressionada como seus administradores mantêm foco total em o tornarem um dos maiores aeroportos do continente – e se manterem, já que Schiphol está entre os melhores hubs europeus. Mas, lá, são seis pistas, transporte por trem até o centro da capital holandesa em apenas 20 minutos e, no Brasil... Viracopos, em particular, além da falta urgente de uma segunda pista, tem sido por décadas preterido pelos governantes brasileiros em prol de outros empreendimentos, sendo que um trem rápido poderia levar passageiros de São Paulo e até do Rio de Janeiro para Campinas, o que sempre foi prometido, nunca foi feito, e, parece, agora caiu de vez no esquecimento.
A inovadora Azul ressuscitou Viracopos, antes só um aeroporto cargueiro, e transformou-o em hub com uma interessante e confortável "ponte rodoviária" partindo de vários destinos, inclusive do interior, rumo VCP. Na falta de trem, ela tem seus confortáveis ônibus. Que viabilizam inclusive essa nova opção para voar a Portugal, onde ela já têm várias frequências para Lisboa também.
Lembrando que a empresa, não só por causa do nó que sofreu em sua malha com o incidente da Centurion, vem sendo uma verdadeira guerreira diante das concorrentes brasileiras – considerando, aqui, como brasileira, inclusive uma concorrente que aqui nasceu mas deixou há anos de sê-lo. Como é natural, por mais que Campinas lhe sirva muito bem, a Azul, que nasceu em 2008, expandiu suas operações para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas e tinha a possibilidade de ampliar sua participação no principal aeroporto da cidade de São Paulo diante da quebra da Avianca, mas não conseguiu romper uma barreira aparentemente construída por Latam e Gol dentro da Abear para mudança de regras no vindouro leilão da Avianca.
Questionado por mim sobre as razões da recente saída da Azul da Abear, Marcelo Ribeiro lamentou que foi ficando cada vez mais difícil haver um diálogo dentro da Abear onde deveria haver consenso. "Foi ficando cada vez mais difícil ter consenso sobre qualquer coisa" ele disse, observando que na Associação não havia decisão por maioria, mas por consenso.
Em relação ao caso da Avianca, ele comentou que a Azul tinha um plano de salvamento da empresa, "que foi o que a gente apresentou. Mas, em última instância, não foi o que prevaleceu, prevaleceu fatiar a empresa em sete partes."  Segundo ele, isso pode causar desinteresse no leilão. Em relação especialmente à rota Rio-São Paulo – popularmente chamada ainda de Ponte Aérea, embora nada lembre da antiga Ponte Aérea dessa rota, onde um pool de companhias atuava em conjunto, mas hoje é cada uma por si –   ele comentou: "Para operar na ponte aérea, precisa ter no mínimo 15, 16 voos. Se você fatia esses 21 voos da Avanca em 7 partes, não dá pra ninguém operar uma ponte aérea...."
A Azul não tem mais interesse em participar do leilão, se ele realmente ocorrer, segundo Marcelo. "Essa história está se arrastando cada vez mais, vai acabar não acontecendo... a empresa está parada, 'groundeada', e os funcionários foram quem mais saíram perdendo.", e ele, alerta: "O que está muito nos preocupando, é que se esses slots forem perdidos e voltarem para a Anac, que é a coordenadora do aeroporto, e forem distribuídos de acordo com as regras atuais, de novo eles serão fatiados. Hoje, são divididos pelas empresas que operam lá, entre nós, a Gol e a Latam. Cada uma ficaria com 7 dos 21 slots. A Gol e a Latam, que já têm 88% dos slots do aeroporto vão para 90 e pouco por cento. E a gente, vai de 3 voos por dia para 20... E a (nossa) ponte aérea é o quarto maior mercado do mundo. E o único que ficará só com duas operadoras. Sendo no mundo só há dois com três operadoras, uma delas no Brasil, onde vai acabar ficando com duas.”
Moral da história: tudo, no Brasil, é motivo para se justificar a necessidade de mais concorrência para promover a queda no preço das passagens aéreas, como a famosa cobrança de bagagens. Mas, sem um consenso realmente em prol de mais concorrência, não se vê no horizonte qualquer indício disso se viabilizar.
Passageiros, oremos!

sexta-feira, 31 de maio de 2019

SPEECH

CAIU O REBOCO...


