quarta-feira, 1 de julho de 2020

PÉROLAS VOADORAS!


NÃO É UM FOKKER 70...

Enganos ocorrem até mesmo em sites especializados em aviação. No caso abaixo, neste trecho (onde está a seta) do artigo sobre os spotters (fotógrafos de aviação) o avião que está no terraço do Aeroporto de Amsterdã (Schiphol) não é um Fokker 70, como citado, mas um Fokker 100.










Quer comprovação? https://www.schiphol.nl/en/page/see-the-planes-up-close/ (conforme abaixo)




PESSOA ARROGANTE E CHATA...

corrigir os outros, desmistificar conceitos, destruir ideias pré-concebidas não é nada agradável, principalmente quando somos chamados de arrogantes e chatos(as). Mas quando trabalhamos no aprimoramento profissional, não há desculpas e não deve haver mimimis. Se é para receber informações incorretas, troca-se de canal, de revista, de jornal, de emissora de TV, de rádio, de portal etc. E tem mais: lembro que a imprensa, em todas as suas formas, ainda hoje é fonte de conhecimento. Infelizmente, para muitas pessoas, é mais barato saber pela imprensa do que comprar um bom livro de um especialista ou ir a uma biblioteca.. Daqui a décadas estaremos, nós ou nossos filhos e netos, se baseando em reportagens e artigos para reescrever a história, lançar livros, peças de teatro etc, assim como nossos pais e avós faziam seus trabalhos escolares pesquisando em jornais antigos e fazendo sua própria hemeroteca. 
Uma frase do Lito no canal Aviões & Músicas, no final do vídeo cujo link indico abaixo, diz muito sobre isso. O público dele é outro mas a preocupação é a mesma. Transcrevendo o que ele disse: "Eu sei eu que quando faço vídeos assim, sempre aparecem uns comentários falando que sou arrogante, nossa, que cara arrogante, coisa e tal. Eu não acho arrogância mostrar e compartilhar o conhecimento. A minha função aqui no canal, ainda que de forma indireta, e a minha função como profissional da  aviação é melhorar a segurança de voo para todo mundo.E se os jovens que sonham em entrar na carreira de piloto aprenderem o certo desde o início cada vez teremos menos acidentes no futuro."  Simples assim!!!

Confira: https://www.youtube.com/watch?v=1gDKAuF0Zwc


quarta-feira, 24 de junho de 2020

ESPECIAL = Livros de Aviação




“A ÁS”

(por Solange Galante - autora)

