sexta-feira, 22 de setembro de 2017

PÉROLAS VOADORAS!

O QUE CONDENAR?
A PRÁTICA DO "CTRL C" / "CTRL V"
OU A FALTA DE REVISORES???

Recebi um newsletter de uma auto-entitulada "entidade de criação, desenvolvimento e promoção de conteúdo especializado e estratégico de qualidade que adiciona valor aos profissionais do setor de aviação civil". 

Especializado. Em aviação civil.

E no mesmo encontrei essa pérola "B746-800". Subentende-se que seja o Boeing 747-8.
A fonte foi outro site, este não especializado em aviação, chamado Portogente. O texto é o mesmo reproduzido pelo Instituto Brasileiro de Aviação. Veja abaixo:




***Moral da história: pode copiar e colar à vontade, mas... deixa um especialista de verdade dar uma lida antes, tá bom?***


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

NOTÍCIAS CAIXA PRETA*

*(Obs: A partir de hoje restringiremos o nome "Plantão Caixa Preta" para assuntos urgentes.)

(Foto: Solange Galante)

LUFTHANSA ESTÁ OTIMISTA COM MERCADO
E ANUNCIA NOVIDADES PARA O BRASIL

(Texto: Assessoria Egom e Solange Galante)

O Brasil continua sendo um dos mercados mais importantes para o Lufthansa Group na América Latina. Em sua primeira visita à região após assumir o cargo de Chefe de Vendas das Empresas Aéreas Hub do Lufthansa Group e de Diretora Comercial do hub Frankfurt, Heike Birlenbach anunciou à mídia local o crescimento contínuo das empresas aéreas do grupo que servem o país.
Durante almoço com a imprensa especializada no dia 21 de setembro, em São Paulo, Heike trouxe como principal novidade que a Swiss International Air Lines (Swiss), empresa aérea do Lufthansa Group, aumentará seus serviços na popular rota São Paulo-Zurique no próximo ano, ampliando a capacidade em 55% diários operando o seu avião-conceito Boeing 777-300ER. Atualmente, a Swiss serve o aeroporto de Guarulhos, diariamente, com o Airbus A340-300.
"Oferecendo nosso avião de última geração e serviço premium, mantemos nosso compromisso de ligar o Brasil ao mundo e o mundo ao Brasil," disse Heike aos jornalistas durante o encontro especial com a mídia em homenagem à sua visita a São Paulo.
A partir de 9 de março de 2018, o Boeing 777-300 ER inaugurará uma nova era em voos de e para a Suíça. Além de oferecer 121 assentos adicionais em cada voo, o Boeing 777- 300ER beneficiará seus passageiros com um novo sistema de entretenimento que inclui wi-fi e assentos renovados nas três cabines de serviços, First, Business e Economy – a Swiss ainda não disponibiliza a Premium Economy, como acontece com a Lufthansa.


Heike Birlenbach (segunda, da direita para a esquerda): "As empresas aéreas do Lufthansa Group estão envolvidas numa das maiores aquisições de frota da história da empresa, com mais de 200 novas aeronaves encomendadas entre agora e 2015." (Foto: Solange Galante)