(por Solange Galante)

Infelizmente, quando algumas empresas aéreas mudam de dono, a qualidade despenca. No caso da brasileira TAM, comprada pela chilena LAN (sob o pomposo nome de "fusão"), resultando na atual Latam, a mudança visual da marca nas aeronaves está beeeeem lentaaaaaa, devagaaaaaar, quase parandoooooo, a ponto de nem mesmo se manter no mínimo aceitável a pintura das aeronaves originais da TAM. Nem mesmo uma provável devolução das mesmas para breve justificaria tanto descaso e, leiam-me os passageiros, isso (falta de tinta e de cuidados) pode sim afetar, a médio ou a longo prazo, a parte estrutural do avião.
No mínimo dos mínimos, é uma enorme falta de respeito para com seus clientes, da parte de uma empresa tão grande e influente no mercado Latino-Americano.
¡Qué vergüenza!





quarta-feira, 29 de maio de 2019

***Colaboração***


ACIDENTES AÉREOS DEMAIS NO BRASIL?



(O TEXTO ABAIXO FOI INSTIGADO PELA NOTÍCIA " Morte de Gabriel Diniz: por que o Brasil tem tantos acidentes com aviões de pequeno porte? " publicado no Portal Uol em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2019/05/27/morte-de-gabriel-diniz-desvio-de-funcao-de-avioes-menores-aumenta-risco-de-acidentes-avaliam-especialistas.htm?fbclid=IwAR0yFucN6bHwp_PxGJMYH5y20Sr55jYsSrwKtZXkvi6X0_IuQ-mgV4jMv5U )
(por Lauro Ney Batista)

Cada vez que acontece um acidente aéreo com alguma celebridade é sempre a mesma coisa: Um festival de bobagens, especulações e "achismos" em toda mídia. Aviões de todo tipo e tamanho caem todos os dias e por inúmeros motivos, mas geralmente só aviões grandes e/ou com muitas fatalidades e/ou quando morre alguém famoso é que viram notícia. Se esse avião de aeroclube tivesse se acidentado só com os pilotos, provavelmente só seria notícia na cidade local e nos grupos ligados à Aviação nas redes sociais. Mas como faleceu alguém famoso, então virou assunto principal na mídia e motivo de debate de "especialistas". A aviação tem problemas no mundo todo. Não é apenas aqui no Brasil e são por "N" motivos. Mas se querem se fixar apenas no "desvio de função" e "falta de manutenção", então o principal "culpado" são os altos custos e as dificuldades burocráticas do setor aqui no Brasil. Só quem tem avião ou trabalha nesse segmento para saber as dificuldades. Se até as grandes empresas aéreas quebram aos montes no Brasil, imaginem as pequenas. Aí, quando alguém com um pouco mais de dinheiro (um novo executivo, um artista em ascensão, etc.) descobre que só um voo fretado poderá atender às suas necessidades, também descobre que, exceto pelos grandes centros (SP, RJ e olhe lá...), a aviação executiva praticamente INEXISTE no Brasil. Então, quais as alternativas? Para quem tem “amigos” com jatinho para emprestar, tais como alguns políticos, fica fácil. Mas, e quem não tem?? Então, antes de ficar “apontando o dedo” e elegendo “culpados”, tentem conhecer (e se possível viver) o dia-a-dia de quem trabalha na aviação no Brasil. Existem erros e abusos? Certamente. Mas se tivéssemos as mesmas condições operacionais que nos países civilizados (os EUA, por exemplo), a situação seria muito diferente.

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(por Solange Galante)
Quando Aviação não é sinônimo de "brinquedinho de rico, acessível apenas aos endinheirados para passearem em locais paradisíacos",  é considerada "mal necessário" – necessária, mas MAL – ou um transporte demoníaco ou fábrica de cadáveres. Tá mais do que na hora da aviação ser tratada com seriedade: um meio de transporte importante, caro, porque tem um alto grau de exigências quanto à segurança e tanto seus problemas quanto dificuldades devem ser encarados de frente visando serem solucionados por meio de fiscalização eficiente e eficaz, coerência e lógica na regulamentação e até tratamento menos sensacionalistas por parte da imprensa. Para podermos começar a conversa.


segunda-feira, 27 de maio de 2019

SPEECH

E LÁ VEM AQUELA CHATA, DE NOVO, FALAR DE DIREITO AUTORAL!!!