Em junho de 1981 eu era apenas uma adolescente ávida por conhecer mais e mais sobre os aviões. Palavras como “manche”, “flapes”, “spoilers” e o trabalho dos pilotos e engenheiros de voo, bem como se processava um voo, desde antes do embarque dos passageiros até seu desembarque no destino, me fascinavam enormemente. Se, décadas depois, os jovens exercitavam o que aprendiam sobre aviação nos “flight simulators” domésticos, não era, na década de 1980, o meu caso, e nunca o foi, e o mesmo se deu com o hobby do plastimodelismo. Eu extravasava minha paixão sobre aviação, simplesmente, escrevendo, o que me era bem natural, já que, desde que me conheço como ser humano alfabetizado, nunca parei de escrever, seja o que fosse e sobre o que fosse: contos, crônicas, poesias, romances. Antes de ser infectada pelo vírus da aviação, eram outros os assuntos, mas a aviação passou a ser a prioridade após a “infecção”.
Extravasando e escrevendo, criei uma história inspirada especialmente em duas personagens reais: Márcia Aliberti Mammana, acrobata que “roubava” a cena nas reportagens de TV e nos shows aéreos. Outra pessoa que ganhava a mídia era Lucy Lúpia Balthazar, que reivindicava o título de primeira Piloto de Linha Aérea Brasileira. E acabava sendo assim que eu “voava” e registrava como eu via e como eu conhecia a aviação, sempre usando das cores de minha própria experiência de apaixonadíssima pelos aviões, mesmo sem nunca ter, até então, voado.
Nasceu, assim, uma personagem chamada Sônia Maria Munhez, a “Cmte. Sô”, supostamente a primeira PLA do Brasil, fã de acrobacia e cujo amor à aviação superava tudo. Mas tudo, mesmo.
Enquanto isso, a vida da autora a afastou um pouco da aviação durante longos nove anos e os originais datilografados de “A Ás” ficaram literalmente no fundo de uma gaveta.
Em 1995, com uma nova “infecção” do aerococus, abri a gaveta, deixei os olhos e os dedos correrem pelas folhas “escritas à máquina” e pensei: “Eu escrevi isto? Pois é hora de reescrever!” Pois a cabeça já não era mais de adolescente.
Contando com a ajuda de pilotos, engenheiros de voos, controladores de tráfego aéreo, até mesmo um professor de tupi-guarani e dezenas de horas enfiada em uma biblioteca –pois a internet ainda não era acessível a todos – “A Ás” foi sendo reescrito, embora sem perder sua essência original. Eu também já passara a conhecer muitas outras mulheres pilotos da  aviação comercial, que também acabaram me inspirando nos novos capítulos.
Mas escrever era a parte mais fácil. Difícil seria publicá-lo.
A oportunidade surgiu em 2016 ao conhecer melhor como se fazia a modalidade hoje conhecida como livro por demanda, e, um a um, alguns exemplares foram sendo impressos e vendidos dessa forma.
Nesta história, a interação entre dois amigos pilotos – os protagonistas Sônia e Mário – é, naturalmente, o grande destaque, mas os capítulos são quase contos independentes destacando, entre outros temas, o medo de voar, a aviação acrobática, a  aviação geral, e o sonho das crianças – tanto meninos quanto meninas – em ser pilotos.
O capítulo com que presenteio os leitores do Blog não traz nenhum “spoiler” para os leitores do romance e está, como outros capítulos com voos, entre meus prediletos. Convém que se observe que a “cronologia” original da obra foi mantida, iniciando-se a partir de cerca de 1978 até avançar por mais 25 anos depois – por isso, a palavra “celular” só aparece uma única vez, e bem próximo do fim do texto, por exemplo. Muitos dos capítulos foram baseados em situações reais, algumas vividas por mim mesma, outras, tendo vindo ao meu conhecimento, como situações de preconceito. De resto, nada que Hollywood não pudesse imaginar, inclusive atos de puro heroísmo!

A "livery" (imagem visual) da companhia fictícia Manche Negro da ilustração foi criada a partir de um concurso deste mesmo Blog, que presenteou o autor da mesma com alguns suvenires de aviação. Infelizmente, esse autor, posteriormente, quis devolver os brindes e pediu meu endereço para tal (recusei fornecê-lo e recusei a devolução) simplesmente porque me encontrou numa rede social e identificou minha posição política como oposta a dele. Desde então, não quis mais falar comigo, mas faço jus à identificação de sua criação, nessa ilustração de outro artista, o que inseriu a “livery” nas imagens de voo simulado. A ambos, meu agradecimento por dar vida a esta companhia aérea
.











sábado, 20 de junho de 2020

Plantão Caixa Preta

E X C L U S I V O

Lembram-se dela?

(atualizado em 26/06 às 15 h)

(por Solange Galante)


A tradicionalíssima Viação Itapemirim (transportes rodoviários) está adquirindo uma empresa de táxi aéreo do estado do Mato Grosso que opera o turboélice Cessna 208 Caravan. Para quê? Para poder voltar a voar, é claro! (A fonte é 100% segura.)
O foco será passageiros ou cargas? Faça sua aposta... 
O detalhe é o momento muito delicado que a rodoviária vive atualmente. Será este o melhor caminho?

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terça-feira, 16 de junho de 2020

ESPECIAL = Livros de Aviação




“NAS ASAS DO LÍDER - BIOGRAFIA OFICIAL DO CORONEL BRAGA”

(por Solange Galante - autora)



Em 2015 publiquei a única biografia oficial sobre o saudoso Coronel Braga, o mais longevo integrante e líder da Esquadrilha da Fumaça. A ideia do livro surgiu em 1997, quando Antônio Arthur Braga me conheceu, tornamo-nos amigos e ele me convidou a escrever sua história. Entre idas e vindas, dificuldades diversas tanto da autora quanto do biografado e a doença que acometeu o ilustre piloto, comecei a redação e a pesquisa com Braga ainda vivo e, com o apoio total da família, dei prosseguimento.
A obra foi lançada pela editora da PUC do Rio Grande do Sul, que é a responsável pela sua venda, inclusive na versão digital.

Presenteio os leitores do Blog com um dos capítulos, sobre o acidente ocorrido com Braga no Rio de Janeiro, que precipitou o fim da era T-6 no Esquadrão.