sexta-feira, 22 de junho de 2018

PÉROLAS VOADORAS!

NOSSA EXCLUSIVA E MUITO FOFA
COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!


Uma edição especial com erros encontrados na revista
Aero Magazine!

A Pérola da imprensa especializada em abril (presume-se, já que não publicam o mês) de 2017

“A própria Embraer se tornou a empresa que é por causa de um avião capaz de pousar em regiões ermas – o Bandeirantes.” (1)

Todo mundo sabe que o avião que deu início à Embraer e é, até hoje, um de nossas orgulhos nacionais pelo impulso que deu à indústria aeronáutica brasileira chama-se "Bandeirante", no singular. Alguém pode perguntar "Que mal há se foi apenas um S a mais?" Respondo: a diferença entre o nome próprio Ruben e Rubens em um documento oficial.

Mais uma pérola dupla da mesma edição:

“A Abag organiza a principal feira de aviação de negócios da América Latina, a Labace (Latin America Business Aviation Conference and Exposition” (1)

O nome correto da Labace é Latin American Business Aviation Conferende and Exhibition. Ou seja: além de comer S, comem também N (não foi a primeira vez que fizeram isso), além da palavra errada no fim, em relação a uma feira que sempre acompanharam, inclusive editando um extinto jornalzinho oficial. Uma falta de cuidado na redação e na revisão.

E seguimos com a mesma edição, noutra reportagem:

“A gigante estatal Rostec, por meio de sua divisão de exportação, a Rosoboronextport, (...)” (1)

O nome correto é Rosoboronexport. A revista colocou um T a mais, no meio... Tá, "apenas" um T, mas que eu enxerguei! (aqui sobrou letra, incrível!!!)

* * * * * 

A Pérola da imprensa especializada em janeiro (presume-se, já que não publicam o mês) de 2018


“Novidades nas asas rotativas - O mercado de helicópteros também terá novidades nesta década. Em 2015, a Bell realizou o primeiro voo do 525 Rentless, um helicóptero médio destinado a operações offshore (...).” (1)

A Bell ainda não conhece esse modelo de helicóptero, já que o que ela lançou chama-se, na verdade Relentless (que significa em português "Implacável", mas que foi reduzido, pela revista "especializada" a "Sem aluguel", que é a tradução de "Rentless...)

Que feio!!!

(1) O destaque (negrito vermelho) foi incluído por mim


A seguir, "pérolas" da mesma revista já publicadas em Caixa Preta (vale a pena ler de novo!) 


A Pérola da imprensa especializada em setembro de 2006 (nessa época, citavam o mês...)

 

“(...) foi o único piloto a apresentar-se no Salão Aero Espacial do Brasil, feira internacional de aviação realizada em São José dos Campos, em 1972.”

O famoso Salão Aeroespacial de São José dos Campos ocorreu na verdade em setembro de 1973.


(Abaixo, da mesma edição):


“Alberto Bertelli faleceu aos 66 anos enquanto dormia em 09 de dezembro de 1980, na cidade de Rio Claro.”

A data oficial do falecimento de Alberto Bertelli é 08 de dezembro de 1980.”


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A Pérola da imprensa especializada em fevereiro de 2008 (nessa época, citavam o mês...)

“Fotolog interessante que traz algumas curiosidades e fotografias da aviação antiga no País, da época da visita dos zeppelins, Não deixe de ver a imagem tirada da cabine de comando de um velho Junker-52, em aproximação para pouso no Rio de Janeiro.”


Um erro bem comum de revistas sem um revisor que entenda de aviação: o nome correto é Junkers. Mesmo no singular.


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A Pérola da imprensa especializada em março de 2008 (nessa época, citavam o mês...)

“Curiosamente, o primeiro operador do F-100 no Brasil foi a regional TABA (Transportes Aéreos da Bacia Amazônica), que voou com dois jatos no início dos anos 1990. Estes aviões (prefixos PT-MCN e PT-COM) foram devolvidos ao fabricante (...).”

