terça-feira, 9 de junho de 2020

SPEECH


INFORMAÇÃO É ENERGIA

(por Solange Galante)

Nada acumulamos mais durante a vida do que informações. Informações passadas por nossos pais, informações adquiridas na escola, informações empíricas, informações que foram coletadas por nossos antepassados e por toda a humanidade por milênios. Reter para si informações pode condenar um povo à extinção. Fazer circular a informação correta, verdadeira, clara e útil direciona as novas gerações, muda o destino de todos que têm acesso a ela. 


 Quando Marcelo Magalhães, o autor desse artigo publicado na famosa revista inglesa Propliner, amigo de aviação, me pediu informações sobre os Viscount da Vasp, ele sabia o que queria. Em setembro de 2014 eu participei de um dos leilões de materiais da massa falida da Vasp e adquiri oito livros de atas da mesma, três dos quais com assinatura dos participantes, cinco outros, com informações em tempo real do que estava acontecendo na empresa aérea por ocasião das assembleias de acionistas. Assim como a pesquisa em jornais de época, esse tipo de documento é um retrato fiel de tempo, espaço e ambiente. Pus todas as minhas fichas para adquirir esses livros, e a disputa foi árdua. Eu disputava contra um concorrente que dava lances online, até que ele jogou a toalha e eu arrematei. Com isso, o material se valorizou, atingiu R$ 2.500,00 e corri ao banco para pegar um empréstimo online para poder levá-lo pra casa. Eu conheceria meu concorrente logo depois de ir buscar os livros no prédio da antiga sede da Vasp. E eu garanto que ele não iria compartilhar essas informações como elas merecem ser compartilhadas.



Mas a pesquisa desse entusiasta brasileiro colaborador da importante revista sobre aviões a hélice – a pistão e turbo-hélices – não prima só pelo conteúdo e por ter buscado fontes fidedignas. Prima também pela correção em não esquecer de agradecer quem teve o trabalho de conseguir o que ele não tinha e que ele foi buscar. Cada pesquisador, cada historiador, na maioria das vezes solitário na defesa de teses e lutando contra a falta de recursos financeiros, mas jamais carente de amor pelo que faz, onde cada informação que comprova ou consegue é o combustível para ir adiante, cada uma dessas pessoas deve ser sempre respeitada, reconhecida, lembrada. Por isso que eu insisto sempre, neste Blog, pelo reconhecimento do direito autoral, citação de fonte, colocação de crédito de fotos etc. Pois a informação, que gera material escrito ou fotográfico, não surge do nada. Surge de investimento em equipamentos, em tempo, em grana, e deve ser sempre reconhecido. O amigo Martin Bernsmüller, outro que ajudou Marcelo nesta pesquisa, é um exemplo vivo de dedicação que sempre deve ser reconhecida. 

Por isso, mais do que parabenizar Marcelo Magalhães, e agradecê-lo como lembrança ao citar meu nome, eu o coloco como exemplo de correção e respeito a quem ajuda. O que, literalmente, neste caso, turbina ainda mais o interesse pela história da nossa querida aviação.











domingo, 7 de junho de 2020

Caixa Cor de Rosa

LATAM Brasil
inicia 22º voo para a China com mecânica a bordo

 (Foto: Divulgação Latam)

Poderia ser "apenas" mais um voo, muito importante, por sinal, da LATAM nesse período de pandemia, mas a empresa escalou uma mulher para participar dessa missão, não como piloto, mas para dar suporte técnico à aeronave durante esse transporte cargueiro especial. Por isso, optei por divulgar esta notícia na minha seção dedicada às mulheres na aviação.
O texto e as fotos, abaixo, são de responsabilidade da Assessoria de Imprensa da Latam Brasil.
Parabéns, Ana Fernandes do Nascimento!!! Parabéns, LATAM !
(por Solange Galante)

São Paulo, 7 de junho de 2020 – A LATAM Airlines Brasil acaba de dar início ao seu 22º voo para a China na operação especial de transporte ao Brasil de insumos médicos para o combate à pandemia da Covid-19. Pela primeira vez, a companhia inclui na operação especial uma mecânica de linha.

