terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Plantão Caixa Preta

Embraer atinge estimativa de entregas para 2017

 (Por: assessoria de imprensa)

São José dos Campos - SP, 16 de janeiro de 2018 – A Embraer (NYSE: ERJ; B3: BOVESPA: EMBR3) entregou um total de 210 jatos em 2017, sendo 101 comerciais e 109 executivos (72 leves e 37 grandes). O volume de entregas ficou dentro da estimativa estabelecida para o ano que era de 97 a 102 jatos comerciais, de 70 a 80 jatos executivos leves e de 35 a 45 jatos executivos grandes. No último trimestre do ano foram entregues 23 jatos comerciais e 50 jatos executivos (32 leves e 18 grandes). Em 31 de dezembro, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava USD 18,3 bilhões.


A Embraer Aviação Comercial atingiu a marca de 1.400 E-Jets entregues. A aeronave comemorativa foi recebida pela American Airlines, que no trimestre também assinou um pedido firme para mais dez jatos E175. Durante o trimestre, a Embraer também recebeu um pedido firme para 15 E175 de um cliente não divulgado, além de um pedido firme da Belavia, Belarusian Airlines, companhia aérea nacional da Bielorússia para um jato E195 adicional da atual geração.

A Aviação Executiva revelou na NBAA-BACE (National Business Aviation Association’s Business Aviation Conference and Exhibition), realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos, o Phenom 300E. A nova versão do jato executivo traz novidades de interior, sistemas de entretenimento e de gerenciamento da cabine de passageiros. Foram apresentadas também inovações nos jatos Legacy 450 e Legacy 500, que incluem preparação para o Sistema de Navegação Aérea Futura (do inglês FANS—Future Air Navigation System) e novas opções em conectividade e assentos.

A Embraer Defesa & Segurança anunciou no quarto trimestre que o novo jato de transporte militar e reabastecimento KC-390 completou um marco fundamental, com a demonstração pela Embraer à Força Aérea Brasileira (FAB) do atingimento da Capacidade Inicial de Operação (Initial Operational Capability – IOC). A aeronave também realizou uma série de testes em voo nos Estados Unidos como parte de sua campanha de ensaios para certificação. No período, a divisão de Defesa & Segurança assinou também contratos para a venda de 18 aeronaves A-29 Super Tucano, sendo seis para a Força Aérea dos Estados Unidos (que serão utilizados no programa A-29 no Afeganistão), seis aeronaves para a Força Aérea das Filipinas e outros seis modelos para um cliente não revelado.

Em Serviços & Suporte, a Embraer expandiu programas pool de peças de reposição e suporte de componentes reparáveis para a frota de E-Jets em operação com a Saratov Airlines, da Rússia, e a Austral Líneas Aéreas, companhia aérea doméstica da Aerolíneas Argentinas. Outro anúncio foi o estabelecimento de um centro de treinamento em Joanesburgo, na África do Sul, o primeiro do tipo na África a fornecer uma variedade de treinamentos em apenas um local, para pilotos qualificados, técnicos de manutenção e tripulações. Já no mês de dezembro foi lançada a plataforma TechCare, projetada para abranger um portfólio de soluções inovadoras e competitivas, com foco na melhoria da eficiência operacional, ampliando a vida útil das aeronaves e maximizando o potencial da frota.


Siga-nos no Twitter: @Embraer

Sobre a Embraer

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.





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Nosso comentário: Continuamos torcendo pela Embraer, mesmo ela não sendo mais predominantemente brasileira, mas seu nome continua ligado ao Brasil. Os projetos que ela desenvolve junto com parceiros como a Boeing também são dignos de registro e orgulho e devem continuar – não acreditamos que a Boeing queira realmente comprar a Embraer, como mal divulgado pela mídia especulativa, mas em fazer crescer essa parceria, a que damos total apoio. (Solange Galante)


domingo, 7 de janeiro de 2018

Plantão Caixa Preta

SIM!!! O PT-ZNF VOLTARÁ A VOAR!!! MAS...