Sim, sou eu mesma, falando, aqui, desse assunto...

(por Solange Galante)

Quem me acompanha há bastante tempo deve lembrar desse aviso, que eu colocava ao pé da chamada "edição mensal" da Caixa Preta:

ATENÇÃO!

Todos os textos e fotos postados neste Blog estão protegidos pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, a Lei de Direitos Autorias.
Algumas revistas, não só de aviação, se baseiam na Lei 5.988/73 que foi revogada pela Lei 9.610/98. Independentemente se você é jornalista formado e/ou registrado ou não, sendo autor de qualquer obra intelectual, fique atento!!!

Veja o texto da Lei EM VIGOR em:


Na era da Internet, fotos digitais, redes sociais etc todo mundo acaba achando que nada é de ninguém, nem foto, nem texto, nem imagem pessoal, nem número de documento etc etc etc. Bem, lamento informar que não é bem assim... O resultado? fotos íntimas compartilhadas e expondo as pessoas, adulteração de fatos e fotos gerando inclusive fake news e exploração de material por parte das publicações (revistas, internet etc), que deveriam reembolsar o autor do material que lhes cede a imagem ou conteúdo. Só que, se há Lei de Direitos Autorais ela deve ser cumprida e servir de parâmetro para, pelo menos, haver RESPEITO entre as partes.

Neste final de semana, esta minha foto abaixo...



...publicada originalmente em http://caixapretadasolange.blogspot.com/2015/12/plantao-caixa-preta_21.html (ou seja, aqui no MEU Blog), eu a encontrei em outro Blog (que não vou mencionar aqui, pois o motivo não é denegrir ninguém em particular) sem sequer menção de meu nome (está identificado o crédito no meu Blog), muito menos sem ter me pedido autorização para isso. Ao invés de informar ao proprietário do outro Blog privativamente, eu fiz meus comentários publicamente, no Blog dele. O que, claro, o deixou chateado. Mas não foi indelicadeza minha. Foi para chamar a atenção principalmente de seus leitores/internautas. Pois o proprietário do tal Blog deve ter recebido a foto de terceiros – caso não tenha sido ele mesmo que capturou a minha foto, é claro.

Há alguns anos, quando eu publicava a coluna Caixa Preta em um site de outra pessoa, escrevi uma matéria inédita para esse site. Meses depois, achei a minha mesma matéria publicada, também sem mencionarem a minha autoria, em um site de um Museu de aviação! Sem ter tido minha autorização! E como eu fiquei sabendo disso? Pela pior maneira possível. Eu tinha sugeriu o mesmo texto, que eu havia publicado só no site da outra pessoa (e publicado com meu nome como autora, tudo devidamente identificado) para publicação na revista Aero Magazine, onde eu colaborava. O editor, por acaso, viu o mesmo texto (sem qualquer nome como autoria) lá no site do Museu e achou que eu havia plagiado ou mesmo furtado o texto de outro autor! Mas consegui provar que era meu mesmo, pois o texto ainda estava no site onde eu publicava a Caixa Preta.

Questionado o administrador do site do Museu ele disse que havia recebido o texto como sugestão de um internauta. E o publicou sem saber e sem se importar em pesquisar de quem era. Ou seja: fulano viu o meu texto no site onde eu publicava Caixa Preta, deu Ctrl C / Ctrl V e mandou inocentemente como sugestão pro site do Museu, que (agradeço ter gostado do texto, senão não publicava) fez upload imediatamente.

Por isso, desde quando existe a Caixa Preta como Blog, independente, eu tenho como filosofia só aqui publicar meu material não utilizado por revistas, material inédito, ou republicação de material meu. Oriento as pessoas que corretamente me pedem permissão para republicar meu material em seus sites ou blogs, que apenas compartilhem o link do material no meu Blog. Pois, se eu permitir que material meu seja publicado aqui ou ali, posso até esquecer que permiti e perco o controle se alguém copiar do tal outro site ou blog e passar para terceiros, quartos, quintos, sextos etc...