Trata-se da profissional Ana Fernandes do Nascimento, que ingressou na companhia em janeiro de 2011 e atua diariamente na manutenção programada de aeronaves no Centro de Manutenção de Linha (CML) da LATAM, em Guarulhos (São Paulo).
A mecânica integra a equipe a bordo do Boeing 777 (PT-MUC), que decolou do aeroporto de Guarulhos às 13h30 (hora local) deste domingo (07/06). De acordo com a programação prevista para a aeronave, será realizada uma primeira escala hoje (07/06) em Recife e uma segunda escala amanhã (08/06) em Amsterdã (Holanda).  

O Boeing 777 deve chegar a Guangzhou, na China, às 7h (hora local) de quarta-feira (10/06). No retorno ao Brasil, está programado para pousar em Guarulhos às 4h (hora local) de quinta-feira (11/06).

(Foto: Divulgação Latam)












segunda-feira, 1 de junho de 2020

NOTÍCIAS CAIXA PRETA

NÃO, A  AVIAÇÃO NÃO PAROU
E AINDA É EXTREMAMENTE NECESSÁRIA (12)

(Foto: divulgação Líder Aviação) 

Milhares de aeronaves e centenas de companhias aéreas em todo o mundo estão no chão devido à pandemia do novo corona vírus. Mas a aviação executiva não para, e um ramo muito importante desse segmento é a UTI Aérea, além do transporte de cargas biológicas. Veja o exemplo da sexagenária Líder!

O texto abaixo é da assessoria de imprensa Hipertexto:

Em tempos de pandemia, UTIs aéreas e voos de cargas biológicas se destacam na aviação executiva

Voos em UTI área na Líder Aviação, por exemplo, vêm crescendo nos últimos meses

A pandemia da Covid-19 mudou muitas coisas em diversos setores. Na aviação executiva, serviços relacionados à área da saúde estão se destacando. A Líder Aviação, por exemplo, vem percebendo uma movimentação mais forte nas cotações de voos em UTI aérea. Em março e abril, as cotações para esse serviço cresceram 34% em relação à 2019. Já as horas voadas em UTIs aéreas tiveram um incremento de 25% em abril, se comparado ao mês anterior. As horas voadas em maio corroboram com essa tendência de crescimento.

“Recebemos muitas cotações de grandes corporações e multinacionais com subsidiárias nas regiões norte e nordeste, que procuraram o serviço como medida preventiva e para assegurar a devida remoção de colaboradores desses locais para vagas em hospitais em outras capitais, em caso de necessidade”, comenta a diretora superintendente de Manutenção, Fretamento e Gerenciamento de Aeronaves da Líder Aviação, Bruna Assumpção Strambi. 

“Tendo em vista essas cotações, acreditamos que esse número continue crescendo”, diz Bruna. Essa movimentação se deve, em parte, ao transporte de passageiros com Covid-19 que necessitam da transferência para hospitais em outros estados.

Transporte de cargas biológicas

Segundo a superintendente, os voos de transporte de cargas biológicas, como exames, testes de laboratório e vacinas, também têm ganhado espaço desde o final de março, quando a ANAC autorizou que as empresas de táxi-aéreo fizessem esse tipo de voo (portaria nº 880, de 27 de março de 2020).

“A aviação executiva consegue chegar a 1.261 municípios brasileiros por meio de 2.527 aeródromos. Por isso, a aviação executiva pode ser muito importante para a fluidez e rapidez no transporte desses materiais, auxiliando nas ações de combate à Covid-19. Principalmente, em um país com dimensões continentais como o Brasil”, comenta Bruna.

Segurança e higienização nos voos

A assepsia de aeronaves antes e depois do transporte de pacientes em UTI sempre esteve no protocolo de cuidados necessários a serem tomados pelas empresas de táxi-aéreo. Mas com a pandemia esse cuidado foi redobrado. “Desde o primeiro dia montamos um comitê de segurança, adquirimos EPI extra, adotamos medidas de segurança em todas as nossas instalações e realizamos treinamentos constantes com as equipes”, conta Bruna. 

Quando um voo é realizado com paciente com Covid-19, outras precauções são tomadas, como a orientação de todos os profissionais envolvidos e a paramentação com equipamentos específicos de proteção individual em todos que irão embarcar. “Precisamos conversar com o médico para saber as condições daquele paciente, checar se a vaga está garantida no hospital de destino, realizar todas as avaliações para que o transporte ocorra da maneira mais segura”, detalha Bruna.