Na verdade, a TABA recebeu seus dois Fokker 100 apenas em 1993 (respectivamente em 06/07 e 03/12), sendo que a TAM recebeu antes seus primeiros PT-MRA e PT-MRB (respectivamente em 28 e 29/09/1990). Também a matrícula (matrícula é o nome correto, não “prefixo”) correta do segundo F-100 da TABA é PT-MCO.

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A Pérola da imprensa especializada em fevereiro de 2009 (nessa época, citavam o mês...)


“A aeronave tinha sido despachada (...) com o sistema de reverso do motor direito inoperante e, no momento do pouso em Congonhas, não conseguiu desacelerar, saindo da pista principal (18/36) e chocando-se com um edifício do outro lado da avenida Washington Luís.”

As pistas em Congonhas ainda são 17/35...


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A Pérola da imprensa especializada em março de 2009 (nessa época, citavam o mês...)


“O Boeing perdeu quase sete metros da asa esquerda durante o choque e entrou em parafuso numa altitude irreversível.”


Aqui, referindo-se ao choque do Legacy contra o Boeing da Gol em 2006, o correto nesta legenda é “atitude e não “altitude” como aliás, está escrito correto no texto.


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A Pérola da imprensa especializada em setembro de 2009 (nessa época, citavam o mês...)


“Outro caso de turbulência ‘atípica’ em altitude, presumivelmente de ar claro, foi o do Airbus 320 da TAM, no dia 26 de maio, na altura de Ribeirão Preto, ao término do voo Miami-Guarulhos.”

Na verdade a aeronave foi um Airbus A330-200. A TAM nunca voou com o A320 nessa rota...

(Abaixo, da mesma edição):

“A cabine de comando, repleta de relógios e instrumentos de voo, também tinha espaço para o engenheiro aeronáutico.”


A cabine, no caso, era do Concorde e, é claro, estavam se referindo a engenheiro de voo, pois “engenheiro aeronáutico” geralmente não compõe tripulação...


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A Pérola da imprensa especializada em abril de 2010 (nessa época, citavam o mês...)


 “No ano em que a Força Aérea Chilena comemorou 200 anos de existência (...).”

Tá certo, a FACh é bem mais antiga que a FAB mas completou “só” 100 anos, ainda não chegou aos 200...”

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A Pérola da imprensa especializada em outubro de 2010 (nessa época, citavam o mês...)

“A NHT atua na região Sul, a Sol no interior paulista e no Oeste do Paraná(...)”

Na verdade, a Sol Linhas Aéreas, regional paranaense, nunca voou para o interior de São Paulo


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A Pérola da imprensa especializada em fevereiro de 2011 (nessa época, citavam o mês...)

“Ainda não se sabe a causa do acidente e a caixa preta da aeronave também não foi encontrada.”


O acidente, no caso, foi com o Airbus A330 da Air France. Como há duas “caixas pretas” nos aviões, o FDR e o CVR, e nenhuma havia sido encontrada até então, o certo é que “as caixas pretas” não haviam sido encontradas.

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A Pérola da imprensa especializada em fevereiro de 2011 (nessa época, citavam o mês...)


“A Airbus pretende vender 400 unidades de seu cargueiro militar A400M nos próximos 20 anos no mundo todo. Países do Oriente Médio e do norte da África devem encomendar entre 50 e 100 aviões. Ele acredita que a Airbus pode tirar clientes dos concorrentes Lockheed Martin e Boeing, quando os contratos encerrarem. O executivo previu que a demanda global por aviões cargueiros militares será de cerca de 800 unidades nos próximos 30 anos e que a divisão militar da Airbus pretende ter metade desse mercado.”


Ele QUEM????????????????


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A Pérola da imprensa especializada em novembro de 2011 (nessa época, citavam o mês...)

“Em 2004, quando (Tarcísio Gargioni) era executivo da Gol, começou a conquista de 22% do mercado com 22 aeronaves. (...) Hoje, a primeira companhia low-cost low-fare brasileira tem mais de 110 aviões e ostenta um market share de aproximadamente 35%.”