21/10/2014, Gavião Peixoto - SP - Foto: Tereza Sobreir (via Wikipedia)


(por Solange Galante)

Como nossos fiéis leitores percebem, continuamos acompanhando o caso do KC-390 que sofreu sérios danos durante um voo de testes no dia 12 de outubro de 2017, embora a Embraer negue...
Demos em primeira mão a notícia de a coisa havia sido séria SIM, após muita especulação via redes sociais e Whatsapp desde o dia do ocorrido até as vésperas de nossa primeira postagem, em 18 de outubro (vide: http://caixapretadasolange.blogspot.com.br/2017/10/plantao-caixas-preta.html), ( quando o post ultrapassou 3.300 acessos!!! ) seguida de outra, a saber: 

Aliás, somente no dia 8 de novembro a famigerada revista Aero Magazine publicou algo a respeito em seu site, alegando que havia descoberto "com exclusividade" o que havia mesmo acontecido com o avião (aliás, sem, no entanto, esclarecer de fato o que acontecera) e divulgamos isso no mesmo dia aqui no Blog: http://caixapretadasolange.blogspot.com.br/2017/11/noticias-caixa-preta_8.html

Publicamos sobre o KC-390 inclusive posteriormente:

Agora, começamos 2018 trazendo mais, e felizes, notícias! A engenharia da Embraer irá devolvê-lo ao céu, conforme informações que recebemos de nossa fonte exclusiva, conforme abaixo:

Em acréscimo, soubemos que o avião atingiu de fato 7 G negativos mas não no estol e sim na saída da vertical, quando ele saiu de dorso (o manche foi empurrado para a frente, num movimento de "picar") e desvirou depois em meio tunô.

Nunca duvidamos da competência da Embraer, de seus engenheiros, pilotos e do projeto em si, que eu pessoalmente admiro muito (embora tenham se esquecido de me convidar para o rollout dele, quando foi justamente o PT-ZNF) mas ela poderia ter sido mais transparente a respeito do caso. Alguma coisa a Boeing pode ensinar, quem sabe.









quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

SPEECH

SIM, VOAR É SEGURO. MAS, POR QUE MESMO?

(foto: Solange Galante)


No entanto, a reportagem limita as conclusões sobre esse resultado ao dizer "Foram mais de 36 milhões de voos comerciais em 2017, mais do que em qualquer ano na história. E, mesmo assim, o número de acidentes continua a diminuir. Isso se deve à tecnologia e ao rigor cada vez maior dos procedimentos de segurança."

Além desses fatores, óbvios que muito importantes, o treinamento dos pilotos também teve peso relevante. Um exemplo é o que aconteceu nos Estados Unidos depois do acidente de fevereiro de 2009 quando o voo 3407 da companhia Colgan onde 50 pessoas morreram perto da cidade de Buffalo (NY). (vide: https://aviation-safety.net/database/record.php?id=20090212-0). Foi o último acidente fatal com aeronaves de passageiros naquele país. A partir desse acidente a poderosa Federal Aviation Administration adotou três grandes regras para aumentar a segurança. Uma delas prolongou os períodos de repouso obrigatórios entre turnos para pilotos de avião de passageiros, mas não para pilotos de carga, uma disparidade que continua a ser disputada entre pilotos e alguns legisladores. Por isso que continuaram acontecendo acidentes com aeronaves cargueiras, como um do ano passado, com um avião Shorts 330 (vide: https://aviation-safety.net/database/record.php?id=20170505-0).

Outra regra da FAA exigiu treinamento recorrente para pilotos, incluindo sobre como evitar estóis, como aconteceu com o avião da Colgan e também com o Air France voo 447 sobre o Atlântico em 2009.

A terceira regra derivada do colisão do Colgan exigiu que os copilotos tenham as mesmas 1.500 horas de experiência de voo que os comandantes, com menos horas necessárias apenas para pilotos militares e graduados em faculdades (cursos superiores de aviação). O que as companhias aéreas e alguns legisladores criticaram, alegando que isso piora a falta de pilotos qualificados.

Polêmicas à parte, foram atitudes que renderam frutos. A se lamentar apenas que a aviação cargueira, cujos acidentes geralmente causam menos fatalidades por não ter passageiros na aeronave, exceto quando a queda ocorre em áreas residenciais, não tenha exigências semelhantes.

O importante é que fora dos EUA a segurança também vem crescendo, registrado-se apenas um acidente fatal a cada 7,4 milhões de voo, segundo a  Aviation Safety Network.