Os protocolos de higienização, desinfecção e assepsia das aeronaves foram reforçados, seguindo todas as orientações de prevenção dos órgãos de saúde nacionais e internacionais. E, antes de realizar a limpeza, a aeronave fica aberta por quatro horas.

A Líder Aviação trabalha com o chamado voo “bed to bed”, ou seja, de um hospital a outro. “Nesse período, devido às demandas, já estamos deixando uma aeronave equipada com UTI aérea e outra pronta para fazer o transporte de cargas biológicas. Normalmente, a configuração de uma aeronave para UTI aérea leva cerca de duas horas”, explica.

Pioneira no transporte aeromédico no Brasil, a Líder atua no setor há mais de 40 anos, já tendo realizado mais de 7.500 remoções no Brasil e em outros países. A empresa dispõe de aeronaves turbo-hélice, jato e helicóptero, configuráveis para UTI aérea e prontas para atender a todo tipo de missão, desde voos curtos a transportes intercontinentais. Atendendo ao requisito de manter sempre uma equipe de médicos e enfermeiros altamente qualificados para cada tipo de atendimento.

A Líder Aviação é a maior empresa de aviação executiva da América Latina. Fundada há 61 anos, conta com 1.100 colaboradores e uma frota de mais de 60 aeronaves. Com presença em mais de 20 bases operacionais nos principais aeroportos brasileiros, a empresa atua em cinco unidades de negócio: fretamento e gerenciamento de aeronaves; vendas de aeronaves; manutenção; atendimento aeroportuário e operações de helicópteros. A Líder também oferece serviços de corretagem de seguro aeronáutico, treinamentos em simulador de voo e reparos em pás de helicópteros.

Na foto abaixo, avião e tripulantes preparados para o transporte real de um paciente com Covid-19:

(Foto: divulgação Líder Aviação) 

sexta-feira, 29 de maio de 2020

PÉROLAS VOADORAS!

NOSSA EXCLUSIVA 
COLEÇÃO DE PÉROLAS VOADORAS!!!

Erros da imprensa especializada e não-especializada sobre aviação.

(por Solange Galante)

Trecho abaixo, confuso... A Star Alliance foi formada só por três empresas? Não faltaria esclarecer "empresas brasileiras"? Pois a aliança sempre foi formada por muitas empresas, de vários países. Quem não conhece aviação e compra uma revista especializada pela primeira vez, buscando informar-se, pensa que sim, mas não atinge esse objetivo.

(Fonte: revista Aero Magazine n. 302, julho de 2019)


Quer comprovação? Visite https://www.staralliance.com/pt/history

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Dedinhos ligeiros e falta de revisão...

"Durante o Pairs Air Show, a Bombardier teve oportunidade..."

"A Daher (...) possui o mais veloz monotubroélice do mercado..."

Fonte: Revista Aero Magazine n.302, julho de 2019. Os negritos são por minha conta.

Palavras escritas errado prejudicam até o uso de ferramentas instantâneas de tradução. E, mesmo que as empresas citadas não se pronunciem publicamente a respeito, nos bastidores, odeiam esses erros, quando elas são citadas, como já comprovei, ouvindo seus desabafos. Ou seja: não é "frescura" preocupar-se com esse tipo de erros.

Da mesma maneira, a falta de uma letra pode dificultar pesquisas. Uma revista ou jornal não pode contar que 100% de seus leitores sejam 100% experientes no assunto, a ponto de tirar de letra (literalmente) essa falha. Vejamo exemplo abaixo, da mesma revista e edição:

"É possível que as ações com a atual diretoria da Anac andem com maior rapidez após o processo de reformulação do RBC 154."

Ah, sim, pode ser que o revisor não tenha noção alguma do assunto...

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"A aeronave havia servido à South Africa Air e à empresa colombiana de aviação Avianca antes de ser abandonada (...)" (Revista Aero Magazine n.308, janeiro de 2020)

Na verdade, o nome correto da empresa é South African Airways.

Quer comprovação, além de saber que South Africa Air nunca existiu (pode pesquisar!)?

https://www.flysaa.com/

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sábado, 16 de maio de 2020

Diretamente dos nossos "Archivos"

ALGUÉM ACENDE A LUZ, POR FAVOR!

