sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Plantão Caixa Preta

 

E X C L U S I V O! 

VOCÊ AINDA PODE SER DONO DE UM
BOEING 737-200, CONHECIDO TAMBÉM POR "BREGUINHA"!!!


Já imaginou ter um Boeinguinho só seu e dele fazer um negócio como, por exemplo, os aviões da Chácara do Piloto em Araraquara ou os aviões do Paraná? Dentro dos próximos dias sairá o edital de mais um leilão de avião! E não é qualquer 737, ele é de sangue azul! Soubemos até do valor do lance inicial: R$ 12 mil! Cabe no seu bolso? Então, decole para o Flight Level dois uno zero!!! Aguarde mais informações!





quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Livros de Aviação


Vamos além de uma resenha. Apresentamos livros e indicamos onde podem ser conseguidos!





TRANSPORTES AÉREOS CATARINENSE
Lineu Carneiro Saraiva, Martin Bernsmüller, Flávio Barbosa do Amaral Jr. , Álvaro Nogueira de Oliveira Neto, Eduardo Ribeiro Venna e Rodrigo Egas de Moraes


Os seis amigos e historiadores que hoje ajudam a manter atualizado o site www.aeromuseu.com.br lançaram o quarto volume da série sobre as companhias aéreas brasileiras com o objetivo de levar ao conhecimento público as empresas extintas que são menos lembradas, mas que também tiveram seu papel no tráfego e na história da aviação no Brasil, complementando o belíssimo livro Cronologia da Aviação Comercial Brasileira (2017), também de iniciativa do Aero Museu e seguindo a mesma qualidade editorial. Os volumes anteriores foram sobre as companhias Central Aérea, Aerolloyd Iguassú e Linhas Aéreas Paulistas. Novos volumes estão sendo preparados.

Em português, com fotos/ilustrações em preto e branco e coloridas
2020 
28 páginas
21 cm X 14 cm
Brochura
Capa mole


Valor: R$ 36,91 (versão impressa)



sexta-feira, 16 de outubro de 2020

SPEECH

 


(por Solange Galante)

Quem não conheceu não tem ideia do que era. Falo dos terraços panorâmicos do Aeroporto de Congonhas. Quando eu conheci, eram dois, um ao ar livre, muito extenso, sobre a área de desembarque. O problema era não ter abrigo quando chovia – pois, embora eu sempre diga que duas coisas não combinam com chuva, sendo uma delas praia e, a outra, avião – já que também era divertido ver os pousos e decolagem sobre pista molhada, e nem havia abrigo para quando fazia sol, que torrava a cabeça nos dias mais quentes. Já o outro terraço de acesso gratuito e livre era onde está a entrada para o terminal de embarque, na barreira com aparelhos de Raios X. Lá era uma varanda, facilmente identificável em fotos dos anos 1960 a 1980, não tão extensa como o terraço citado anteriormente, mas coberta, pelo menos. Era o local preferido de muito gente, eu, inclusive. Mesmo porque nos deixava bem de cara e não tão distante da maior parte dos aviões. Acima deste havia ainda um terceiro, inicialmente sem cobertura contra as intempéries, mas que era de uso exclusivo dos frequentadores do restaurante. Anos mais tarde ele foi tornado de uso livre, e coberto, especialmente quando o terraço inferior (coberto) tornou-se agência bancária (Banespa). Mas o gerente do restaurante começou a implicar com os spotters, houve um período durante o qual o acesso exigia consumação (uma lata de cerveja, de refrigerante ou água mineral), e momentos em que foi fechado e depois reaberto, e assim por diante. Aos poucos, o terraço descoberto, o mais identificado com o apelido "prainha de São Paulo" ou "praia de paulista", também sofreu interferência de obras e, finalmente, a construção do terminal hoje existente, a ampliação com o uso de fingers, tampou definitivamente a visão do pátio e, com isso, ele acabou sendo fechado por falta de utilidade.