Fora da aviação comercial, tivemos mortes em acidentes aéreos em 2017 com aeronaves de pequeno porte (aviação geral), helicópteros, aviões e experimentais em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil, o que exige que se mantenham vigilantes autoridades, pilotos e demais profissionais envolvidos para que a segurança aérea só cresça. Objetivo de todos.





r flight for every 7.4 million flights worldwide, according to the Aviation Safety Network.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

PÉROLAS VOADORAS

***FELIZ ANO NOVO A TODOS MEUS LEITORES!!!!***


VANT NÃO É VAT!!!

Durante reportagem da série "Vida Conectada" do Jornal da Cultura em 17 de agosto de 2017, a repórter narrou "A guerra ao terror acelerou o desenvolvimento dos Veículos Aéreos Não tripulados", os VATS No Brasil, os VATS foram usados pelo Exército Brasileiro nas Olimpíadas, na Copa do Mundo (...)" etc
É o típico exemplo de falta de atenção. Se o veículo é aéreo "não" tripulado, estava faltando aí um "N", o correto é VANT. Com certeza, o entrevistado, representante do Exército, falou corretamente.
Para ilustrar, que tal dar uma olha nesse documento do próprio Exército disponível na internet?




sábado, 23 de dezembro de 2017

PÉROLAS VOADORAS!

BOEING DEPRECIADA!

Na edição impressa do jornal Folha de S. Paulo do dia 22 de dezembro a Boeing aparece com apenas dois aviões principais de sua fabricação. Enquanto aparecem seis modelos da fabricante brasileira, são apenas dois da fabricante norte-americana, que, a princípio, planejaria comprar a Embraer. Sobre a Boeing, citam apenas o 737-800 e o 747-8i.
Por que teriam esquecido dos Boeing 787 Dreamliner, Boeing 777 e Boeing 737 MAX???




(Colaboração de Ernesto Klotzel)

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

SPEECH

***** NOSSA CAMPANHA INÉDITA!!! *****
***** "SPOTTER: DEIXE DE SER BURRO! VALORIZE-SE!!!!!" *****

Curso muito útil para você, spotter, que é profissional ou quer se profissionalizar como fotógrafo, entender por que deve se valorizar:

https://cursos.casperlibero.edu.br/produto/direito-autoral-e-direito-de-imagem-para-fotografos-2/


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

SPEECH

***** NOSSA CAMPANHA INÉDITA!!! *****
***** "SPOTTER: DEIXE DE SER BURRO! VALORIZE-SE!!!!!" *****

(Por Solange Galante)

Se o peixe morre pela boca, o ser humano morre pelo orgulho. Orgulho de estar em evidência, de ser "curtido", de ter o que faz por hobby ser divulgado "trocentas" vezes... mesmo sem remuneração!

Não é de hoje que "spotters" enviam suas fotos para revistas especializadas publicarem seus "cliques". Se fotografar um dia já foi coisa só para profissionais, hoje pode-se fazer fotos apenas com um celular e com um mínimo de conhecimento consegue-se excelentes resultados.

Porém, o que a nova geração de "spotters" não sabe ou esquece é que suas fotos, especialmente quando revelam talento, pode e deve ser tão valorizada quanto a de fotógrafos profissionais simplesmente pelo fato de que tanto amadores quanto profissionais são todos... autores!!!!

O jovem que economiza sua mesada e compra uma câmera, ou a ganha de presente, e usa seu tempo – sempre um bem precioso – para ir ao aeroporto fazer fotos de aviões produz uma obra intelectual que deve ser resguardada. Assim como acontece com os "spotters" veteranos, que já investem mais em equipamento e são mais conhecidos e procurados para fornecer fotos.

Como assim, obra intelectual deve ser resguardada?

Antes, uma introdução sobre direito autoral. Que "bicho" é esse?


Epa!!!! O que é isso, "direito patrimonial e direito moral"?

Os direitos patrimoniais são aqueles que se referem principalmente à utilização econômica da obra intelectual. É direito exclusivo do autor utilizar sua obra criativa da maneira que quiser, bem como permitir que terceiros a utilizem, total ou parcialmente. Os direitos patrimoniais podem ser transferidos ou cedidos a outras pessoas, às quais o autor concede direito de representação ou mesmo de utilização de suas criações. Caso a obra intelectual seja utilizada sem prévia autorização, o responsável pelo uso desautorizado estará violando normas de direito autoral, e sua conduta poderá gerar um processo judicial. Por sua vez, os direitos morais asseguram a autoria da criação ao autor da obra intelectual, no caso de obras protegidas por direito de autor (textos, fotos, músicas etc). São intransferíveis e irrenunciáveis. 