No universo (ou devo dizer selva?) da internet há zilhões de sites e blogs com fotos e texto corretamente identificados quanto à autoria... ou não. O tal blog que publicou minha foto do Airbus da Vasp no cemitério de GRU sem autorização e sem crédito, na mesma página em que a minha foto aparece, tem outras fotos sem identificação. Algumas, capturadas do famoso site Airliners.net têm a identificação padrão desse site de fotos aeronáuticas mas acredito que não tenha a autorização de cada autor. Já usei fotos do Airliners em minhas matérias em revistas ou no Blog e, sempre que foi possível, pedi essa autorização aos autores. Sempre que estes me responderam, autorizaram sem qualquer custo. Nas raríssimas vezes em que publiquei ou publico fotos ou partes de textos sem identificação do autor, coloco claramente que não sei quem é ele, mas capturei o material aqui ou ali e deixo explícito que, a qualquer momento, se o autor se identificar, provar que o material é dele e pedir para eu retirar, eu retiro sim. Na hora, e sem mágoas.

Não, não é mimimi. Pesquise a respeito com escritores, músicos, atores, jornalistas, pesquisadores. A pessoa cria um trabalho e tem que ter esse trabalho respeitado. Muitos, como eu, vivem do que produzem de texto ou foto. O mínimo a fazer é colocar a autoria. O certo é pagar pelo trabalho alheio. Mesmo que for foto de Spotter, o autor tem todo o direito a ser indenizado pelo uso. Internet, em especial, não deve ser terra de ninguém.

É difícil acompanharmos o uso indevido ou não de tudo o que produzimos mas, sempre que o autor ou autora der a sorte (ou o azar) de encontrar o material em local não autorizado, pode e deve questionar quem o está usando e pedir remuneração ou a retirada do ar, como eu fiz. Mimimi é a pessoa achar que tem o direito de ser dono ou dona do material alheio, mesmo que o esteja valorizando ao reproduzi-lo. Lembrando mais uma vez: se há Lei, existe crime nisso. 

Aliás, se alguém achar material meu suspeito de ter sido utilizado indevidamente, ou sabe a autoria de material no meu Blog que não identifiquei corretamente, por fsvor, ME AVISE imediatamente!!! E será recompensado por isso!!!

A chata voltará ao assunto sempre que for necessário, tá bom???

Obrigada!!!!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

NOTÍCIAS CAIXA PRETA



Primeira edição da HELI-XP, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, mostrou vigor do setor.

Segundo dados da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e da Abraphe (Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero), a cidade de São Paulo já tem, há alguns anos, a maior frota de helicópteros do mundo, tendo já superado a cidade de Nova York. A metrópole estadunidense, aliás, tem maior número de operações turísticas com essa categoria de aeronave, enquanto que São Paulo, por suas características de trânsito intenso, carência de vias de acesso, limitações de velocidade de tráfego e violência urbana, possui intenso uso da mobilidade aérea, especialmente dentro da própria região ou para sair da região metropolitana para pontos específicos do interior, ou vice versa. Sem contar a cobertura aérea da imprensa e atendimento para-público, em especial das polícias civil e militar paulistas, e incluindo o transporte de órgãos humanos para transplantes. Frequentemente, somente pelo ar grandes empresários, artistas e esportistas conseguem cumprir seus compromissos e reuniões fugindo do caos da mobilidade terrestre.

Com o crescimento intenso da frota brasileira desde meados da década de 1990, o setor, cada vez mais pujante, no entanto, não conseguia emplacar um evento exclusivo. Houve diversas tentativas, no Campo de Marte, por exemplo, e mesmo a famosa Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), a feira internacional de aviação executiva que marca presença anual no Aeroporto de Congonhas desde 2003, não tinha aeronaves de asas rotativas em suas primeiras edições.

Mas, enfim, o setor ganhou um presentão em 2019: o surgimento da Helicopter Experience ou, simplesmente, Heli XP. Organizado pela G2C Events, a feira escolheu um local mais do que propício para ocorrer: o Helipark, o centro de serviços e hangaragem para helicópteros, localizado na cidade de Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo.