Na época em que estavam ampliando o terminal do aeroporto havia planos da construção de um observatório que se estendia à frente do restaurante (onde está o terminal de embarque mas acima dele) todo envidraçado e em formato de meia lua. Os vidros eram verdes, á exemplo da extensão feita no Aeroporto Santos Dumont (SDU). pouca gente sabe que eu cheguei a falar com alguns dos engenheiros  para tomar ciência da cor e espessura dos vidros que seriam utilizados, pois na época eu era uma spotter bem ativa e preocupada com o destino de nossos locais para fotografar aviões. na ocasião, me garantiram que o vidro verde não seria tão maléfico assim para as fotos (o que não era verdade, pois era da cor dos vidros do SDU, eu descobri). O fato é que, como sempre, grandes obras públicas no Brasil acabam, cedo ou tarde, sendo investigadas por suspeitas de superfaturamento (com comprovação ou não) e, no para-e-volta dos trabalhos a meia lua foi completamente esquecida.

Mas alguns spotters se viravam subindo ao hotel que ainda existe n rua Baronesa de Bela Vista e dá belo acesso visual especialmente à cabeceira 17. Reunindo-se e rachando o custo do aluguel de uma quarto (e tinha que ser o quarto certo!) os fotógrafos passavam tardes incríveis clicando as aeronaves daquele ponto. Eu mesma nunca subi lá, por diversos motivos, especialmente excesso de serviço e de disponibilidade quando havia mais gente subindo até lá. Mas as fotos que vi de diversos frequentadores de lá sempre foram maravilhosas!

Mais recentemente, com a abertura do memorial 17 de Julho do lado do "barranco" da cabeceira 17, o local também se tornou um bom ponto para as fotografias. Esse ponto na rua assemelhava-se aos pontos para a cabeceira oposta (pistas 35), ou seja, sob intempéries e mais inseguro.

 A "era" Black List




Há alguns anos um edifício comercial próximo à famosa passarela diante do aeroporto e do lado oposto ao prédio da ANAC começou a chamar a atenção. Poderia ser um excelente local para fotos (ou não), a se verificar por quem conseguisse acesso à sua cobertura. Cobertura essa que chamou a atenção de Bruno Mattos, um jovem empresário que buscava um local para instalar um bar. E assim nasceu o Black List Lounge & Bar, que eu descobri pelo Facebook. 




Bruno é tímido e prefere não dar entrevistas mas disse que o aeroporto "veio de brinde" quando ele achou o local para seu bar, e está contente com a atração. O Black List tem visão de 360 graus, o que significa que, mesmo quem não gosta de avião, pode ficar no lado oposto. Mas, é claro, acredito que ver o movimento das aeronaves sempre será motivador do lado predileto. O desejado fim da pandemia ajudará a aumentar o movimento do aeroporto e do bar.




Fui visitar o Black List há duas semanas. O bar fica no 11o. andar do Edifício "Gate 1" local é muito aconchegante, sem excesso de luxo, com uma boa variedade de cervejas à disposição e deliciosas panquecas feitas na hora para acompanhá-las. 







Dizer que os bons tempo voltaram pode até ser força de expressão. Mas que essa alternativa a ficar na rua fotografando aeronaves é uma excelente notícia, com certeza é sim! Confira as fotos feitas do e no novo ambiente! Como já informei, a área dá visão de 360 graus, se por acaso alguém estiver lá e não tiver qualquer interesse por aviação, pode até fica no lado oposto ao aeroporto...
 


















segunda-feira, 12 de outubro de 2020

***Colaboração***

 VOO SIMPLES E SIMULADORES DE VOO



Nosso leitor Ruy Flemming fez algumas observações sobre um dos itens das novas regras divulgadas pelo governo para simplificar nossa aviação. Convém lembrar que Flemming, para quem (ainda) não sabe tem vasta experiência na aviação militar e civil, tendo voado na Esquadrilha da Fumaça e trabalhado no SERAC-IV, na época do Departamento de Aviação Civil. Hoje ele é piloto civil profissional de avião e de helicóptero. As observações foram publicadas em sua página no Facebook e ele autorizou a republicação aqui no meu Blog.