A Gol não foi a primeira empresa brasileira dentro do conceito low-cost low-fare. Antes dela veio a Nacional Transportes Aéreos, que começou a voar com um Boeing 737-400 matriculado PP-NAC em 26 de Dezembro de 2000 – a Gol começou a voar dias depois, em 15 de janeiro de 2001.


Mais pérolas da mesma revista, em breve! 

domingo, 10 de junho de 2018

SPEECH

DIREITO AUTORAL É COISA SÉRIA, "MULEQUES"* !!!



(Por Solange Galante)
(Atualizado às 23h30)

Quem acompanha meu Blog desde 2012 já está acostumado a ver esse alerta aqui:

NUNCA É DEMAIS LEMBRAR SUA RESPONSABILIDADE
DIANTE DO MATERIAL DOS OUTROS!
ATENÇÃO!
Todos os textos e fotos postados neste Blog estão protegidos pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, a Lei de Direitos Autorias.
Algumas revistas, não só de aviação, se baseiam na Lei 5.988/73 que foi revogada pela Lei 9.610/98. Independentemente se você é jornalista formado e/ou registrado ou não, sendo autor de qualquer obra intelectual, fique atento!!!
Veja o texto da Lei EM VIGOR em:

Há bastante tempo eu bato nessa tecla do respeito ao Direito Autoral.
É o direito de qualquer pessoa, jornalista ou não, escritor, ilustrador, fotógrafo ou não – ou seja, eu, você, seu vizinho, seu colega de trabalho etc –, de ser reconhecido e até remunerado, quando for o caso, diante de sua obra intelectual.
E o que é "obra intelectual"? Trocando em miúdos, é o que seu espírito pessoal usou para criar, sua percepção, seu gosto, sua técnica, e a fixou num texto, num pendrive, num papel, num arquivo em jpeg ou de word, pdf etc, mas que jamais exista somente no plano das ideias, sem estar "fixa" em algum lugar como os que citei aí em cima.
E na Lei Brasileira toda fotografia tem direito autoral assegurado. Mesmo aquela feita em local público, onde muitas pessoas ao seu redor também fizeram foto do mesmo objeto ou pessoa, assim como você próprio. Milhares de pessoas fazem a foto de um astro do rock num palco, mas cada foto tem seu direito autoral assegurado a quem fotografou.


Se antes era trabalhoso produzir uma foto, hoje em dia, com as facilidades da tecnologia, quando pode-se fotografar e filmar com mais facilidade graças aos equipamentos digitais e à informática em geral, as pessoas, especialmente os jovens, sempre fascinados com este novo mundo, esquecem que quem fotografa é um autor que deve ser respeitado.
O mesmo vale para textos. Antigamente, também era complicado copiar um texto. Hoje, além de ser mais fácil, as plataformas digitais facilitam sua republicação.
Explicando melhor: o famoso CTRL "C" + CTRL "V" pode passar, instantaneamente, um texto de um site para outro ou para um Blog. É por isso que, cada vez mais, ao se tentar fazer isso, as pessoas deparam com essa mensagem, em páginas como, por exemplo, as da Folha de S. Paulo na internet:


"Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link https://www1.folha.uol.com.br/mercado/... ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado."

Essa é uma maneira com que a Folha (no caso) se protege contra a praga do CTRL "C" e CTRL "V" onde quem não pode, não quer ou não consegue produzir material de qualidade prefere copiar dos outros e publicar como se fosse seu. Pois ela, Folha, produziu, investiu $$$ com isso e, de repente, uma pessoa que quer dar destaque ao próprio site ou Blog, usa texto alheio para isso.

E que legislação é essa citada pela Folha e por mim aí em cima como Lei Brasileira?

Esta, a lei do Direito Autoral. (veja em 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9610.htm)

Em resumão: copiar material dos outros, ou dizer que o autor é você e não o autor real, é CRIME.