(Foto: Solange Galante)

O evento nasceu justamente por uma demanda de mercado. Foram dois dias – 15 e 16 de maio – só para quem gosta de helicópteros e quer fazer negócios voando ou já os utiliza como ferramenta de trabalho. O trade relacionado ao segmento estava em peso presente ao Helicopter Experience, cuja estreia já superou todas as expectativas de público, com cerca de mil e quatrocentos visitantes e 55 pousos de helicópteros. Sim, muitos deles nem estavam participando oficialmente do evento mas a presença de vários modelos, dos vários fabricantes com certificação no Brasil, especialmente dos usuários do Helipark, permitiram aos visitantes apreciar em voo a grande variedade dessas máquinas maravilhosas. O Heli XP mostrou-se um híbrido de feira de negócios e evento de relacionamento, aberto apenas para convidados e profissionais do setor como pilotos, empresários, fornecedores etc. Cinquenta marcas estiveram em exposição, além de 25 aeronaves expostas para comercialização – cerca de US$ 50 milhões em máquinas – , estandes ocupando um dos hangares do Helipark, mais uma área Premium, que movimentaram os dois dias do evento, atraindo um público de três mil e oitocentas pessoas no total. Ao todo, foram cento e setenta e quatro pousos de helicópteros particulares trazendo seus proprietários e convidados para o Helicopter Experience, isso sem contabilizar voos do aplicativo parceiro do evento e de helipontos próximos.

Entre as empresas presentes em estandes rigorosamente iguais em tamanho e características – para ninguém se sobressair, e todos serem tratados igualmente como importantes – estavam a Líder Aviação, Pratt & Whitney, EFAI, Razac Trading, Whelen Aviaton, Dancor Seguros, Aero Import Consultoria, Mach Training, Avionics Services, Sertrding, Mapfre, Bose e MTX Aviation. Um restaurante com preços e variedade que agradou a todos, banheiros limpos e bem localizados, tornaram as visitas ainda mais agradáveis.

Um auditório para palestras também foi uma das atrações e contou com temas e palestrantes de grande interesse aos visitantes.

(Foto: Solange Galante)























O SONHO E A REALIDADE

Os helicópteros, que já foram tratados apenas como artigos de luxo,  já fazem parte da rotina das pessoas e a feira veio fortalecer a presença e importância das aeronaves de asas rotativas como ferramenta de ganho de tempo, utilidade pública e mobilidade. Se desenhos animados e filmes de ficção científica do passado criaram na mentalidade das crianças de outrora a possibilidade de deslocamentos aéreos urbanos no então futuro “Século XXI”, essa realidade já se firmou por meio do helicóptero, ainda no século XX. Inclusive, a primeira empresa de voos urbanos por aplicativos – a evolução do transporte aéreo dentro das metrópoles – a aterrissar na capital paulista, a Voom, também presente ao evento, faz uso intenso do helicóptero. Além disso, vivemos o século do reinado dos drones, veículos aéreos não tripulados muito populares inclusive nas cidades, realizando as mais diferentes tarefas. Essas aeronaves utilizam justamente a tecnologia das asas rotativas e já são o embrião do transporte urbano de pessoas do futuro, sem pilotos, inclusive, já em desenvolvimento.  

Com um futuro tão promissor, e contando com o apoio de um evento desse porte, o setor comemora a primeira edição do Heli XP, que superou as expectativas de seus realizadores, patrocinadores, expositores e visitantes.

“Estimamos que o relacionamento proporcionado aos expositores irá gerar negócios para os próximos três meses. Só durante o evento, tivemos a concretização de cerca de US$ 5 milhões em negócios, segundo informações prévias fornecidas pelos próprios expositores”, comemora Gledson Castro, sócio idealizador da feira. Gledson, já no primeiro dia, ficou admirado com a quantidade de visitantes acessando o Helipark por automóvel, o que gerou, momentaneamente, um congestionamento no estacionamento local, jamais visto antes.

Segundo Roberta N. Yoshida, sócia criadora do evento, desde o conceito e criação até a comunicação do Helicopter Experience, o helicóptero foi tratado como uma importante ferramenta de mobilidade, principalmente nos grandes centros. E a partir deste kick off, que foi a feira em si, “passaremos a criar ações para manter o Heli XP ativo até sua próxima edição, através de ações para conectar os próprios expositores e fomentar a geração de relacionamento com o mercado e com os usuários, seja ele pessoa física ou jurídica”, completou.

A geração de negócios também se estendeu à área Premium, que contou com marcas como Cyrela, Intermarine, Via Itallia (Maserati), Alma Premium, Feira Parte, Esch Café e Porsche Design.