Voo Simples e o custo-Brasil do simulador de voo


(Por Ruy Flemming)

Há alguns anos eu acompanhei toda a negociação de um simulador de ATR aqui no Brasil.

Foi um investimento que passou dos dez milhões de dólares e ainda precisaria de algumas dezenas de milhares desses dólares, mensais, para se manter funcionando.

Só quem teve a oportunidade de treinar em simulador sabe o quanto esse treinamento é útil.

A gente sai de lá achando que sabe de tudo! Pronto pra tudo!

Se vc tem uns dez anos na aviação, ou pouco mais, vai lembrar que “de uma hora pra outra”, quem voasse Tipo e não fizesse treinamento em simulador não revalidaria suas carteiras.

Foi um Deus nos acuda!

Naquela época liguei pra um amigo da ANAC:

- Flemming, a gente avisou que dali a dois anos o simulador seria obrigatório pra ANV (aeronave) Tipo. Lembra? O mercado teve tempo suficiente pra se adequar e colocar simuladores pra aviação geral aqui. Agora vamos cobrar. Só vai voar "Tipo" quem treinar em simulador.

A ideia era ter no Brasil diversos Centros de Treinamento com diversos simuladores das diversas aeronaves da aviação geral.

A ideia era ótima se não fosse alguns pontos cruciais.

Será que, fora de uma cia aérea, a gente tem clientes em número suficiente que possam garantir o retorno de um investimento assim no Brasil?

Ah! Mas temos outros países da América do Sul!

Quais? Não fiz as contas, mas acho que somando a frota da aviação geral de todos não chega nos números da nossa.

Olha no mapa mundi. Estamos fora de mão. Longe de onde tudo acontece.

Se você fosse um investidor e resolvesse apostar suas fichas num simulador para a aviação geral no Brasil, você bancaria esses custos de mais de US$ 10 milhões para usar nos 365 dias do ano? Qual aeronave você escolheria para “simular”? Algum Learjet? Algum Citation? Algum King Air?

Daquela conversa que tive com o amigo da ANAC o resultado foi expandir o conceito de Classe para várias ANV que sempre foram Tipo por aqui.

O simulador não é nenhum vilão. Muito pelo contrário. É segurança.

Se a gente tem que fazer nossos treinamentos em simulador fora do Brasil, isso só significa que o mercado brasileiro não sustenta um investimento desse tamanho por aqui.

Obriga simulador. Desobriga para quem passou a voar uma ANV Classe que antes era Tipo. Simulador é importante, mas não precisa mais ser anualmente. Sem querer ofender, esse novo prazo foi baseado em quê?

O custo-Brasil não chega nem perto do custo gerado pelo ambiente regulatório volátil no Brasil.

Daqui a pouco muda mais uma vez.

E quem investe “assume o risco do negócio”. Seja o investimento em simulador, seja na aeronave.

Imagina se alguém tivesse aproveitado aqueles dois anos pra investir num simulador por aqui.

Voo Simples!

Sim! Claro!

Que esse voo seja sempre simples e que seja muito bem planejado pra gente não ter que mudar nosso destino e alternativas a todo momento.

Bons voos pra gente!

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

SPEECH

 

CONCORRÊNCIA NO LUGAR DE PARCERIA, PASSAGENS CARAS,
CANCELAMENTOS SEM INFORMAÇÕES CLARAS.


São as broncas dos agentes de viagens em relação às companhias aéreas brasileiras que resumem a retomada das viagens em meio à pandemia, mesmo com segurança sanitária.

(Por Solange Galante)

 






Desde que todos nós, voluntariamente ou não, nos tornamos animais enjaulados devido à pandemia de Covid-19, praticamente a totalidade dos eventos programados este ano para a cidade de São Paulo, verdadeira “Meca” do turismo de negócios brasileira, foram cancelados. A solução encontrada pelos organizadores dos mesmos foi realizar eventos online para manter cativo seu público, pensando em eventos futuros, inclusive.