Avaliados em torno de 36 bilhões de euros ao preço de lista, esses aviões incluem o novo Airbus A350, Bombardier C-Series, Airbus A320neos e, em 2025, o novo Boeing 777-9x.
O novo Boeing 777-300ER da Swiss, eficiente no baixo consumo de combustível, oferece redução substancial das emissões de carbono, o que vem de acordo com a decisão do Lufthansa Group de investir em aviões mais novos e mais "verdes".
Ao discorrer sobre as rotas do grupo há muito estabelecidas na economia brasileira, a Diretora de Vendas para o Brasil do Lufthansa Group Annette Taeuber falou dos serviços do grupo oferecidos em todo o país.
"O Lufthansa Group se orgulha dos laços que criou no Brasil. Somos uma empresa multimarcas oferecendo voos diários entre Frankfurt e São Paulo assim como Frankfurt e Rio de Janeiro, com tecnologia de última geração e dedicação ao atendimento, pronta para agradar até mesmo ao mais exigente dos passageiros," disse Annette. Ela observou que, além dois voos diários Lufthansa e Swiss, a empresa aérea suíça Edelweiss, focada em viagens de lazer, tornou-se uma escolha popular entre passageiros locais viajando do Rio de Janeiro para Zurique, servindo a rota com dois voos semanais.
Além dos negócios relacionados aos passageiros, as empresas de prestação de serviços do Lufthansa Group trabalham com toda a indústria da aviação doméstica.
"O primeiro voo comercial para São Paulo ocorreu em 1956. Agora, com bem mais de 50 anos de experiência e histórico mais do que aprovado, nossas unidades de serviço estão na linha de frente na oferta de produtos e serviços a este crescente mercado da aviação," afirmou Tom Maes, Diretor Sênior de Vendas para o Lufthansa Group na América do Sul.
Um exemplo das atividades do grupo no Brasil é a operação que envolve o fornecimento das refeições de bordo. Com mais de 2.000 funcionários no Brasil, a LSG Sky Chefs —número um entre as fornecedoras de refeições de bordo do mundo — opera oito centros de serviços no Brasil para "alimentar" dezenas de milhares de passageiros diariamente. 

Abaixo, mais informações sobre o Lufthansa Group, atualizadas:









E a SWISS vem aí com novo equipamento no Brasil:









quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Plantão Caixa Preta

PROMOTORIA DE JUSTIÇA

DESMENTE O CENIPA


(Solange Galante)


(Foto: Jaka Fotografia)

Em 2 de abril de 2015, um helicóptero Dauphin (EC 155)  que decolou do helicentro Helipark em Carapicuíba (SP), voou por alguns minutos e depois caiu, causando a morte de seus cinco ocupantes, um deles o filho do governador paulista, Geraldo Alckmim, Thomaz. Um ingrediente a mais para gerar grande repercussão. Thomaz era piloto, e levantou-se inclusive a hipótese de que tivesse pilotado indevidamente o helicóptero. O que não foi comprovado.
A conclusão do Cenipa foi, como cita o Ministério Público, que "A causa da queda foi dada como a desconexão de uma alavanca e um cabo da cadeia de comandos do lado direito do helicóptero, que tinha passado por reparos na empresa Helipark". Mas o MP afirma que "o Instituto de Criminalística, em laudo subscrito por uma comissão especialmente formada para o caso e com peritos de diversas especialidades, apontou que as duas condições levadas em consideração pelo Cenipa (o flexível desconectado porém ancorado, de alguma forma, embaixo ou acima da alavanca) era situação muito improvável e instável do ponto de vista físico, sendo praticamente nula a probabilidade de assim se manter depois de 09 partidas ocorridas durante o balanceamento dinâmico do rotor de cauda, circunstância em que a pressão hidráulica seria elevada de zero a 140 bar, por 09 vezes.* O laudo explicou ainda que "o enroscamento acidental destes componentes por baixo é impossível. O laudo ainda afirma que se o flexível estivesse completamente desconectado, a cadeia de comando fica interrompida do lado direito, sendo impossível o voo, já que a aeronave tombaria de lado, ainda no spot."

Esse caso merece que nós acompanhemos! 

(*Sublinhado por nossa conta)





terça-feira, 5 de setembro de 2017

PÉROLAS VOADORAS!


Nem a Embraer sabia que tinha fabricado
esse modelo de avião!!!!

(O do texto, o Embraer 195, ela sabia, mas, o 185...)



( Colaboração de Rafael Peres, a quem agradecemos pelo flagrante! )

domingo, 3 de setembro de 2017

***AVISO***


NUNCA É DEMAIS LEMBRAR SUA RESPONSABILIDADE
DIANTE DO MATERIAL DOS OUTROS!