E não importa se você é jornalista de profissão, fotógrafo profissional, ou faz as fotos apenas por hobby. A obra foi criada por você, com seu equipamento, seu "feeling", seu olho e seu dedo, você gastou gasolina, corrida de Uber, sola de sapato, passagem de ônibus e seu tempinho para ir produzir sua "obra"!

Primeiro ponto: o crédito (E aqui ainda não estou falando de $$$)

A autoria da foto deve sempre ser mencionada. Às vezes grandes empresas contratam fotógrafos e depois distribuem as fotos como material de divulgação sem divulgar o nome de quem fez a imagem, mas na maior parte das vezes isso foi concordado antes entre empresa e fotógrafo, que recebeu  pelo trabalho já sabendo que a foto seria distribuída. "Receber" pode ser dinheiro mesmo, ou uma viagem, um prêmio etc. Desde que tenha recebido alguma coisa, o fotógrafo geralmente autoriza sim essa distribuição do seu trabalho, COM ou SEM a divulgação de seu nome. O correto é ter seu nome sempre, mas tem gente que prefere o anonimato. O importante é deixar tudo isso registrado em contrato, ou seja, POR ESCRITO. Mesmo que por email, que hoje já é aceito como documento em muitos casos judiciais.  E (atenção!!!!) não basta "você", sozinho, escrever um documento de autorização/permissão de uso, a outra parte também tem que se comprometer a, PRINCIPALMENTE avisá-lo CADA VEZ que a foto for usada e onde!!!! mesmo que duas, 10, 50 , 100 vezes.

Segundo ponto: a remuneração (E aqui não falo só de dinheiro)

Conforme escrevi aí em cima, a remuneração pode ser dinheiro, uma assinatura de revista, um prêmio, um presente, desde que previamente combinado e concordado entre as partes (empresa, jornalística ou não, e fotógrafo, amador ou profissional) por documento formal com os deveres e direitos das duas partes. Como dificilmente pagamos nossas contas do dia a dia com presentes e viagens, dinheiro é a remuneração mais comum e justa.

Agora, você, que leu até aqui este artigo, pergunta "Caraca, porque tenho que saber tudo isso? Está até me cansando de ler...."

Vou explicar, então.

Não é de hoje que revistas, de todos os segmentos, se aproveitam do orgulho humano para publicar material alheio, não contratado na maioria das vezes, ou mesmo contratado, em troca apenas do nome do fotógrafo ou nem mesmo isso, e usam as fotos, uma, duas,dezenas de vezes para evitar a contratação de um fotógrafo profissional. Sai de graça para a revista, o fotógrafo que nada cobrou se infla de orgulho e tudo fica bem.
Me perdoe mas... BEM, NADA!!!!

Quando vc coloca sua foto num site como o Airliners, Jetphotos, Instagram ou outros, mesmo que eles ganhem com a alta visualização do material, você tem sua vitrine para outros trabalhos. É um trampolim. Se você concorda em ceder uma foto para um Blog, Site ou outra plataforma que não visa o lucro, é a mesma coisa. Em todos esses casos, o crédito (nome do fotógrafo) deve sempre estar registrado. Por isso que se vê na maioria dessas plataformas marcas d'água e avisos de que o material tem proteção de direitos autorais, o famoso "Copyright". Porque o direito autoral é levado a sério, como deve SEMPRE ser.

Porém, revistas, jornais, TVs, sites para assinantes etc vivem de anúncios etc NÃO são "empresas de caridade" que publicam seu material só pra você ficar famoso e muito curtido. Com anúncios custando, cada um, de mil reais se for pequeno até 30, 40, 50 mil dólares (sim, dólares) cada um, dependendo se é de página dupla e em que publicação (de muita ou menor tiragem), por exemplo, você não participar desse bolo é simplesmente burrice!!!!

Pelo menos na área de aviação, as publicações brasileiras não nadam em dinheiro, não se iludam. Mas PODEM e DEVEM valorizar quem lhes fornece material, por todas as razões que escrevi acima (há gastos e há criação intelectual). Ou então que contratem um profissional por um valor combinado antes.