 

Essa foi a solução encontrada pela Associação Brasileira de Agências de Viagens, a famosa ABAV.  Sua convenção anual, nos últimos anos realizada em São Paulo todo mês de setembro, tem público-alvo principalmente os agentes e as agências de viagens, e foco secundário no consumidor final. Mas, devido à pandemia de covid-19, também teve que ser “reinventada” e se transformou numa feira virtual de turismo, a ABAV Collab. O evento ocorreu entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro. Como a própria Associação explica: “Collab é o conceito que reúne organizações e pessoas em torno de um objetivo comum. Uma fusão de ações e ideias pensadas para garantir dinâmicas e conteúdos completos e potentes que vão fazer a diferença na prática dos profissionais envolvidos. Uma jornada virtual completa para quem deseja se adaptar às demandas do mercado e transformar seus negócios de forma inovadora. A ABAV Collab promove a colaboração entre os elos que lutam pela sustentabilidade do setor e chega para ativar o potencial do turismo brasileiro. A partir da dinâmica mais inovadora para o turismo, o evento reunirá profissionais e futuros profissionais do turismo, que poderão se inscrever de forma gratuita e participar de uma gameficação. Uma programação com foco em capacitação, networking e geração de negócios desenvolvida por meio de palestras, ted talks, tutoriais, atrações musicais, stand ups, além de eventos simultâneos promovidos por demais entidades do setor.”

 

Muito bonito no papel, na tela do computador ou do smartphone. Pois a colaboração, a parceria e a união nem sempre são como se pinta ou como se printa...





 

OS CHATS DAS LIVES

 

Desde o começo da pandemia a rede foi inundada de lives, às vezes várias por dia com o mesminho  tema. Lives de meia hora. Lives de duas horas, até lives de três ou mais horas. Algumas muito interessantes, sim. Outras, absolutamente inúteis, e grande parte delas, cansativas. Mas, há uma salvação: acompanhar o chat! Aqueles comentários do lado (geralmente o direito) dos vídeos é o que tem de melhor em qualquer live! Lá podemos acompanhar os comentários em tempo real de quem é pró, contra, ou fica em cima do muro. Comentários engraçados, perguntas inteligentes (ou não) e, infelizmente, até ofensas, desfilam pela tela, sendo alguns desses comentários lidos e analisados no ar pelo mestre de cerimônias do evento.

 

Em relação à ABAV Collab me inscrevi para assistir ao Painel “Voar é Seguro, panorama através do olhar de seus principais dirigentes” ocorrido no último dia 28 de setembro às 15 h. Quem eram os dirigentes? Nada menos que  John Rodgerson, presidente da Azul Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas, Jerome Cadier, CEO da Latam Airlines Brasil, Eduardo Busch, diretor Executivo da VoePass (antiga Passaredo) e também Eduardo Sanovicz, presidente da ABEAR, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas. A mediação foi de Magda Nassar, presidente da ABAV Nacional.

 

Mostrar ao passageiro que a aviação continua segura  – especialmente em relação ao novo corona vírus – foi o principal objetivo do painel. A retomada dos voos, lenta e gradual, estava envolvendo remarcações de voo, reembolsos de dinheiro das passagens e algum estresse... Nisso, os representantes das empresas aéreas ressaltavam a parceria com as agências de viagens. "Vocês são nossa receita, nós precisamos de vocês", afirmou o presidente da Azul, John Rodgerson. "A melhor coisa que podemos fazer aos agentes agora é voar, pois assim damos a eles mais produtos para vender. Não só agentes de viagens, mas a economia depende de nós. Do fabricante de avião em uma ponta ao vendedor de queijo na praia da Bahia na outra”. Por sua vez, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff falou de uma relação de interdependência completa. "Nós dependemos mutuamente do êxito do agente de viagens, portanto diariamente estamos perguntando aos parceiros o que podemos fazer a eles, pois o que queremos deles já sabemos: qualidade na informação".