Por sua vez, o Helipark viveu seu dia de “Aeroporto de Congonhas das Asas Rotativas”, tamanho era o movimento de decolagens e pousos que nem a chuva, que teimou em aparecer, aplacou.

CABE NUMA MOCHILA

(Foto: Solange Galante)

Todos carregamos um notebook, um tablet, toda sorte de equipamentos em uma mochila. Agora, pode-se transportar também em mochilas GPUs (Ground Power Units), ou seja, Unidades de Energia de Solo com poder para energizar aeronaves, e a lista de modelos que podem utilizar o equipamento é enorme: além da maioria dos helicópteros presentes à Heli XP, e mesmo alguns que não estiveram presentes, como os aviões Grand Caravan, Bonanza, Baron, PC-12 etc.

Como explica Tamara Savelkoul, representante da empresa brasileira Flying Box, as unidades de 5 kg, que são montadas pela Avionics Service, podem substituir as tradicionais de 100 kg fornecendo 100 ampéres. Outro modelo, ainda mais potente, pesa cerca de 20 kg e fornece 300 ampéres. Este, naturalmente, não cabe em uma mochila mas também é muito mais compacto que um GPU tradicional equivalente.


MUITO MAIS QUE O DRONE QUE VOCÊ TEM EM CASA

(Foto: Solange Galante)

Por sua vez, Tiago Giglio Rodrigues, fundador e diretor executivo da empresa JetWind, exibiu uma maquete do RPA (Remotely Piloted Aircraft) RQ-17 ION que opera com características VTOL (Vertical Takeoff and Landing), atendendo o conceito de “performance de aeronave de asa fixa + flexibilidade operacional de aeronave de asa rotativa.” Como plataforma de inspeção e para filmagens aéreas, o RPA possui patentes sendo requeridas no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e no WIPO (World Intellectual Property Organization) da Suíça. Projeto 100% brasileiro, o RQ-17 ION foi lançado na última LAAD, no Rio de Janeiro,  no estande da ABINDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança).

GALERIA

Estive presente ao primeiro dia do Heli XP, com a sorte de ter o sol presente, em alguns momentos, entre uma chuvinha e outra, que refrescou mas não conseguiu reduzir o entusiasmo dos presentes. Confira mais imagens do Heli XP:

(Todas as fotos abaixo de Solange Galante)

 Bell 505, um dos maiores sucessos da fabricante dos EUA.


 Agusta Grand, um dos sucessos da Leonardo.


 MD 902 da MD Helicopters, sem rotor de cauda.


 A AGS Logistics literalmente embrulha os helicópteros que transporta.


AW 139 da Icon Aviation: conforto à toda prova.

 Esquilo AS 350 B2: dispensa apresentações!

Leonardo Agusta Grand à venda 



Outro modelo da Leonardo: Agusta A109 Power


 
Aeronaves da Robinson: os helicópteros mais frequentes no Brasil.


 
R66: o modelo a turbina da Robinson


 
Robinson R44

 Robinson e MD juntos

Dois Robinson R22 da Vertical Escola de Aviação 

 Compare as linhas externas deste R44...

 .. e deste R66.

 Mais um A109 Power

 Mais um R44 (preto) ao lado do R66 (azul)

 Bell 206 visitando a Heli XP.

 H120 Colibri

 O pátio esteve o tempo todo repleto de helicópteros.

 Mais um Leonardo/Agusta Power vindo para pouso.

 Newscopter R44 da Helicóptero Digital Ltda.

 
 Helibras AS 350 B3

Mais um AS 350 B3 

 Airbus EC 135P2+

 Decolagem do MD902

 Mesmo com alguma restrição de visibilidade durante a chuva leve,
muitas decolagens e pousos durante o evento.

 A organização do evento foi muito elogiada.

 O Helipark mostrou-se o local ideal para a Heli XP.

 Airbus EC 130 B4

 Na exposição estática, duas fileiras de aeronaves.

 O Newscopter "Tubarão" do Grupo Bandeirantes

 Um Dauphin AS 365 N2 de táxi aéreo.

 Um dos "Pelicanos" da Polícia Civil de São Paulo.

 O Newscopter com o Cmte. Hamilton nos comandos.

Mais um Esquilo decola: a decolagem do Heli XP
também foi tranquila e promete mais em 2020!




















 (Todas fotos abaixo de Solange Galante)