Veja abaixo a tabela atualizada da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo, apenas como exemplo, de quanto deve ser pago para saída profissional e para publicação de fotos, entre outros detalhes. Ou seja, a coisa é séria mesmo!!!

https://www.arfoc-sp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=541&Itemid=534

Mas vamos à realidade: se a revista não puder pagar tais valores, o fotógrafo pode e deve negociá-lo, mas JAMAIS abrir mão de ter seu trabalho creditado e pago.

E você, então, me pergunta: "Posso fornecer foto(s) em troca de uma viagem? De uma assinatura de revista? De um almoço?" Bem... pode! Embora isso não pague suas contas. Já é uma maneira de mostrar que você AGE PROFISSIONALMENTE, e valoriza  a si mesmo!!! (Mesmo não sendo o ideal).

Lembrando que atualmente não é necessário ter curso para exercer o jornalismo (inclusive o fotográfico) e autor é autor com ou sem diploma ou curso de fotografia!!!

Quer um exemplo prático?

Sou jornalista profissional diplomada mas, independentemente disso, escrevi por vários anos para a extinta revista Aviação em Revista, para a qual produzi foto e texto sobre uma escola de mecânicos de aviação e fui remunerada pelo material. Uns dois anos depois encontrei foto e parte desse material publicados no site da empresa (escola de mecânicos) cujo dono eu havia entrevistado para a matéria. Argumentei com ele que aquela republicação, sem minha autorização, era ilegal, e pedi, na época, uns 15 anos atrás, R$ 800,00, o mesmo valor que eu havia recebido pela matéria na revista. O dono da escola recusou, zombou de mim e eu, então, fui buscar meus direitos na Justiça por meio da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (APIJOR).

Levou longos 11 anos graças à nossa lenta Justiça mas recebi, em segunda instância, líquidos, R$ 11 mil, além da escola ter que tirar do ar o material usado indevidamente. Ou seja, eles poderiam, antes de terem usado, me pedido a permissão, apenas creditando meu nome ao material. Eu poderia ter cedido gratuitamente, por ter sido um material pelo qual eu já tinha sido remunerada (pela revista), o que evitaria todo estresse, mas como o dono da escola fez as coisas à maneira dele, desrespeitando completamente meu direito autoral... SI FU!!!!!

E o que tem acontecido particulamente na área de aviação, onde os spotters atuam?

Uma revista que não tem mais edições brasileiras, usou por muito tempo esse artifício: pedia fotos a spotters e não os remunerava ou simplesmente conseguia fotos por terceiros e publicava sem créditoS (autoria e remuneração). Há quem aceitava, mas muitos não, e "rodavam a baiana".

Recentemente uma outra revista já usou foto publicada no Airliners.net sem o consentimento do autor, que é de origem estrangeira e não sabia do que havia ocorrido – e, ao ser avisado que haviam usado indevidamente seu material, reivindicou seu crédito e recebeu pagamento pela foto, aí sim corretamente.
Essa mesma revista há muito tempo deixou de colocar crédito em quaisquer fotos, apenas muito raramente alguma aparece com o nome do autor registrado. E se aproveita do orgulho dos novos spotters para tentar rechear seus arquivos sem precisar pagar nadinha pelas fotos. Uma prática digna de se denunciar às associações que protegem os jornalistas e fotógrafos profissionais – atualmente, não é necessário diploma ou curso profissional para exercer a atividade, mas uma constância de atuação na área pode caracterizar essa profissionalização – ou mesmo autores em geral. Com provas suficientes, é possível sim entrar na justiça contra essas práticas no mínimo anti-profissionais e de enorme má fé.

Senão um dia você vai acabar como o spotter veterano, muito querido e conhecido de todos, que fazia fotos maravilhosas no aeroporto onde trabalhava, com câmera de primeira, nas décadas de 1960, 1970 e 1980, imagens que até hoje são em sua maioria raras pelos ângulos conseguidos e algumas por serem coloridas em época rara para isso, e que cedia as fotos de graça, só pelo crédito do nome, a diversas publicações. Um dia ele ficou desempregado e endividado e tentou aí sim vender suas fotos às mesmas publicações, para conseguir algum dinheiro e tentar manter suas contas em dia, e as publicações viraram as caras para ele, sem dó nem piedade.

Portanto, seja esperto, pense no seu presente e no seu futuro e exija todos os seus direitos de autor, aja sempre profissionalmente!  😉