 

Por sua vez, Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, lembrou também de outro aspecto em que o agente de viagens é essencial como hub de informações. "Além de tirar todas as dúvidas em relação à insegurança, além de eliminar as fake news, esse profissional é essencial em relação à flexibilidade das tarifas. Muitos clientes não estão seguros quanto ao crédito que eles têm junto às companhias aéreas, e os agentes precisam garantir que os bilhetes têm validade, que não serão lançadas novas tarifas, que aquele dinheiro não é perdido." Já Eduardo Busch, CEO da VoePass afirmou que sua empresa prioriza o Norte do Brasil na retomada, “pois identificamos que pequenas cidades da região ainda estavam com o transporte fluvial comprometido. Depois de inseridos na malha, vimos que a estratégia foi acertada graças aos agentes de viagens".

 

No entanto, os desabafos e os comentários no chat mostravam uma realidade diferente de algumas dessas afirmações. Primeira bronca: embora aparentemente todos esperassem que realmente fosse uma live, o evento não foi ao vivo, havia sido gravado antecipadamente. Isso frustrou todos que desejavam fazer perguntas ao painelistas – e não puderam. Pincei alguns deles, e copiarei a seguir, com minha análise, e sem identificar seus autores.

 

A mais notória dessas broncas foi no sentido de que as empresas pareciam mais concorrentes das agências do que parceiras, como alegavam, quando colocavam ofertas em seus próprios sites, inclusive de madrugada, quando os agentes não estavam trabalhando e podendo disputar (sim, disputar!) os clientes das companhias:

 

“Seria bom que houvesse uma maior parceria das cias aéreas com as agências pois muitas vezes comprar direto sai mais em conta do que através de uma agência.” (AA_07)

 

“Foi bom falarem em parceiros, pois por que  no site de vocês as passagens são mais baratas do que para as agências? (AB_21)

 

“Bom, para as pessoas voarem mais as tarifas precisam ser atraentes em todas as frentes de reservas, incluindo agências de viagens. Na teoria é lindo o discurso, mas na vida real...” (S_24)

 

“John, Por que não fecha as vendas diretas e utilize apenas as agências, e invista mais em nós agentes de viagens??? Não valeria mais?” (FS_38)

 

“O cliente pede cotação, a gente faz comparativo de voos, acha os melhores preços, aí ele vai para o site da cia. e compra direto porque nossas tarifas têm RAV (Remuneração da Agência de Viagens) e acaba custando mais que das cias. E a maioria dos clientes não valoriza o serviço do agente!”(LS_41)

 

“Não adianta promoção de madrugada porque nós, agentes, não trabalhamos nesse horário,.” (JK_53)

 

“Todo final de semana tem OFERTAS...” (MM_40)

 

Os agentes também chamaram a atenção de que quando há atrasos, cancelamentos e outros problemas nos voos eles que resolvem, mas não são valorizados pelos passageiros e, geralmente, nem mesmo pelas próprias companhias aéreas. Inclusive, algumas reclamações foram dirigidas especificamente para a Gol:

 

“Na verdade quem paga pelo nosso serviço é o passageiro. Quando ele percebe que no site fica mais barato, corre pra lá. No final só ficamos trabalhando e ficando com a responsabilidade de tantas alterações de horários, independente da pandemia, é claro! Isso não é parceria!” (MM_15)

 

“O agente de viagens está sofrendo com as alterações e cancelamentos que as cias. aéreas não estão informando e nem atualizando no localizador... aí o passageiro chega no check-in e descobre que o voo está cancelado, e quem é o culpado? O AGENTE DE VIAGENS!!!” (TT_56)

 

 “...Tudo isso aí é o que é falado em todos os eventos de cia. aérea, toda vez que nos encontram são essas mesmas falas. Mas parceria mesmo não tem, não respondem os questionamentos. Adoram pedir venda mas nos apoiar, que é bom, nada! Na hora do problema nós arcamos com os custos.” (TO_18)

 

“A pandemia em 2020 provou que o agente de viagens ainda é parte da cia. aérea. Não fosse nossa parceria (profissionalismo e experiência) não teriam conseguido remarcar as viagens na avalanche...” (RD_57)