ATENÇÃO!

Todos os textos e fotos postados neste Blog estão protegidos pela Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998, a Lei de Direitos Autorias.
Algumas revistas, não só de aviação, se baseiam na Lei 5.988/73 que foi revogada pela Lei 9.610/98. Independentemente se você é jornalista formado e/ou registrado ou não, sendo autor de qualquer obra intelectual, fique atento!!!
Veja o texto da Lei EM VIGOR em:

***Colaboração***

Qual conselho você daria se soubesse que um colega
perderia a vida num acidente daqui a pouco?

(foto: reprodução de vídeo)

(por Ruy Flemming)

Ao longo desses 36 anos na aviação, mais de uma vez eu cheguei com "shimmy" de joelho depois de alguma cagada que fiz em voo. "Shimmy" de joelho, boca seca, mãos suadas e outras manifestações fisiológicas acontecem quando a gente vê a morte perto do pára-brisas chamando você pra bater um papo. Tive outras situações em que aconteceu só uma leve aceleração dos batimentos do coração.
O interessante é que eu sempre fiz uma auto-análise depois de situações ruins pra entender onde foi que a merda se manifestou a ponto de ser quase irreversível. Quando não foram questões de exibicionismo, falta de planejamento, ou qualquer outra que eu tinha a resposta desde sempre, sempre optei por conversar com colegas mais experientes para entender o que tinha acontecido.
Nunca tive esse melindre de buscar conhecimento.
Fico imaginando o que seria dito sobre mim se, depois de alguma cagada dessas que mencionei, tivesse dado tudo errado.
Seria de arrepiar. Eu seria massacrado por alguns. Até a minha mãe teria sido lembrada de forma pouco carinhosa...
Eu não teria como me defender com frases como: "achei que dava", "não imaginei que o vento estava tão forte", "demorei a perceber", "mas a meteorologia na decolagem estava tão boa e não fazia ideia que o destino estava tão ruim", "precisava chegar", "avaliei mal", "kct, desculpe mas fiz merda mesmo", e outras do gênero.
Se você é piloto e conversou com colegas já ouviu coisas assim. Talvez você mesmo já tenha dito esse tipo de coisa. Já imaginou que quem se vai num acidente não teve a chance de dizer o que pensou? Olha que lição valiosa deixamos de aprender!
Não sou nenhum ás da aviação, talvez por isso tenha usado, mais de uma vez, frases parecidas como as que citei. E algumas outras.
Já ouvi, de alguns colegas com quem voei, frases que diziam mais ou menos o seguinte: vamos ficar de bico calado porque fizemos merda.
Quem voa na aviação geral e coloca um punhado de horas de voo no bolso, se tiver coragem, tem história pra contar. Ou tem motivos ficar de bico calado. Também se tiver coragem.
A não ser que seja o caso daquele piloto alemão suicida (da Germany), que fez respingar por aqui com nossos exames psicotécnicos a cada exame médico, um piloto que se acidenta não sai de casa para se matar e matar quem estiver com ele.
Se morreu, faltou alguma coisa. O que seria?
Por entender que nem todos nós somos ases da aviação, é que publico algumas situações ruins pelas quais passei ou escrevo alguma análise de situações ruins que colegas se meteram. Quando não sou eu o envolvido, sempre preservo o nome do santo e só falo sobre o milagre.
Não tenho esse melindre em passar experiências.
Acredito que correr atrás de conhecimento, e experiências, ajuda muito na hora de procurar os arquivos mentais pra tomar as melhores decisões.
Respeito toda e qualquer opinião contrária, mas não acredito que massacrar quem pagou com a vida um erro que tenha cometido, possa melhorar a aviação.
Se bem que já vi gente aproveitar um acidente para se auto-promover.
Prefiro acreditar na análise consciente de cada situação ruim pra evitar que alguma coisa ruim possa acontecer com a gente.
Quais teriam sido os argumentos mentais do piloto que não queria decepcionar a noiva?* Será que ele precisava ter mais informações em seu banco de dados mental para tomar uma decisão que não fosse catastrófica? O que você teria dito a ele se soubesse que sua vida iria acabar naquele voo? Será que não tem outros pilotos por aí muito mais carentes de bons conselhos?
Você tem a fórmula pra garantir a volta pra casa de algum colega depois de um voo?
Você já deu esse conselho alguma vez?
Quando algum colega não conclui seu voo, um piloto consciente com a aviação como um todo, sempre sente que poderia ter feito algo a mais para evitar a tragédia. Jamais comemora internamente e jamais aponta o dedo. Simplesmente porque sabe que cada um de nós temos uma lasca de responsabilidade.
Ninguém é tão "phoda" que possa se imaginar invulnerável. Isso é coisa de Top Gun. Coisa de cinema. A vida real conta uma história bem diferente.
Ouvindo e lendo por aí, concluo que existem aviadores que entendam que um acidente mata mais do que os envolvidos no próprio acidente.
Um acidente sempre mata um pouco de cada um de nós.
Não quero acreditar que você chegou até esse ponto desse texto e pense diferente disso.
Talvez falte aviador que queira o melhor para a aviação e tenha dificuldade de enxergar um cenário que vá além do próprio umbigo.
Acho que você concorda.
Antecipadamente peço desculpas se algum aviador sentir-se ofendido com minhas colocações, mas acredito que uma aviação melhor passa pelas melhores práticas operacionais. Quando experiências ruins acontecerem, que ensinamentos que possam ser difundidos.
Se você soubesse que você mesmo poderia dançar no próximo voo, gostaria de ouvir alguma dica pra evitá-lo e seguir sua vida?
Desculpe o textão, mas se você chegou até aqui, merece o compartilhamento.
Compartilhe sem dó. Talvez alguém esteja precisando ler isso para sempre voltar pra casa depois de um voo.
Todos nós agradecemos.
Bons voos pra você!