Já comentei sobre minha experiência pessoal. (vide http://caixapretadasolange.blogspot.com/2012/05/plantao-caixa-preta_17.html​),  quando, embora tenha demorado, me vi vitoriosa ao processar quem havia usado indevidamente, sem autorização meu material (texto e foto). E essa não foi a única vez.

É por isso que procuro sempre citar o autor da foto e/ou texto que uso em meu Blog. Na eventualidade de não saber quem é ou foi o autor, deixo isso bem explícito, permitindo ao autor, se reconhecer seu material e quiser que eu o retire do ar, fique inteiramente à vontade. Mas, na maioria das vezes, não encrencam, quando o material está creditado (ou seja, com a identificação do autor).

Já busquei fotos de que necessitava para matérias em revistas no famoso Airliners.net. Ao encontrar o que poderia me servir, eu SEMPRE escrevi para o autor, me identificava, solicitava a foto e informava a razão da solicitação, e perguntava se o autor queria pagamento por ela ou não. Até hoje, em todas as vezes em que solicitei e o autor me respondeu à mensagem, ele não pediu dinheiro, apenas que creditassem seu nome (a identificação de autor) e que lhe mandasse o arquivo digital (geralmente em .pdf) onde foi publicada. Simples assim.
Agora, pelo contrário, aquela mesma revista que, como comentei aqui no Blog, alegou ter visitado por dentro o Antonov 225 quando por sua passagem por São Paulo no ano de 2016, publicou uma foto obtida na internet ( no mesmo Airliners) em sua reportagem impressa sem qualquer identificação de autor. Eu, pessoalmente, investiguei e descobri quem era o autor (um piloto comercial, inclusive; e que a foto era antiga) e avisei-o que havia encontrado a foto dele na revista. Ele confirmou que não havia autorização para uso por parte da revista, contatou-a e solicitou ressarcimento (pagamento em dinheiro), que foi, então, realizado.
É assim que funciona no mundo inteiro. E esse autor da foto interna do An-225 nem sequer era fotógrafo profissional, isso não é necessário: era "autor", isso basta, para reivindicar seus direitos!

Voltando às facilidades (e inconveniências) da vida digital.
As pessoas acham que internet é terra de ninguém. Isso inclui se fazer proprietárias do conteúdo da internet para copiar e colar como se fossem delas, a todo momento, de qualquer jeito.
Eu chamo essas pessoas de "muleques". Muleques dos 8 aos 80 anos. Aí a idade mental é que dita as regras. Um "muleque" é irresponsável. É soberbo. E vive de curtidas, de "likes", de prestígio virtual. De quantidade de amigos nas redes sociais. Por isso que saem copiando e colando material alheio como se fossem deles para se mostrarem "os bons". 

Mas, já dizia minha tataravó, quando nem se sonhava com a existência da internet, que a "Mentira tem pernas curtas".


===VAMOS A UM FATO REAL QUE IDENTIFIQUEI===

Vejam a foto abaixo.




Vejam a data e o local da foto e a câmera com que foi supostamente feita. E o nome do fotógrafo, do lado do Copyright (imagem seguinte).





E o que é Copyright, mesmo?

Copyright é outro nome para direito autoral, a propriedade literária, que concede ao autor de trabalhos originais direitos exclusivos de exploração de uma obra artística, literária ou científica, proibindo a reprodução por qualquer meio. É uma forma de direito intelectual.

Veja mais em "
http://copyright.com.br/Direito-Autoral-Direito-Legal.html"

Voltando à nossa foto... isso significa que o suposto autor da foto do MD-11F da Lufthansa tem direito a receber grana (sim, $$$) pelo uso da foto se outra pessoa quiser usá-la, ou receber, por exemplo, revistas, livros, publicações onde ela for usada. Pode ainda concorrer a concursos e prêmios com ela, pode ter seu nome homenageado pelo bom trabalho que fez etc etc etc. Muito mais do que apenas receber curtidas, "likes" etc.

Em suma: direito autoral é uma coisa muito séria!!! Tão séria que “Os direitos patrimoniais do autor perduram por 70 anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil.”