Durante três anos, entre 1997 e 1999, eu morei a exato um quilômetro (em linha reta) do Aeroporto de Congonhas. Como meu pai era zelador do prédio onde morávamos, eu sempre dava um jeito de subir até o teto do prédio, lá debaixo das antenas coletivas e para-raios, de onde dava pra ver Congonhas. As fotos a seguir são algumas que tirei de lá naquela época (Não exatamente no mesmo dia desse texto). 





No dia da citada falta de luz, eu estava lá no teto do prédio e vi CGH escuro, no final daquela tarde.


Fim de tarde de domingo em São Paulo, céu de brigadeiro, pouco vento, pouco tráfego: tudo perfeito para voar. Congonhas operava pista 35. Porém, quase 18 horas, horário local., o balizamento noturno das pistas do aeroporto paulistano apagou-se cerca de dez minutos após ter sido aceso. As aeronaves em aproximação foram avisadas mas, como confirmassem ainda estar enxergando a pista receberam autorização para pousar. Entretanto o sol foi se pondo e nada de balizamento aceso. Problemão...
     Impossibilitadas de enxergar a pista, as novas aeronaves que se aproximaram foram orientadas a manter espera sobre o VOR Rede, sendo informadas que não havia previsão para o problema ser solucionado. Os primeiros aviões em órbita foram um bimotor particular, um jato do vôo 411 e outro jato do vôo 275. Como era de se esperar, todos constantemente perguntando ao Controle de Aproximação Final se havia alguma LUZ para o caso...
     A seleção brasileira de futebol entraria em campo às 19 h pela Copa América e isso preocupou o piloto do bimotor:
     -- Vai começar o jogo daqui a pouco! Não vai dar nem pra ver!
     -- É... não vai dar... -- comentou o controlador.
     -- E quando resolver o problema vai ser um Deus nos acuda!
     De fato: tráfego acumulado para pousar e para decolar. Todos sabem o que é Congonhas parado...
     Uma quarta aeronave recebeu instrução para permanecer em órbita. Ao contrário do que esperava, naquele dia e horário, entrou na "fila" para o pouso.
     -- Controle, o nível é este mesmo? Está cheio de avião por aqui...
     -- Justamente, estão abaixo do seu. Você é o quarto para a aproximação.
     -- Tem tanto avião aqui quanto peixe na água...
     O controlador procurou se informar quanto à autonomia das aeronaves pois ainda não havia previsão... Havia apenas a informação de que o gerador do aeroporto estava funcionando mas não estava passando corrente para as lâmpadas do balizamento.
     Combustível esgotando-se, o primeiro a desistir da espera foi o bimotor, que seguiu para o Campo de Marte. Ao abandonar a freqüência do Controle São Paulo, disse ao controlador:
     -- Bom jogo para nós!
     Pois é, já quase 19 h e os outros aviões também alternaram, indo para Guarulhos.
     Enquanto isso, as aeronaves no pátio de Congonhas recebiam a informação de que às 19:20 h o balizamento poderia ser religado.
     Britanicamente pontual, o aeroporto voltou a ter as pistas iluminadas no horário previsto. Não havia mais avião algum pronto para pousar mas muitos para decolar. Alguns vôos já partiram com atraso de suas origens para São Paulo, sabendo do problema que o manteve inoperante por mais de uma hora, e o aeroporto teve que receber vôos até após às 23 h, horário normal de seu fechamento.
     O jogo? Ah, claro: felizmente vencemos e fomos classificados para as semifinais do campeonato...

sábado, 9 de maio de 2020

SITES & BLOGS


https://irislettieri.com.br


A VOZ DOS AEROPORTOS

"Atenção, passageiros do voo 860 da Varig para Nova York. Última chamada..." 
A voz pausada, aveludada, soava pelos alto-falantes e, por muitos anos, intrigou a todos: quem seria a responsável pelos anúncios, presentes, aliás, em vários aeroportos? 
A locutora Íris Lettieri, aos poucos, foi aparecendo em reportagens e a voz ganhou rosto.
Somente após 37 anos ela deixou de anunciar os voos domésticos e internacionais. Mas, assim como antes de 1976, após 2013 ela continuou trabalhando com suas cordas vocais, como em publicidade e TV.

Esta é sua página pessoal, onde, inclusive, oferece seu serviço e apresenta seu currículo privilegiado.