* o famoso caso do helicóptero que fez um voo fretado não autorizado transportando noiva, irmão da mesma e fotógrafa, que se acidentou a caminho da festa de casamento, no ano passado.

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Penso que isso também possamos usar em nossa vida em geral, quando ficamos na dúvida entre ajudar ou não alguém que está inseguro em algum aspecto de sua vida. Tá certo, se a pessoa não quiser ser ajudada, não nos ouvirá. Não mudará sua ação, mesmo que seja perigosa. Mas, às vezes, mesmo que não aparente, poderá pensar a respeito e se salvar de apuros. E é aí que estaremos ajudando alguém mesmo sem saber. Ninguém imagina quantos conselhos evitaram acidentes, pois só tomamos conhecimento de acidentes, especialmente aqueles em que os protagonistas não ouviram conselhos. 
Os negritos foram por minha conta, para destacar frases que acho fundamentais. (Solange Galante)

Caixa Cor de Rosa

CAIXA COR DE ROSA:
AS NOVIDADES E NOTÍCIAS DO MUNDO DAS MULHERES NA AVIAÇÃO!!!


MULHERES PILOTOS IRÃO
SE REUNIR EM UNIVERSIDADE!

No próximo mês (outubro) a Universidade Anhembi-Morumbi receberá o "Aviadoras, o Reencontro". Por que "reencontro"? Porque pretende reunir pelo menos a maioria das mulheres pilotos que se reuniam com alguma regularidade, nos anos 1990, para tratar de seus desafios pessoais neste mundo ainda dominado por homens, ou seja, o mundo da aviação. Mas novas aviadoras também estarão presentes, trazendo sua experiência de novos tempos da  aviação brasileira. Se antes as mulheres que se reuniam eram da Varig, Vasp, Transbrasil, TAM, Rio Sul, Nordeste, Brasil Central etc, hoje elas estão na Gol, Latam, Avianca, Azul e, ontem, como hoje, também em táxis aéreos e aviação executiva em geral. Participem!!!