E

"Após este prazo a obra cai em “domínio público”. Mas, isto não quer dizer que o nome do autor será desvinculado à obra. Não. O crédito de autoria sempre deverá ser atribuído, o que ficará sem validade serão as disposições e a necessidade de autorização quanto a reprodução e publicação daquela obra."

(fonte: https://www.megajuridico.com/direito-autoral-tem-prazo-de-validade).

Bem, está claro, não é?

Voltemos à foto.

Datada de 7 de novembro de 2016. Estaria aquele autor e aquele avião juntos em Curitiba, no Aeroporto Afonso Pena, para ter sido feita a foto?

A resposta é NÃO!!!

Busquei pela ferramenta Flight Radar 24 h e encontrei os seguintes dados do mesmo avião D-ALCH:




Em 7 de novembro o citado MD-11F da Lufthansa NÃO esteve em Curitiba, como citado na foto, somente em Viracopos (Campinas). Aliás, não esteve a semana inteira em Curitiba.

Clicando, na publicação da foto (no segundo arquivo de captura de tela acima), na linha Canon PowerShot SX60 HS 3 Show Exif data é possível ter acesso ao EXIF da foto.

O Exif é uma especificação seguida por fabricantes de câmeras digitais que gravam informações sobre as condições técnicas de captura da imagem junto ao arquivo da imagem propriamente dita na forma de metadados etiquetados.
Não se altera os dados do Exif. Pois é um instantâneo das características únicas da foto.


E é aí que nosso fotógrafo denunciou a si mesmo. Veja abaixo:




Veja na oitava linha.
Essa é a verdadeira data e horário da foto acima: 8 de dezembro de 2016, às 9h06min:


EXIF.DateTimeOriginal2016:12:08 09:06:03

Aí, fomos verificar novamente no Flight Radar 24 e, realmente, o D-ALCH esteve em Curitiba nessa data e horário (descontando o horário de verão brasileiro, que, não obrigatoriamente, o Exif exibe – só exibe se o fotógrafo alterar o horário da câmera antes de fazer a foto), conforme abaixo:



Observação: o horário 09:06:03 é o horário da foto, enquanto o MD-11F taxiava. Pousou um pouco antes, por volta de 8h59 (sem contar o horário de verão, que aparece na relação do Flight Radar 24).

Voltamos ao EXIF da foto em questão.
A real câmera que o fotografou foi a (vide terceira linha):
IFD0.Model
Canon EOS REBEL T3

Que, quando contatei o suposto autor da foto, questionando-o sobre que câmera usava, ele negou possuir a Revel (apenas a citada Canon PowerShot SX60 HS 3 ) da descrição da foto.

Descobri também que a mesma foto teve também upload em outro site de fotografias de aviação, este:




Nesta, os principais dados do Exif também estão presentes. Os mesmos que aparecem junto à foto postada no outro site, da JetPhotos:
Camera setting: Canon EOS REBEL T3, 1/800s, f/4.5 at 79mm ISO 200.


Mas, afinal, se o suposto autor da foto publicou-a com dados incorretos, por que o fez?

Resposta: por que não foi ele quem fez a foto.

verdadeiro autor da foto publicou-a neste site






E citando a data correta em que o D-ALCH esteve em Curitiba:
Curitiba - Afonso Pena (CWB/SBCT) (Brazil)   December 8, 2016

Essas são as provas físicas, reforçadas pelas provas testemunhais de quem esteve no Aeroporto de Curitiba fotografando o D-ALCH em 8 de dezembro de 2016 daquele mesmo ângulo e em companhia de quem, mas não vem ao caso expor essas testemunhas aqui e agora. Elas confirmaram que o suposto e irreal autor da foto não esteve lá ao lado deles (teria que ter estado ao lado deles e clicado no mesmo instante para conseguir uma foto "parecida").

Afinal, por que aquela foto foi parar na internet em nome de duas pessoas, uma, o fotógrafo real e, outro, o fotógrafo "cover"?

Todos temos amigos que nos pedem fotos, cópias de fotos, com o intuito de colecioná-las. Eu escrevi "colecioná-las", que é diferente de "publicá-las".