 

“Está na hora das cias darem a segurança,que no momento que investiu em uma passagem aérea o cliente tem 100% a garantia, caso não voar, terá a flexibilidade de usar em outra data sem custo e sem multa. Afinal a cia. já recebeu o valor e o cliente não usou o que comprou. Então por que penalizá-lo? Isso daria mais confiança nas compras antecipadas.”(WF_37)

 

“Poderiam treinar os funcionários dos aeroportos e de reserva para não culparem os agentes de viagem pelas alterações da própria cia aérea. Por que estão cancelando os voos da Gol para janeiro?.” (ED_18)

 

“Pergunta pra Gol porque colocam voos no sistema num dia, vendemos e no dia seguinte cancelam e o valor fica para usar de crédito.” (ED_38)

 

“As Cias Aéreas agem como concorrentes dos agentes de viagens e não como parceiros... Infelizmente, não existe alinhamento ,Paulo Kakinoff. (CB_49)

 

“Eu quero parabenizar a ABAV por este painel, são muito importantes estas informações de segurança e posicionamento das companhias aéreas. Só tenho uma reclamação em relação à Gol. Fala-se muito em o agente de viagem ser parceiro, e coloca uma promoção exclusiva no Pic Pay, onde está a coerência?” (AS_33)

 

Ou então, eles não conseguem resolver, as companhias, sim, e o agente fica mal visto pelo passageiro:

 

“Será que as cias aéreas serão parceiras dos agentes de viagens? Pois desconheço parceria existente. As cias utilizam valores diferenciados em seus sites e quando necessita m resolver algum empecilho em passagens, o agente não consegue mas se o cliente liga na cia aérea, ele consegue, assim queimando o agente de viagens.” (SJ_45)

 

“Voar é seguro desde que o voo não seja cancelado.” (EA_48)

 

“Fizemos um trabalho muito intenso para nossos clientes não cancelarem as passagens e que as reutilizassem. Agora estamos administrando a ira dos clientes pois todas as tarifas estão pelo menos 40% mais caras. As passagens que ficaram como crédito não deveriam haver diferença de tarifa. AIRLINES... revejam essa questão urgente! (AS_06)

 

Os agentes também deram a entender que as passagens estão realmente muito caras, o que, é claro, reduz ainda mais seu poder de concorrência com as ofertas das empresas aéreas.

 

“Não tem nada barato. Eu como agente de viagem desde 2000 não consigo ir a Porto Seguro com minha esposa! (JA_33)

 

“A tarifa do aéreo está longe de ser considerada barata... principalmente para destinos de férias em 2021.” (LS_51)

 

“As tarifas para destino Pará não são atraentes, assim como os voos que na sua maioria precisam fazer conexões, e isso onera o valor da passagem.” (LL_12)

 

“Os clientes estão voltando para comprar as passagens aéreas, mas precisamos de melhores preços.” (MA_05)

 

“Não existe passagem barata pra nenhum lugar!! O tíquete médio está um absurdo!!” (TT_18)

 

“Além de melhores preços, flexibilizar melhor as regras das tarifas, muitas regras que dificultam a comercialização” (WF_48)

 

“Os passageiros que adiaram viagem por causa da pandemia estão sendo penalizados pelas cias aéreas com preços abusivos. As cias aéreas deveriam se unir com as agências de viagens. Vocês falam muito em vendas diretas.” (MS_47_50)

 

Enfim, o painel não satisfez boa parte dos mais de 700 ouvintes diretos do debate:

 

“... As agências são importantes só para divulgar as medidas de segurança?...” (RB_14)

 

“De fato a biossegurança é importante, mas praticamente não há nada de novo nessas informações. Gostaria de saber é como as companhias aéreas pretendem estreitar seu relacionamento com as agências de viagens no sentido de realmente nos garantir melhores preços do que em seus sites???”(J_39)

 