Como jornalista que sou, quando encontro na internet uma foto que me é importante para uma matéria e eu entro em contato com o autor, como comentei acima, (os sites de spotters sempre têm um acesso para isso) e peço permissão para usar aquela que está publicada ou até solicito com maior resolução, o fotógrafo (autor) pode recusar ceder a imagem para uso, ou então pode cedê-la sim, pedindo ou não alguma forma de pagamento (em dinheiro, ou até apenas uma cópia da reportagem em que for publicada). Mas sempre, por respeito à seu direito autoral, citando seu nome como fotógrafo.

Isso, no mínimo, chama-se RESPEITO.

Essas fotos abaixo eu consegui assim. Observação = só para uso nessas publicações :



(As outras estão nesse link)

http://caixapretadasolange.blogspot.com/2013/09/pantao-caixa-preta.html

No caso da nossa foto do MD-11F da Lufthansa, o fotógrafo Real cedeu a foto solicitada acreditando que seria para a coleção pessoal do solicitante, sem saber que este, como fotógrafo "cover", iria publicá-la, muito menos em nome dele. Mas este publicou-a como se realmente fosse dele, sem autorização por escrito do autor real, e criando informações falsas.

Agora, a nossa recomendação é que o fotógrafo "cover" retire imediatamente do ar as fotos (esta e, talvez, outras espalhadas por aí) que não são dele.

Trocar fotos com amigos, todo mundo gosta de trocar, desde os tempos das fotos "de papel" ou cromos. Mas colecionar é completamente diferente de sair divulgando por aí, muito menos sem citar o nome do fotógrafo. Isso vale também para publicações no Facebook, Whatsapp etc.

Resolvi publicar esse caso aqui como uma lição do que não se deve fazer.

O caso é ilustrativo de uma prática, infelizmente, muito recorrente, especialmente por parte dos tais "muleques dos 8 aos 80 anos". Para mim, "muleques" são pessoas tão entusiastas de luzes, holofotes, "likes", curtidas, visitas, visualizações de sites que agem como crianças irresponsáveis e ignorantes e ficam desesperados quando não têm o que publicar, ou reconhecem em material alheio maior qualidade, e usam esse material dos outros sem ter noção da gravidade de seus atos, como já exposto acima sobre Direito Autoral.

Supondo que nosso fotógrafo "cover" receba solicitação de compra de "sua" foto publicada naqueles sites, o que diria? "Sim, vendo sim" ou "Na verdade não é minha" ...???
É pra se pensar, não é mesmo?  


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================= O FINAL FELIZ E UMA LIÇÃO PARA TODOS ==============

O objetivo desse artigo foi fazer um alerta. Lembrando que o mesmo vale para textos, obras de arte, programas de computador etc.
Coloquei os dois fotógrafos do caso detalhado acima para se entenderem no messenger.
Nosso "cover" resgatou trechos da seguinte conversa da época da publicação (2016):




O autor havia lhe cedido a foto, ainda mais a original, mas alega que, na ocasião, não prestou atenção que seria publicada, como foi (somente depois). Ou seja, não mediu as consequências de um possível uso indevido de sua foto. E não sabia que seria postada em mais de um site, como também foi.
Já o fotógrafo "cover" foi ainda mais inocente, deveria saber que não poderia fazer o que fez, publicar foto de outra pessoa com seu nome.
Um foi extremamente inocente, no mínimo distraído; o outro, embora também não tenha feito por mal, deveria ter pensado bem em relação ao que queria fazer, se era correto ou não. E o puxão de orelhas foi para os dois por meio deste Blog.

As fotos já estão sendo apagadas dos sites e ambos mudarão suas atitudes, a partir de agora.
E nunca é demais sugerir que marcas d'água sejam adicionadas a fotos que você cederá sem ter certeza qual será o uso.