“Nenhum deles expôs nada rentável para agentes, continuamos sendo apenas um canal de vendas para eles ‘agradecerem’!!!...” (JDC_33)

 

“Espero que a ABAV perceba que um painel gravado não é tão legal assim. Tem alguém lendo o que comentamos?... O interessante mesmo era podermos fazer perguntas. Sinceramente, não foi nada diferente do que já acontece: cia. aérea falando o que convém e se esquivando de responder para a gente.” (TO_42)

 

“Queríamos saber quando voltaremos a ser tratados como Agentes de Viagens, os legítimos vendedores das aéreas.” (PIBC_03)

 

“Nenhum deles expôs nada rentável para agentes, continuamos sendo apenas um canal de vendas para eles “agradecerem”!!!...” (JDC_33)

 

“Mas eles não querem nos ouvir!!! Trabalhamos pra eles de graça!!! Há muito tempo que não vendo bilhetes isoladamente: apenas com serviços!” (MM_06)

 

“O discurso é sempre o mesmo, e a prática de acordo com o interesse próprio das cias que desqualifica o Agente de Viagens quando lança tarifas mais baixas para compra direta, não viabilizam as remarcações e alterações paras as Agências. O passageiro vai ao aeroporto e consegue resolver as remarcações. Por uma RAV mínima, ainda somos responsáveis solidários.” (MCB_51)

 

“Por que será que o consumidor conhece mais o exterior do que o Brasil??” (ALJ_10)

 

E ainda dão algumas ideias às companhias:

 

“Ao invés de parceria com OAB, órgãos públicos com tarifas diferenciadas, por que não oferecem para agências de viagens?” (JDC_20)

 

“Agora a situação vai se modificar, pois o dólar está alto e os países não estão deixando brasileiros entrarem. Essa é a hora da viagem pelo Brasil!”(JGB_34)

 

“Por que as cias aéreas não copiam a ideia da Qantas (Criar um voo pra lugar nenhum). É um voo de 7 horas que fica sobrevoando lugares turísticos e depois volta. Por exemplo, eu viajava toda semana para Campo dos Goytacazes pela Azul no excelente ATR72/600 que é de asa alta e tem uma visibilidade do litoral do estado rio maravilhoso – existem outros lugares. Seria uma maneira dos passageiros verem que é seguro voar. A Qantas vendeu os lugares em 10 minutos.” (MZ_22_40_17)

 

Mensagens finais, resumindo o desejo dos agentes:

 

“Todos nós agentes de viagens estamos juntos e interessadíssimos na retomada do Turismo como um todo. Cias Aéreas, vamos dar as mãos com tarifas possíveis e viáveis de trabalhar junto aos clientes.” (ERR_00)

 

“Parceria tem que ser boa para os dois lados e não só para a cia aérea.” (MLF_59)





 

UTOPIA

 

“A concorrência direta do fornecedor ré um caminho sem volta. Penso eu, que nós como agentes de viagens devemos é enaltecer nosso trabalho com o cliente. Mostrar nosso valor... Parece utópico mas ficou claro agora a necessidade de nossos serviços. Hoje inviável viajar de avião, salvo algumas tarifas promo inter...” (PR_35)

 

Esse comentário traz uma observação  que é a mais pura realidade: cada vez mais clientes contatarão diretamente não só as companhias aéreas mais também hotéis, operadores de pacotes locais para passeios etc, prescindindo do agente de viagens. E é um caminho sem volta, mesmo.

 

“Até agora ninguém falou em agente de viagens, será que existimos???” (ALJ_08)


Sim, ainda existem, mas as próprias companhias aéreas já mostram que só precisam deles na hora de resolver um pepino. Só não confessam isso, né? Foi o que a Gol quis fazer quando iniciou as operações em 15 de janeiro de 2001, mas não deu muito certo, a chiadeira dos agentes foi geral... Mas, de lá pra cá muita coisa mudou, com Decolar.com, Uber e toda sorte de serviços terceirizados permitindo ao consumidor se virar sozinho para viajar. Veremos mais reclamações e mais disputas a todo momento.