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PARA SABER MAIS:

Leia mais a respeito de tudo isso:

http://www.aprendebrasil.com.br/pesquisa/swf/DireitoAutoral.pdf

https://lightroombrasil.com.br/como-inserir-direitos-autorais-em-mais-de-uma-imagem-ao-mesmo-tempo/

*a propósito:
Muleque é uma palavra que se refere à um menino muito danado, mal educado e impaciente, o qual fica mexendo em coisas que não se deve mexer. (https://www.dicionarioinformal.com.br/muleque/)


sábado, 9 de junho de 2018

Caixa Cor de Rosa

UMA AVÓ NA CABINE DE COMANDO – PARTE 2 (conclusão)


Cmte. Alexandra Lima e comissários


Na TAAG as "asinhas" não são broches, são lindos bordados
no quepe e uniforme dos tripulantes.


(fotos: Solange Galante)


Aqui está o final da entrevista que fiz com a Cmte. Alexandra Lima, da Transportes Aéreos de Angola quando esteve em São Paulo (veja a primeira parte em https://caixapretadasolange.blogspot.com/2018/05/caixa-cor-de-rosa.html ).
Muitas curiosidades sobre o comportamento dos passageiros são o destaque.

Acompanhe a seguir!


Há alguns anos, a TAAG enfrentou alguns problemas, alguns de seus aviões não podiam voar para a Europa, ela passou por algumas dificuldades, mas sabemos que ela adquiriu aeronaves mais novas, Boeing 777 novinhos, e também está se reerguendo, certo?

Os problemas não estavam nos aviões. Segundo a INAVIC (1) o problema estava na própria TAAG, que não conseguiu acompanhar a modernização da própria empresa, mas foi uma coisa que já passou, hoje voamos para a Europa para a América do Sul e, graças a Deus, não tem havido nada que nos torne menos profissionais que as outras companhias.

Todos os funcionários também trabalharam a favor disso, não é?

Sim! Todos estivemos empenhados porque, se a empresa fecha nós vamos para a rua! E se formos para a rua não temos onde trabalhar... Ok, hoje já se pode trabalhar para outras empresas, noutras partes do mundo, mas não há nada como o nosso chão, a nossa cama... Estou aqui em São Paulo há cinco dias e já estou morrendo de saudades da minha casa... e a profissão de piloto, e de tripulante de empresa aérea, é uma profissão muito solitária. A gente passa meia dúzia de horas dentro de um avião, chega ao hotel, mete-se no quarto, dorme, come...

O pessoal da empresa se une mesmo como uma família? A família da Palanca Negra?

Sim. A Palanca Negra é um antílope que está em vias de extinção, só tem em Angola mesmo. E da mesma forma que quase esteve em extinção e está agora a ressurgir, quase das cinzas, nós também estamos a levar a nossa companhia até o topo e penso até que vamos conseguir. Mas, por exemplo, há ainda aquela coisa do mau manuseamento por parte dos passageiros dos aviões, que são sofisticadíssimos mas isso também bate na tecla da educação da população. Eu não posso aceitar que um passageiro se sente e que estrague o comando do sistema de entretenimento... quando se trata de má educação não tem nacionalidade, o mal é geral... Eu tenho um colega, comissário, que, uma vez, o passageiro disse para ele que a cadeira estava estragada, e meu colega o levou até o banco de descolagem e aterragem e disse: “Estás a ver esta cadeira? Esta é a minha cadeira. Eu não uso aquela cadeira. Quem usa aquela cadeira é o passageiro, o senhor e outros passageiros. Não sou eu quem senta lá.”  Ou então vão para os aviões usando o fone do celular e dormem assim. Os fones caem dentro das cadeiras, que são elétricas. Resultado: chegamos ao destino, quando estamos cansados e queremos ir embora para descansar, temos que chamar o técnico em manutenção para vir puxar a cadeira... nós mesmos já desmontamos a cadeira para tentar encontrar os fones... Quer dizer, o passageiro não vai precisar dos fones dele ali, por que não os guarda?

E a companhia não se preocupa em fazer uma campanha de conscientização?

Já fizemos. Tanto, tanto e tanto... Mas um dia vamos conseguir (risos).

Aqui, já picharam por dentro avião da Gol...  E tiraram a porta de emergência, com o avião aguardando para taxiar, e saíram pela asa...

Essa falta de educação é geral, não tem nada a ver com uma raça e nem com um povo. A aviação é uma coisa que é cara. Qualquer coisa que tem que se fazer no avião, a manutenção de uma cadeira ou do sistema de entretenimento, tudo torna-se muito caro. Agora há pouco tempo houve um passageiro que, por birra, estragou o comando do sistema de entretenimento e foi levado ao Tribunal e obrigado a pagar uma indenização à TAAG e pagar a manutenção daquilo que ele estragou. Foi no 777. Por acaso, era um angolano que estava saindo de São Paulo para Luanda. Depois houve outro que estava com os pés em cima da cadeira da frente. Eu vi e pus uma foto dele no meu Facebook. Depois veio a público no Facebook dele, que pediu desculpas, porque aquilo foi sendo partilhado... “Não é desculpa, você nunca poderia ter feito isso”, falei “Porque se você fosse educado, isso nunca poderia acontecer.” 

Quais seus passatempos?

Sou piloto mas sou muito feminina, adoro cozinhar e passo a vida a falar disso... Meu passatempo é cozinhar e cuidar dos meus filhos, fazer o que eles gostam que eu faça para eles.

Qual são as especialidades da sua cozinha? Mais pratos regionais ou contemporâneos?

Da cozinha angolana eu sei fazer pouco. Gosto muito mais de pastelaria, de doces, sobremesas e gosto da cozinha internacional. Gosto de inventar, criar, e tenho me dado bem! (risos)

Agradeço imensamente à Cmte. Alexandre Lima, uma simpatia em pessoa, bem como à tripulação da TAAG que a acompanhava quando nos encontramos no hotel. Sucesso e bons voos a todos!



(1)         equivalente à Anac no Brasil = http://www.inavic.gv.ao/opencms/inavicsite/inavic/

sexta-feira, 1 de junho de 2018

PÉROLAS VOADORAS!

A SWISSAIR VIVE NO GRU AIRPORT!!!


 

Flagramos em 18 de maio passado (de 2018)!
Mas, desista de encontrar algum avião da Swissair. Pois ela não existe mais!!!




A Swissair deixou de voar em março de 2002. Da fusão dela com a Crossair resultou a atual Swiss.

Não se engane!!! A pintura parece. As cores parecem.
Mas não é a Swissair!!!

quinta-feira, 31 de maio de 2018

ARTE na CAIXA PRETA

TRAÇOS COM ASAS


Antônio Levy, 24 anos de idade,  mora em Manaus (AM) e é estudante de arquitetura, tendo já o bacharelado de direito. Apaixonado por aviação, especialmente pelas empresas Varig e Lufthansa, ele tem como um de seus passatempos desenhar aviões, com lápis e canetas esferográficas, sempre com um estilo único.  “Comecei a tracejar em 1996/1997 rabiscando, tentando de diversas formas. Não saía perfeito. A primeira aeronave foi o 737-200, das empresas Vasp e Varig. Depois, o MD-11. Mas com uma qualidade horrível, claro. Com o tempo fui desenvolvendo. Antes eu só desenhava a lápis e sem pintar. Uma prima minha me chamou a atenção dizendo para que eu começasse a colorir meus desenhos, daí comecei. Com o tempo, de 2013 pra cá, alguns amigos criticavam dizendo que faltava eu fazer traços mais leves e sombras. Daí sim comecei a trabalhar nisso. E hoje tento fazer a máxima perfeição, para ficar realístico. Como faço: jogo a imagem no PC, pego uma folha de papel tamanho A4 e começo a olhar e passar para o papel”.

Os desenhos não se resumem aos aviões vistos por fora, de vários ângulos. Cabines de comando e a famosa vista da asa e do motor pela janelinha, em voo, também se materializam em seus traços. Veja algumas amostras do trabalho de Antônio Levy.

(Fotos: coleção própria)